Até mais, minha gente!

13/04/2007 por Alexandre Casatti


E não é que o último dia do blog calhou de ser o meu primeiro num lugar que devo chamar de lar. Pois é, minha gente, a partir de hoje eu passo a ter um endereço em Londres. Até agora, eu passava duas semanas aqui, outras duas ali…mas nunca havia pensando em transferir as roupas da mochila para uma prateleira, por exemplo. Verdade, verdade mesmo…ainda vai ser um endereço provisório: a casa estará à venda no próximo mês. Mas pelo menos vou passar uns dois meses com paredeiro certo…Alô, minha gente!!!! saudade de vocês, heim? Vou poder receber cartas e postais…

Bom…durante esse tempo viajando e escrevendo para o blog, muito coisa aconteceu. Foram vàrios paradeiros, alguns sensacionais, outros nem tanto…muita gente nova, algumas legais, outras nem um pouco…muitas situações diferentes, muitas boas e algumas bem ruins…mas o mais legalzão mesmo de tudo isso é que são as minhas histórias.

Quando eu decidi viajar, eu estava na verdade a procura disso…da novidade, do inusitado…Pois então, nesses quase 100 dias de passagem pela Europa nao me faltaram situações e pessoas para me proporcionar essas sensações. E o mais engraçado é que o blog me ajudou a perceber, ainda mais, como cada dia por aqui foi muito diferente um do outro…Afinal, pensa bem….todo santo dia eu tive que pensar na minha vida para relatar neste espaço.

Enfim….este é o meu último post. Queria agradecer mais uma vez todo mundo que anda comigo nessa viagem, mesmo de longe. Valeuzão, minha gente! E me desculpar também: as fotos são poucas porque o ladrão levou o resto no lap top…além disso, desculpe-me porque preparei um vídeo para postar, masssssss ele ta com um pequeno probleminha de “enquadramento”….hahahahaha

Um beijão a todos e boa viagem pelo Diário de Bordo ao próximo participante do projeto…

Alê

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Valeu pelas dicas, minha gente!

12/04/2007 por Alexandre Casatti


Salve, minha gente. Bom…tive problemas técnicos para enviar o texto de quarta, então ele só emplacou na manhã de hoje. Tá certo que o assunto não era dos mais felizes, mas trata-se de uma fatalidade, acontece…E, de qualquer modo, é um aviso para que eu fique mais esperto aqui na terra da rainha.

Londres é certamente mais segura que minha cidade natal, São Paulo. E o bairro de Charlton também é pra lá de tranqüilo perto da minha querida Cidade Ademar, bairrão periférico de SP onde cresci. Mas por mais que haja uma diferença gritante entre os índices de segurança dos dois lugares, nós estamos falando de cidades grandes e bairros suburbanos que vira e mexe estão nas páginas policiais dos jornais locais. Ou seja, se me avisaram sobre situação em Charlton, eu deveria ter escutado e sido mais cauteloso.

No entanto, quanto mais eu penso em tudo o que aconteceu, mais eu sei que devo esquecer e não deixar a paranóia de cidade de grande me pegar. Como eu cresci em um bairro pobre e com sérios problemas de criminalidade, aprendi que precaução é a regra, e não o medo, porque ele te faz refém da sua própria imaginação.

Haviam nos avisado sobre o bairro e a região do pub, mas acho que com os olhos de estrangeiro nós não conseguimos enxergar o que temiam os amigos ingleses. Na real, ainda não entendo, mas aprendi mais uma vez que devo sempre levar em consideração o que as pessoas dizem. Apesar de não ser nenhuma novidade, essa regrinha fica ainda mais especial na vida de quem está viajando.

Quando se está em uma cidade nova, por mais que você ache que já viu situações parecidas, você está num lugar novo. Mesmo que depois você discorde das opinião dos nativos, vale escutar todas as dicas e avisos atentamente.

Outra fonte fundamental de informação é a internet. A Itália foi o país que mais rodei. Foram umas oito cidades em que ao menos pernoitei e mais umas cinco que passei algumas horas. E tanto nas cidades grandes como nas pequenas foram tiradas da internet muitas informações úteis, como hospedagem, horários de trem e ônibus, lugares turísticos e afins. Mas chegando lá sempre tinha ao menos uma boa alma que dava AQUELA informação que faltava.

Em Lucca, por exemplo, consegui acomodação e um jantar pra lá de especial por meio de uma senhora chamada Beatriz que conheci no primeiro dia que cheguei. A um precinho camarada fiquei no legalzão Bed & Breakfast La Torre [http://www.roomslatorre.com/] cujo o dono legalzão também me conseguiu um desconto no Gigi Tratoria [http://www.gigitrattoria.it/], restaurante onde sinceramente comi a melhor pasta da minha vida.

Pois é, amanhã é meu último dia por aqui. Então, hoje vou agradecer a todo mundo que me deu ou vem me dando AS TAIS DICAS imprescindíveis durante a viagem. Valeu, minha geeeeente!

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Um dia difícil…

12/04/2007 por Alexandre Casatti


Quando cheguei em Londres, ouvi muita gente falando sobre o aumento da violência e da criminalidade entres os jovens daqui. Mas ainda estava chegando, descobrindo a cidade, então não dei muita bola…achei paranóia de cidade grande. Afinal, nesse tempo aqui eu não havia presenciado nenhuma cena de criminalidade, só havia acompanhado algumas no noticiário. Pois bem, assisti uma ontem e pior: fui um das vítimas.

Estava em um pub no bairro de Charlton, usando a conexão wireless de internet que eles oferecem de graça aos clientes. Pedi minha jacket potato (batata cozida, coberta de queijo e feijão, acompanhada de salada), uma coca-cola e conectei o lap top. Passados uns vinte minutos e parte das tarefas internéticas, dois adolescentes aparecem, pegam o lap top da mesa e saem correndo… Mas eles foram tão amadores que eu não entendi o que estava rolando, parecia câmera lenta. Saí atrás deles, que olhavam também desconcertados pra mim, acho que pensando: “Isso não estava no script”.

Alcancei os meninos e parei um, mas não pude fazer nada, nem mesmo segurá-lo, já que as leis inglesas são bem rígidas e tudo pode parecer agressão. A polícia demorou uns 20 minutos para chegar e ele fugiu num carro que veio resgatá-lo…

A boas notícias são que, de volta ao pub para recuperar o resto dos pertences, fomos informados que o circuito interno de TV pegou toda a cena. A polícia também já havia encontrado o dono do veículo que ajudou na fuga do garoto. Ou seja: eles demoraram, mas foram eficientes. No entanto, não muito diferente do que rola no Brasil, nos pediram paciência para averiguar as provas. Durante este tempo, o lap top….

O que me deixa mais triste nesta história toda é que a maquininha era da Natalia sem acento, e não minha…..Fora isso, era o meio de trabalho dela, que só estava lá para me ajudar a procurar um emprego na internet… Foi muita sacanagem e aqueles babacas certamente nem precisam da máquina! Vamos ver se ao menos serão punidos…

Bom….depois uma noite pra lá de ruim, hoje passamos um dia calmo, bem tranqüilo, na casa de duas das figuras mais legais do planeta: Lu e Trevor, que há mais de um ano e meio colocaram no mundo essa criaturinha da foto, o Luca, um carinha simpático toda vida, sempre sorridente, que espanta qualquer tipo de tristeza.

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Invandindo o espaço público

9/04/2007 por Alexandre Casatti


E o feriadão continua por aqui…Pois eh, nesta segundona de primavera os ingleses ainda estão com as barbas de molho. E eu também, claro, me recuperando dos últimos três dias de diversão por mercados e feiras de rua de Londres. Fora que São Pedro foi bem generoso, suspendendo a chuva, o frio e mandando muito sol esses dias. Daí não teve mesmo como ficar em casa.

Sexta-feira, primeiro dia de farra, o negócio foi juntar os amigos e aproveitar a tarde numa grande praça, sentadão na grama. Para o paulistano aqui, esse é um dos programas mais diferentes, já que em São Paulo não rola muito essa cultura de utilizar o espaço público pra lazer, especialmente as áreas verdes. Confesso que em alguns momentos tenho até dúvidas de como agir, onde posso sentar, se posso pisar aqui ou ali, essas coisas…

Já no sabadão fui para Nothing Hill, dar um giro pela feira de Portobello Road. O lugar e as pessoas me lembraram um pouco a feira da Vila Madelena, em São Paulo. Não sei bem porquê, mas os dois lugares não me animam muito. Prefiro as feiras de rua mais desorganizadas, como as de Candem Town. Elas me parecem mais originais.
De lá fui com a Natalia sem acento procurar um pub em Brick Lane, mas acabamos numa casa de chá para fumar num narguile. Foi a melhor pedida da noite, porque além do fumo de uva e do chá persa bonzão eu conheci um dos lugares mais legais de Londres: Brick Lane, aonde voltamos ontem.

Passamos o domingão inteiro por lá . O objetivo era apenas comprar uma bicicleta para a Natalia, mas fomos descobrindo e nos deixando perder pelo mercadão de usados, restaurantes e comércios bengaleses que existem em Brick Lane. No fim, ela achou a bicicleta e eu, um dos lugares que vou frequentar com certeza daqui pra frente.

Ah! por ali além do mercadao de onde se acha de tudo não faltam pubs, bares e espaços com festas e shows. Acabamos nos juntando em um pub com uns amigos brasileiros e quase esquemos do último trem pra casa. Mas no final deu tudo certo, chegamos sãos (..ou quase) e salvos em casa.
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Chegar, a gente chega, mas nem sempre de forma organizada

5/04/2007 por Alexandre Casatti


Ontem, eu passei boa parte do dia a caminho de Londres, saindo da Itália. De ponta a ponta, o avião gasta apenas três horas no trajeto, mas o resto das etapas eu esqueci de programar. Com isso, acabei me atrasando com horários de trens, peguei fila e fiquei com fome e cansadão com a correria. Fora que deixei de cumprir alguns compromissos, um deles escrever para o blog.

…foi mal, minha gente!

Minha jornada na quarta-feira começou às 4h30 da matina, quando acordei, depois de ter festejado minha despedida até a 1h com amigos de Civitavecchia. Às seis, já atrasado, peguei o segundo trem para a estação central de Roma (Roma Termini), onde troquei de trem rumo ao Aeroporto de Ciampino. Até aí, o relógio já batia 8h30 mais ou menos.

Com aquela disposição de quem não dormiu direito, quase choro ao ver a fila que me esperava para o check in e pior: havia esquecido as frutas separadas para a viagem. Porca Miséria!! Bom…daí começa o episódio das filas. Nesta primeira, foram 15 minutos e uns 10 italianos querendo furá-la. Nova fila: 15 minutos no serviço de imigração e, obviamente, furação de fila. Última delas: 45 mintos esperando em pé para embarcar e…não preciso nem dizer como estavam os italianos com essa demora toda, né ? Parecia uma competição oficial de quem discute melhor e fura mais fila. Umas onze e vinte finalmente decolamos.

No avião, a história que garantiu a viagem e confirmou, mais uma vez, como os italianos são umas figuras. A aeromoça, de uma companhia inglesa, da todas as explicações de segurança no idioma da sua empresa. Quando ela termina, levanta um italiano, junta as duas palmas das mãos, aproxima elas ao peito (praxe) e diz: “Mas e os italianos? O que a gente faz?”. Pronto! Dado o motivo para o avião virar uma mistura de festa e assembléia para discutir este e vários assuntos relacionados ou não ao tema.

Chegando em Londres, no aeroporto de Gatwick, nova jornada nos trens urbandos até aterrisar em um sofá às quatro horas da tarde de Londres – em relação ao fuso horário italiano, aqui é uma hora a menos. Ou seja, foram mais de 12 horas de viagem, cansado por ter dormido pouco, tudo meio na pressa, E…SEM AS FRUTAS PARA COMER!!!

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Salve, minha gente!

3/04/2007 por Alexandre Casatti


O assunto do post de hoje não é nenhuma novidade, mas sempre vale a pena reforçar que sem “gente” a coisa não vai bem numa viagem. E gente significa: família, amigos, amigos de amigos, um amigo novo durante a viagem. Então, na verdade, hoje a coisa vai ser meio sentimental mesmo, como um e-mail em agradecimento a todo mundo que colaborou com o meu plano teco-teco, principalmente você, Natalia sem acento.

Durante esses três meses de viagem e nos três meses que a antecederam muita gente foi importante. No Brasil, muito obrigadão pro pessoal de casa (valeu pai, mãe, li e família Casatti), que estão sempre na retaguarda dando uma força; pros meus amigos, que no mínimo estiveram presentes na várias comemorações de despedida; e a você, Natalia sem acento.

Já na Europa, valeu Rafa e Camila, que aguentaram eu e a Natalia sem acento em Barcelona; Carla, Antonio e família, pelas portas abertas em Civitavecchia – me ensinando muito sobre a Itália; Lú e Trevor, por sempre me receberem tão, tão bem Londres; e todo mundo que passou pelo meu roteiro por aqui. Até agora, já foram mais de 15 cidades. E em tudo o quanto é lado, sempre conhecendo alguém fundamental no percurso.

Nesse tempo todo já pintou muita saudade e dificuldades, mas sempre tive gente por perto ou mesmo de longe dando um apoio. E as ajudas vieram de todas as formas: um bom papo-furado, e- mails, cartas, caminha e chuveiro quente, sugestões de lugares para visitar, indicações de amigos para conhecer por aqui…teve até amigo enfrentando o consulado no Brasil para resolver pendências burocráticas. Valeu, Laurose!!!

Minha gente, obrigadão pela força! E, por favor, não saiam de perto, não, porque vocês são parte dessa historia toda….e aquela forcinha é sempre bem-vinda (hahaha).

Beijos,

Ale
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Mamma mia!

2/04/2007 por Alexandre Casatti


Nao existe a menor possibilidade de visitar a Itália e não se impressionar ao conhecer pessoalmente parte dos monumentos históricos mais importantes da humanidade. Em Roma, por exemplo, você esbarra, a cada esquina, com contruções e pontos históricos de derrubar o queixo. Só na região onde ficava o núcleo principal da vida romana estão: Capitólio, Fórum Romano Coliseu e a Praça Veneza. É inacreditável como em tão pouco espaço pode-se concentrar pedaços da história que chegam a ter mais de 2000 anos. Taí um lugar que deve ser visitado em Roma, na minha opinião.

Obviamente a coisa nao pára por aí. Citando apenas alguns dos pontos mais importantes, a cidade ainda conta com ESTADO DO VATICANO, Basílica de São Pedro, Pantheon, Fontana de Trevi, Circo Maximo, Largo da Vila Borguese, alem de um monte de palácios, arcos, termas, templos, igrejas – claro – e por aí vai…E dá-lhe consultar guias e placas turísticas…Mamma mia!, é preciso muito espaço e tempo para escrever sobre…

Cheguei sábado pela manhã em Roma, onde fiz um rápido giro e matei a vontade de tomar um cappuccino e comer um cornetto (croissant recheado com chocolate ou creme de ovos). Da primeira vez que estiver por aqui, fiz esse pedido quase todos os dias.

De Roma segui de trem a Civitavecchia (citada no post da semana passada), onde passei o fim de semana com uns amigos. Em fevereiro, quando estive uns dias por aqui, conheci as cidades vizinhas e descobri um roteiro bem recomendável nas proximidades da capital.

Pequenas, mas nem por isso menos interessantes, cidades como as litorâneas Ladispoli, Santa Marinella, Santa Servera e as interioranas Cerveteri, Bracciano e Tolfa oferecem também muitas atrações históicas. Além de uma rica beleza natural, são igrejas, portos e muitas construções medievais que enchem os olhos de quem as visitas. Ainda rola de saber um pouco sobre o povo estrusco, que habitou a região antes que os romanos, visitando necróplis e o museu de Civitavecchia. Então, se passar por Roma tente tirar um tempinho para conhecer essas cidades. Vale a pena.
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Decide Pedroca!

30/03/2007 por Alexandre Casatti


Pois é, minha gente. Hoje na terra da rainha acontece um fenômeno que deveria ser proibido por São Pedro. Fala verdade: não é justo chover e fazer frio! Ok, eu fui avisado muitas vezes sobre essa característica de Londres, mas isso não significa que eu precise mudar de opinião, ok, Juliano?

Quem está há mais tempo por aqui também pode dizer, já que entramos na primavera, que a coisa ainda está mansa. No inverno, tinha dias em que dava vontade mesmo de rogar uma praga no Pedroca.

A salvação é que por aqui todas as casas e escritórios têm algum tipo de aquecedores. Daí, além de se esquentar, você ainda pode botar tênis, meia e o casaco pra secar.

De qualquer forma, é um daqueles dias que é preciso uma dose a mais de ânimo para botar o pé pra fora de casa. Ainda bem que hoje é sexta-feira e logo mais estou embarcando pra Itália, onde devo passar uns quatro ou cinco dias.

Outra coisa que deu uma levantada no astral, é que recebi a primeira carga no meu cartão Visa Travel Money enviado pelo projeto Diário de Bordo. E não poderia ser em uma melhor hora…

Hoje pela manhã estava a caminho do centro da cidade com um bilhete de trem que só valia para uma viagem. Numa vacilada monstro, eu desci numa estação onde apenas deveria trocar de trem. Ou seja, passei pela catraca, meu bilhete foi recolhido pela máquina e não tinha mais grana pra comprar um outro.

Foi então que lembrei do e-mail enviado esta semana por uma das organizadoras do projeto avisando que o dinheiro já estava disponível. Demais! Saquei o dinheiro, comprei o bilhete, guardei o troco e segui a viagem tranqüilo e moreno.

Tem dia que faz frio e chove, mas ta tudo certo…

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Nada como uma feijoada para alegrar os corações

29/03/2007 por Alexandre Casatti


Pois é, minha gente. Ontem, depois de um dia todo saudoso por aqui, acabei num restaurante brasileiro em Camden Town. Não foi nada combinado. Encontrei minha namorada uma seis e meia e como pintou a dúvida de onde comer fomos para o mercadão que é Candem. Mas chegamos tarde por lá. As barraquinhas estavam todas fechadas.

Com fome, nos restou procurar um restaurante. Entre opções viatinamita, indiana e chinesa, encontramos uma placa na calçada: feijoada – 6 libras. Independente da qualidade da fejuca, bater a especialidade brasileira quando se está fora do Brasil é uma sensação incrivelmente boa.

Entramos no restaurante e recebemos um cardápio cheio de opções de pratos. Nem chegamos a lê-lo: “Duas feijoadas, por favor”. Como o prato iria demorar um pouco para sair, atacamos um bolinho de mandioca com carne seca de entrada. Puts! que maravilha foi aquilo.

Comi aquela feijoada inteirinha, com gosto, pimenta, farofa e guaraná. Pra finalizar, mandei um belo pudim de leite…Antes de pagar a conta, ainda passamos no balcão do restaurante e compramos um pacotão de farofa pra levar pra casa.

Vocês não imaginam como aquelas especialidades brasileiras fizeram bem aos nossos corações na noite fria de ontem. Sem falar no bombonzinho Sonho de Valsa no caminho para casa. Dormi quentinho…tranqüilo, tranqüilo.

Como já disse antes, tenho reparado que a nossa comunidade aqui em Londres é bem grande mesmo. Em vários lugares por onde passei, encontrei lojas, restaurantes, quilos, bares e cafés brasileiros à disposição. Apenas saber da possibilidade de comer uma especialidade feita em casa já é um antídoto pra saudade.

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A caminho da Itália

27/03/2007 por Alexandre Casatti


Se tudo der certo, eu passo o próximo fim de semana na Itália. Vou para uma cidade litorânea chamada Civitavecchia, a 70 km de Roma. Igual a imensa maioria das cidades italianas, lá também não falta a tradição da italianada em comer bem e conservar seu patrimônio histórico e cultural. Como estive já lá há um mês, resolvi contar um pouco sobre Civitavecchia no post de hoje.

Com uma posição estratégica na costa da Itália, Civitavecchia ja foi fundada como uma cidade portuária. Então, a especialidade por ali são, principalmente, as delícias que vem do mar, como a sopa de peixe – prato criado na cidade. Mas estamos falando dos italianos, ne? E os caras se dedicam realmente a comer muito bem. Eu, por exemplo, comi até carne de javali na casa onde eu fiquei. E na mesa sempre vinho, água, pão, embutidos e alguns tipos de queijos. Ah! Quem vai a Itália tem obrigação de tomar o sorvete de massa deles. É impressionantemente bom.

Outra coisa que me impressionava era maneira como os italianos paravam tudo o que estavam fazendo para almoçar e jantar calmamente. Ainda mais por ser uma cidade pequena, a siesta era sagrada em Civitavecchia. Todo santo dia!

Mas a posição geográfica também já meteu a cidade numas catástrofes. Primeiro foram as disputas pelo posto bélico e comercial. Antes mesmo de ser conquistada pelos romanos, que passaram por várias tentativas de invasão, a cidade era um porto etruscos. Depois vieram os conflitos mundiais do século passado. Na segunda guerra mundial, 80% dos prédios da cidade foram derrubados. Com isso, Civitavecchia (cidade velha) se tornou cidade nova, com construções recentes, diferente do que se ve pela Itália.

No entanto, é curioso ver como eles fazem questão de manter o que sobrou. As referências históricas de Civitavecchia estão pra todo lado: parte da muralha fortificada que protegia a cidade das invasões maritímas, o forte que teve o artista e arquiteto Michelangelo como um dos restauradores, as termas do imperador romano Traiano e por ai vai. Sem contar o museu da cidade, cheio de peças milenares.

E como não poderia ser diferente, a igreja católica também oferece um itinerário turístico representativo. São templos, imagens de santos em praças e na orla da cidade e….um santuário onde está a imagem da Vergine di Medjugorie, que em 1995 lacrimejou sangue.

Se alguém decidir ir pra lá, existe trem o dia todo, saindo da estação Roma Termini e é possível pegar mais informações no site de promoção turística da Província de Roma ou pelo telefone no Atendimento ao turista de Civitavecchia (00XX39 0766.590286 / 0766.590064). Mas se não forem, por favor, torçam aí para eu voltar…
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