Após sentar de manhã curtindo a sombra da Torre Eiffel…

19/04/2010 por André Andrade Santos


Eu atrasei praticamente toda semana pra postar, mas dei uma sumida violenta recentemente. Não foi proposital, eu juro. Adoro escrever. Mas Londres consumiu mais de mim do que eu imaginava durante as últimas semanas.

Quando a viagem começa a chegar ao fim, agente se da conta de que o sonho ta acabando, de que tudo de mágico que agente viveu vai entrar pra memória, e ai bate o desespero… será que aproveitei tudo? Será que fiz tudo que eu queria?

Um dos pontos mais altos de quando planejei minha viagem seria a vinda pra Paris. Pois aqui estou, hospedado na casa do brasileiro mais gente boa que eu já tive a oportunidade de conhecer aqui na “zooropa”. E essa cidade me fez mudar a cabeça mais do que eu já tinha mudado.

Andar de Velib pelas ruas de Paris, curtindo a vista, subir a Champs Elysees numa segunda feira de sol linda, sentar no gramadinho na frente da Torre Eiffel… essas são memórias que eu não vou esquecer nunca, e que vão ser cruciais na moldagem do meu caráter e de um novo estilo de vida que eu pretendo seguir.

Porque afinal de contas, o que fica no final, quando o sonho acaba, agente entra no avião e volta pra casa, são as memórias. Não são as roupas que você comprou, as tranqueiras que você esta trazendo de volta, nada disso… O que fica e o que você viveu, o que você aprendeu, as histórias que você vai ter pra contar…

Ainda tenho muita coisa pra contar pra vocês aqui no blog. Muitas dicas, muitos conselhos, muita coisa que pode ser útil pra quem vier para a Europa (e para Londres, claro, o melhor lugar do mundo HAHAHA!)

Só preciso de tempo pra sentar e organizar as idéias. Sofrer de information overload aqui é comum, fácil, e quando você se da conta, a pessoa que você era quando você veio não existe mais. Minha volta vai ser um recomeço, mais do que uma simples mudança (sair da minha pacata e amável Ourinhos pra encarar a selva urbana de São Paulo). A volta vai ser a hora de colocar na pratica todo o conhecimento, toda a cultura, toda a mudança absorvida em 3 meses. Que seja para melhor.

E a promessa que faço é divida: esse blog ainda vai estar recheado de coisas úteis. Aguardem!

Grande abraço,

André

PS.: Caro vulcão da Islândia, por favor, eu volto em duas semanas e não to afim de ficar preso no aeroporto!

PS2.: Ainda não passei as fotos de Paris, SORRY! São 1300 fotos, vai ter que ser com calma!

Um dia em Wales

30/03/2010 por André Andrade Santos


Saalve Galera!

Uma semana a menos, e eu continuo minha jornada pela Terra da Rainha. Hoje vou relatar a minha primeira experiência realmente frustrante na Europa… e que fique aqui a dica para todos que pretendem desbravar essas terras: planeje bem sua viagem, pois nem tudo é o que parece.

A St. Giles tem uma parceria com uma empresa de turismo inglesa (Anderson Tour), para agitar os programas de recreação deles. Pois bem. Fui para Liverpool com eles, Stonhenge & Bath, e agora, Cardiff. Você paga o preço que eles cobram (as 3 que eu fiz não passaram de 45 libras cada) e o pacote inclui tickets de trem e/ou ônibus, ingressos para alguma(s) das atrações da cidade/destino (em Liverpool, só cobriram as passagens de trem e o guia… Stonehenge & Bath, com 35 libras, paguei o ônibus, guia, entrada para Stonehenge, entrada para as Roman Baths). Mas minha última viagem foi realmente frustrante.

Destino: Cardiff, capital do País de Gales. O roteiro: sair de Londres às 9h da manhã, ir para Cardiff, conhecer o centro da cidade (iríamos ter 2hs para isso, o que seria suficiente para dar um pulo no Castelo de Cardiff, que era o meu motivo para ir até Wales), e depois rumar para o castelo de Caerphilly, que está hoje em dia parcialmente em ruínas, mas é palco de vários casamentos e festas. Às 4h30, voltaríamos para Londres.

A viagem começou a dar errado dentro de Londres, quando o motorista do ônibus se embananou com o caminho e demorou 15 min a mais pra sair da cidade. Depois, trânsito perto das rodovias, chuva, tempo péssimo, ônibus quente demais, enfim… Quando achava que estavamos chegando, eles pararam em um posto para o almoço.
A parada durou 45 minutos. Se não fosse pelos amigos que estavam comigo (demos muitas risadas e conversamos muito), teria ficado MUITO irritado. Depois do tempo perdido num POSTO, rumamos a Cardiff. Passamos a fronteira entre Inglaterra e Gales, e o guia de Cardiff liga no celular do guia de Londres… “Olha, vai ter um jogo de Rubgy, a cidade ta com o trânsito caótico! Vai para o castelo de Caerphilly primeiro, espera começar o jogo pro trânsito acalmar”. OK. Mudança de planos. Próxima parada: CAERPHILLY.

O castelo é LINDO. Se não fosse pela vista de cima das muralhas, pelas fotos memoráveis e pela atmosfera medieval de King Arthur e cia., minha viagem teria sido um desperdício irreparável de dinheiro e tempo que eu ia me arrepender muito. Mas, THANKS GOD! Não foi tudo em vão. Mas, para meu desespero, só tínhamos 45 minutos para ver o castelo. Foi uma correria, não tirei todas as fotos que eu queria, mas enfim, deu para aproveitar.

Embarcamos novamente no ônibus, rumamos para Cardiff (15 minutos do castelo) e quando chegamos… o guia anuncia: “agora vocês vão ficar no centro, vocês tem 50 minutos, voltem aqui quando acabarem de ver o que vocês quiserem”. 50 minutos, sendo que o plano inicial era 2 horas, e pra piorar, não dava tempo de ver o castelo de Cardiff. Ai sim, fomos surpreendidos. Meu dia foi arruinado. Pra que parar na estrada por 45 minutos pra depois correr por todos os lugares sem tempo de ver nada?

Demos uma andada de leve pelo centro, vimos lojas (nada de especial, tudo que tinha lá eu encontro na Oxford Street). Mas valeu a experiência. Próxima viagem seria por conta própria, programada hora a hora, para não rolar imprevistos, desaforos, magoas e ressentimentos.

E meu plano funcionou. Neste último final de semana, eu e meu amigo Matheus nos aventuramos e rumamos para Nottingham, no centro da Inglaterra, e tivemos um final de semana sensacional. Mas esse é assunto para o próximo post.

Saudades do Brasil começando a apertar demais. O tempo voa enquanto estamos aqui. Parece que cheguei ontem… já foram 2 meses praticamente, só tenho mais 5 semanas… Oh England, how will I live without you?

Cheers,

André

FOTO – CAERPHILLY CASTLE

Stonehenge & Bath

22/03/2010 por André Andrade Santos


ATRASADO! DE NOVO! Sorry folks!

Semana bem preguiçosa… só rotina básica… casa escola, escola casa… Eis que no sábado fui com os amigos para Wales (a primeira viagem frustrada… tema do próximo tópico!)

Vamos falar da melhor de todas (por enquanto): STOHENGE & BATH.

A viagem começou como todas as outras… cedo. Sábado, 7h da manhã, de pé, banho tomado, mochila equipada, parti em direção a Kings Cross. Me encontrei com o Matheus no Costa Cafe (versão britânica do Starbucks, que segundo os britânicos, é melhor q o Starbucks!), esperamos o ônibus da companhia de turismo (Anderson Tour). 7h55, embarcamos, rumamos sul para o resto dos pick-up points e enfim, pé na estrada! E como as estradas são bizarras. De dentro do ônibus, observar o trânsito ao contrario é mais amedrontador do que atravessar as ruas! Um caminho curto, nem me lembro direito, mas foi bem rápido, e às 10h da manhã, avistamos Stonehenge (só saímos de Londres efetivamente às 9h, após o último pick up point).

Stonehenge, já me haviam alertado, não é tão grande quanto parece. Quem for esperando ver pedras colossais e imensas, do tamanho de casas de dois andares, pode tirar o horse da rain. As pedras são grandes sim, grandes até para qualquer jogador de basquete. Ainda não achei palavras pra descrever a emoção de encarar o circulo misterioso de pedras, erguido ha mais de 3500 anos por uma tribo que acreditam ser celta, um lugar de culto e curandeirismo, que foi erguido sabe lá Deus como, com que ferramentas, e o mais sinistro, com um tipo de pedra que não é encontrada nesta região da Inglaterra. Como ela foi levada para lá? Medo.

Passamos 40 minutos em Stonehenge (muito pouco, admito), voltamos, passada rápida pela loja, zarpamos de novo, rumo a Bath. Algumas horinhas depois de estrada, por um caminho muito bonito, verde, cheio de pássaros, uma cidade fantasma (sim, cidade fantasma, tomada pelo exercito Britânico dos habitantes originais no século XVII e nunca devolvida! E palco de exercícios de treinamento, manobras, e coisas militares sinistras!), colinas, florestas, mais colinas, muito pasto, e enfim… BATH!

A arquitetura de Bath é um show a parte. De tirar o fôlego. Toneladas de casas seguindo a mesma linha de construção, usando os mesmos materiais, formando fileiras de casas executadas com precisão e maestria. Dois lugares imperdíveis: Crescent e Circus, conjuntos de casas que são cartões postais da cidade (um apartamentinho em Circus chega a custar 4 milhões de libras, com 2 quartos).

Bath foi construída pelos romanos, no século 2. A tubulação das famosas Roman Baths e tão velha, tão velha, que a água sai esverdeada, contaminada, cheirando mal e perigosa. Primeira instrução dos guias: não toquem na água. Os motivos vão alem dos citados: as águas termais chegam aos 47 graus. Pude avistar na borda das Roman Baths algas bizarras crescendo e soltando bolhas escuras. Não quero nem imaginar o porque.

O governo e a prefeitura de Bath investiram um dinheiro violento em pesquisa e preservação, então alem de poder ver as antiquíssimas Roman Baths, os turistas ainda podem contemplar os restos dos antigos templos, peças de bronze, mármore, e as clássicas estatuas e bustos romanos.

Todas as construções de Bath são feitas usando uma pedra chamada Bath Stone (criativo não?). Tombada pelo Unesco como Patrimônio da Humanidade, Bath continua crescendo, com o volume de turismo exagerado, e mantendo o mesmo estilo arquitetônico vitoriano, e os mesmos materiais.

Bath foi o reduto de Jane Austen, celebridade britânica, autora de inúmeros livros, incluindo “Pride and Prejudice”, que virou filme. Outro show a parte foi ver o rio Avon (o mesmo que corta Stratford, a cidade de Shakespeare) e a Pulteney Bridge, que segue o estilo da Ponte Vecchio em Florença e a Ponte di Rialto em Veneza.

Apesar da correria da viagem bate e volta, valeu a pena. 490 fotos e muitas memórias de volta na bagagem…

E a maratona continua… Próximo fim de semana: NOTTINGHAM! Floresta de Sherwood!

Grande abraço,

André

Galeria de fotos:

Liverpool

12/03/2010 por André Andrade Santos


Salve Leitores!

Antes de mais nada, peço desculpas pelo atraso desta semana. Me enrolei com tarefas de casa da escola que deixei atrasar, e então acabei me esquecendo do blog. Sorry! =/

Pois bem. O último fim de semana foi demais. Stonehenge e Bath foram sensacionais! Incrível! Mas vou falar deles no outro post. Hoje o relato é da minha viagem a Liverpool.

Saímos de Londres com a galera da companhia de turismo às 8h da manhã. Fomos com o fast train da Virgin até Liverpool. Chegamos lá creio que eram 10h30, 11h. Saindo da estação Liverpool Lime Street, demos de cara com vários museus e construções históricas da cidade. O guia foi explicando o que cada um significava, bem rapidinho, e começamos o sightseeing pela cidade (andar pra ver o que a cidade tem).

Um dos primeiros pontos de parada foi a Metropolitan Church of Christ King, Catedral Católica Romana de Liverpool. Demorou 65 anos pra sair do papel para a realidade, e passou por 4 projetos diferentes. O porquê de tudo isso? A competição acirrada entre protestantes e católicos. Do outro lado da rua, a alguns quarteirões de distancia, os protestantes estavam erguendo uma Catedral Gótica enorme, gigantesca, que essa sim, e a Catedral de Liverpool. Por incrível que pareça, as duas começaram a ser idealizadas e construídas por volta de 1905, e foram concluídas entre 1976 e 1975. A Liverpool Cathedral é a maior catedral da Inglaterra, e foi inaugurada pela Rainha Elizabeth II. Seus traços são de tirar o fôlego, o tamanho de seus vitrais, a riqueza dos detalhes, e o sinistro cemitério de séculos atrás em volta da igreja criam um clima de mistério, que deixa a igreja mais majestosa ainda. (Curiosidade: no meio dessa rua onde as duas igrejas foram construídas, um bispo protestante e um bispo católico se encontraram para fazer um acordo de paz, para acabar com a perseguição mutua existente entre eles. Uma estátua foi construída no meio da calçada para homenagear esse encontro, com os dizeres: WE MEET IN HOPE… BETTER TOGHETER [Nos encontramos com esperança.... Melhor juntos])

No meio da peregrinação entre-igrejas, eis que encontramos o The Philarmonic, pub onde os queridos John Lennon e Paul McCartney se conheceram, nos intervalos das aulas no Liverpool Institute and School of Art (famosa universidade de artes de Liverpool, lar de inúmeros talentos da arte e da música, que Liverpool deu de presente ao mundo).

Saindo de lá, fomos para as antigas docas, a beira do rio Mersey. O rio Mersey era rota de entrada de todos os produtos que chegavam das Américas e até das Índias, motivo que fez Liverpool tornar-se lar de barões do comércio e comerciantes em busca de mais dinheiro, o que acabou por criar uma elite, sedenta por cultura, que investiu dinheiro na criação de galeria, financiando artistas, e enriquecendo a cultura da cidade. Uma bola de neve sem precedentes que fez de Liverpool, há alguns anos atrás, ser nomeada a Cidade Européia da Cultura.

Essa nomeação fez o governo Inglês e a prefeitura de Liverpool investirem uma quantia absurda de dinheiro para revitalizar o centro da cidade, limpar, melhorar a infra-estrutura e embelezar a cidade, visando atrair mais turistas (e segundo a desculpa dada: Liverpool presenteou o mundo com arte e cultura… nada mais justo que retribuir preservando a cidade).

Perto das docas, fomos ao THE BEATLES STORY TOUR, um museu criado para contar a historia dos Beatles, desde antes deles se chamarem Beatles, passando por todos os CD’s e turnês, Beatlemania, até a separação da banda, a morte de John, a morte de George, e as carreiras solo de Paul e Ringo. Valeu a viagem toda.

AH! Já ia me esquecendo. A foto capa do post foi tirada dentro do famoso THE CARVERN, o primeiro pub onde os Beatles tocaram (e tocaram lá 300 vezes em um ano), que foi realmente o palco do inicio do sucesso. Não encontrei palavras ainda pra descrever a emoção e a atmosfera de dentro do pub… simplesmente algo incompreensível.

Saindo de lá, andamos um pouco pelo centro da cidade, dotado de um moderno comércio (me senti andando em Oxford Street). As 5h, voltamos para Lime Street, e embarcamos de volta para Londres.

Por hoje e só pessoal!

Em breve… STONENGE & BATH!

Cheers,

André

Brazil versus Ireland

4/03/2010 por André Andrade Santos


Salve leitores!

Mais uma semana se passa… Muita coisa pra contar. Liverpool, jogo do Brasil… Vou deixar um tópico a parte para contar sobre Liverpool.

Enfim… Ontem, fui com meus amigos brasileiros da St Giles Felipe,
Matheus, Robson e Camila no EMIRATES STADIUM, do Arsenal, ver nossa seleção brilhar contra a Irlanda. Brilhar eles não brilharam, mas jogaram, fizeram lá seus 2 gols, Robinho (SANTOS!) salvou a noite, então o estrago não foi maior.

Saindo do tube, vimos uma galera brasileira ENORME andando com
tambores, faixas da Mancha Verde, da torcida do Goiás, e de outros
times, gritando, tocando, sambando, fazendo o que todo brasileiro sabe fazer muito bem: farra.

Já fui me contagiando com a energia e a vibração da galera (apesar do frio de matar que Londres nos presenteou no momento do jogo).

O Emirates Stadium é LINDO. MARAVILHOSO. Gigante, organizado, fora do comum (mesmo em uma área residencial). Foi a primeira partida de futebol que assisti. Sim sim, sou brasileiro e nunca fui ao estádio ver meu time (o máximo que vi foi um amistoso da Esportiva Santacruzense contra o São Caetano, a não me lembro quantos anos atrás). Pois bem. Relógio marcando 20:09, kick-off, bola rolando, Brasil caindo na pressão irlandesa, chances de marcar um gol quase inexistentes, mais bola rolando, torcida fazendo ola, tentando encorajar, de repente… Robinho impedido, (SIM, MUITO IMPEDIDO), bandeirinha comeu barriga, e o querido irlandês que não me lembro quem era deu o toque de misericórdia… GOOOOOOOL! E o Robinho e cia. comemorando na minha frente! Que alegria, que emoção! :D

O resto da historia vcs já sabem. Não jogamos bem, não mandamos muitas perto do gol, e se continuar esse time, o hexa fica pra 2014. Vamos torcer para que eu esteja errado.

Mas fiz mais coisas interessantes. Fui ao British Museum. Não acreditava quando todos me diziam “você vai ter que voltar lá, é muita coisa, não da pra ver tudo”. Semana que vem estou voltando para ver de perto as coisas que eu não consegui ver com atenção.

Mesmo assim, a ida valeu a pena. Vi Cleópatra, restos do Parthenon, a pedra Roseta, e tantas outras figuras e objetos que me foram apresentados há muito tempo e nunca pensei que fosse ver. Nem preciso comentar a emoção que senti.

Agora, sábado, Stonehenge & Bath. Promete ser uma aventura bacana.

Stay tunned.

Valeu! E podem conferir meus álbuns no orkut sem problemas, estão abertos.

Grande abraço,

André

Ao som de: No you girls – Franz Ferdinand (ainda british pop)!

Uma volta por ai

26/02/2010 por André Andrade Santos


Salve leitores!

Antes de começar o post, vou esclarecer a duvida do Bruno, que me deixou um comentário pedindo a minha opinião sobre onde morar em Londres. Aqui vai: FINCHLEY É DEMAIS. Se você tiver a oportunidade de morar no Norte, num bairro residencial mesmo, não a desperdice. Morar no centro é mais caro do que morar no norte (comida, tudo é mais caro no centro). E no norte você conta com a tranquilidade e o conforto que os londrinos de classe media desfrutam. Finchley é um bairro muito bacana, e não, não temos muito brasileiros (pelo que eu sei). Até prefiro assim, porque estou entrando de cabeça no idioma. Facilita muito o aprendizado só ouvir inglês a sua volta. Eu particularmente prefiro a Northern Line do Tube, é a mais tranquila, segura e rápida… As outras linhas tem MUITO, mas MUITO mais passageiros do que a Northern, o que acaba sendo incomodo durante os horários de rush. Mas sinceramente, more onde você tenha vontade. Pode parecer loucura, mas acho que você deve procurar um lugar que seja o que você procura. O centro é perfeito, porque você vai estar perto de TUDO, TUDO. E algumas vezes morar no norte é problema, porque você tem que gastar mais com os passes do metrô por ter que incluir até a zona quatro (o que não é necessário se você morar no centro). Espero ter ajudado :D

Mais uma semana decorrida, mais planos, mais coisa pra ver, mais correria! O ritmo dessa cidade, assim como São Paulo, contagia qualquer um, de onde quer que você venha. Todos andam rápido, com pressa, procurando otimizar o gasto de tempo. No meio da correria de todo dia, você acaba redescobrindo o valor de gestos simples, como um bom dia, um obrigado, ou qualquer outra gentileza que possa ser feita. Passei por isso e agora dou mais valor a muita coisa que nunca nem cheguei a notar direito. Saber conciliar gentilezas com a correria de todo dia é uma qualidade que falta a humanidade no século 21.

Sem divagar demais, vamos ao que interessa: minhas andanças por essa terra. Fim de semana agitado, fui no mesmo dia ao Madamme Tussauds, o mais famoso museu de estátuas de cera do mundo, e a famigerada LONDON EYE. Posso dizer que o dia apesar de corrido, foi DEMAIS. O Tussauds tem seu ar de TURISTA desde a fachada, sempre amontoada de gente comprando os ingressos para tirar fotos com todas as celebridades que você pode conseguir lembrar de antemão. Vale a visita. Super engraçado, divertido, cheio de gente, de idiomas (como todo lugar aqui). A seção terror também vale a visita (atenção garotas: são vários sustos lá dentro!)

Mas o mais incrível mesmo foi a London Eye. Desde o momento que cheguei perto da fila (longa) para entrar, já sentia uma emoção diferente. Estar lá era mágico. Rodas gigantes fascinam qualquer um, desde nossas infâncias, e andar na London Eye não faz por menos. A volta é longa: cerca de meia hora. Mas vale cada minuto. A vista de lá de cima é MARAVILHOSA (dei sorte: fazia um sol maravilhoso em Londres). Emocionante. Sem palavras para descrever. Tirei centenas de fotos, e queria mais. Da pra ver a cidade toda, reconhecer os lugares famosos. INCRIVEL. AMAZING! Agora só me resta voltar lá a noite e curtir a paisagem noturna!

Mas agora os planos são outros. Sabadão: Liverpool, Beatles Tour, junto com o pessoal da St. Giles. Dia 2: JOGO DO BRASIL! Torcer pela seleção no meu primeiro (pasmem) jogo de futebol. Sim, sou brasileiro e nunca fui no estádio ver meu Santos jogar.

Hoje o clima estava ótimo. Oito graus, delicioso para caminhar por aqui, atá que, pra variar, CHOVEU. Nada demais, thanks God que a Rainha decidiu cobrir essa cidade com o Tube, assim não tomei muita chuva.

Estou tendo algumas dificuldades com a internet em casa, então não consigo fazer upload de muitas fotos. Mas vou resolver isso logo, assim posso postar meus vídeos, fotos, e contribuir mais com o anseio de vocês leitores de vir para a Terra da Rainha.

Por enquanto é isso. That’s all, folks!

Abraços,

André Santos

Ao som de: Arctic Monkeys – Perharps Vampire is a Bit Strong But…
(BRITISH POP DOMINA!)

Turbulência e atrasos!

19/02/2010 por André Andrade Santos


Salve Brasil!

Atrasos, por mais comuns e banais que sejam, não são bem recebidos. Mas tenho que me desculpar em público pela demora para postar aqui no blog e dar notícias. Essa primeira semana foi de adaptação, de reconhecer território, aprender caminhos, me instalar. Agora sim, plenamente instalado e equipado (câmera e computador em mãos), posso colocá-los a par de minha viagem.

Vamos começar do começo: AEROPORTO. Embarquei no dia 06/02, em Guarulhos, rumo a Porto. Mala despachada, check-in feito com 4 horas de antecedência, ansioso, nervoso, com medo. Feitas as despedidas, rumei para o temível embarque. SURPRESA NÚMERO UM: meu celular quebrou durante o raio X. Não conseguia falar com a família para dizer se tinha embarcado, se estava tudo certo. Fui ao orelhão, liguei a cobrar para minha namorada em Ourinhos, ela avisou meus pais, e qual a surpresa quando sou chamado pelo auto falante do AEROPORTO para me dirigir ao guichê da TAP. Fui super preocupado, esperando o pior… mas era para receber outro celular, porque “é urgente sua família precisa falar com você”. Dei varias risadas, liguei o celular, avisei meus pais que estava tudo bem e embarquei.

SURPRESA NÚMERO DOIS: O vôo atrasou. UMA HORA de atraso. Teria que fazer conexão em Porto, então fiquei nervoso. Enfim… decolagem perfeita, leves turbulências no vôo, boa noite de sono, aterrissagem belíssima, desembarquei tranqüilo, com um pouco de frio, e rumei para a conexão… SURPRESA NÚMERO TRÊS: o vôo da conexão sairia em pouco tempo (20 min) mas… onde estava o avião? Outro atraso… Enfim, preferi assim (se eu perdesse o vôo não consigo nem imaginar como teria sido). Mais algumas horas no avião, mais turbulência no vôo (nada demais, não há o que temer… aviões não são terríveis), enfim… Gatwick Airport, Londres, Reino Unido. Um frio tremendo.

Minha primeira vez fora do pais, sozinho. Era hora de encarar a
realidade e começar a me virar.

Segui para a fila da imigração e… SURPRESA NÚMERO QUATRO! MUITA gente, MUITA GENTE MESMO. De todos os países, falando todos os idiomas… o aeroporto parecia tão tranqüilo do corredor de desembarque! Demorei alguns bons minutos na fila, mas enfim, após conhecer os primeiros brasileiros no exterior, fui entrevistado pela temível UK Boarder Agency (a Imigração Britânica). Fizeram as perguntas de costume, me embananei na hora de responder quem tinha pago minha viagem (a mulher não acreditava que eu tinha ganho um prêmio e queria mais comprovantes). Enfim, ela acreditou em mim, deu a carimbada que eu tanto sonhava no meu passaporte e, ENTRADA LIBERADA.

Sai, minha mala havia sido retirada da esteira e estava em pé a minha espera (não sei quem fez isso). Me despedi das minhas novas amigas brasileiras, que tinham um rapaz da escola esperando por elas, e comecei a pensar… Como vou achar minha casa?

Peguei um trem da First Capital Connect, direto de Gatwick, para
London Bridge. Tomei uma coca, comi o primeiro dos vários Kit-Kats em Londres, e apos algumas horas, estava dentro de Londres. Que vista maravilhosa e diferente. O céu cinza não parecia ser convidativo, nem o frio, mas o desafio aumentou a vontade de estar aqui.

Segui pelo famoso UNDERGROUND (Metrô de Londres) através da Northern line (Linha do Norte) até a estação de Finchley Central. Não sabia como era, não sabia os arredores, só sabia o nome da rua e a casa. Andei carregando a mala quebrada (ah sim, SURPRESA NÚMERO CINCO! Uma das rodas da minha mala quebrou no aeroporto… só percebi quando tinha chego em Finchley), com frio, com medo, nervoso, mas ai, eis que surge na minha frente… CASA BRASIL, um pequeno café aqui em Finchley que eu tinha visto no Google maps, em uma avenida paralela a rua da minha casa… enfim, tinha me localizado (puro acaso), e ai fiquei aliviado. Achei a rua, mas agora faltava a casa… sabia o nÚmero, mas não conseguia achar a casa! HAHAHA!

Eis que Rafi, o mais novo, me ouviu perguntando a um vizinho onde era a casa dos pais dele e abriu a porta e me convidou para entrar. Me acomodei, conheci a casa, e logo Andrew e Esther, minha família hospedeira, chegaram em casa e se apresentaram a mim. Me convidaram para um jantar (delicioso por sinal), conversamos bastante e nos despedimos. Fiquei muito surpreso pela recepção, pois eles foram muito simpáticos e amigáveis comigo. Se preocupam comigo o tempo todo, sempre perguntando se preciso de algo. SURPRESA NÚMERO SEIS: minha família excedeu todas as minhas melhores expectativas.

Enfim, já me aventurei um pouco por Londres. Oxford Street, Piccadily Circus, Leicester Square, Big Ben, Waterloo, e outros tantos nomes e lugares… mas ai, e assunto para outro post!

Um grande abraço

André Santos

Primeiro Post!

18/01/2010 por André Andrade Santos


Minha viagem começou diferente da viagem de um intercambista padrão. Não vim viajar porque eu resolvi que era a hora, e nem porque meus pais decidiram que deveriam ceder ao meu desejo de viajar para fora.

Minha viagem começou em maio de 2009, quando recebi o panfleto da 1ª Olimpíada de Atualidades da FACAMP. Um dos três prêmios para os vencedores: três meses em Londres, estudando na St. Giles, cedidos pela Central de Intercâmbio.

Desde o início, a chance de ganhar a viagem foi minha maior motivação para participar. Foram 3 provas, meses de preparação e em setembro soube da notícia que eu apesar de sonhar em receber jamais achei que se concretizaria: fui o primeiro colocado. Recebi uma ligação, escolhi a viagem, e passei os meses seguintes me preparando para essa chance única. Não apenas um intercâmbio, ou a realização de um sonho: uma vitória, uma conquista. O gostinho de saber que tudo que vou desfrutar vai ser por mérito. O orgulho que fiz família e amigos sentir. E o aprendizado que terei, que será minha bagagem para toda minha vida.

London calling!

Espero que o Diário de Bordo me mantenha conectado com vocês, leitores, e com todos que queiram acompanhar essa incrível jornada, que abre uma nova porta em minha vida!

Um abraço,

André Andrade Santos