Té mais vê, SF

28/03/2008 por Karina Miotto


Bom, acho que essa vai ser a nossa última conversa aqui pelo blog da CI.

Minha viagem a São Francisco chegou ao final e daqui parto para novas buscas, novos encontros e novos aprendizados!

Em SF aprendi que a gente não pode deixar a peteca cair. Esta cidade foi o palco escolhido pelo universo para me ensinar coisas muito boas e importantes. Como, por exemplo, a cair no chão, ralar o joelho, levantar o pescoço, esticar o braço e se jogar pra segurar a peteca mesmo. E, ainda assim, aprender a levantar e sorrir por dentro e por fora.

Essa minha viagem para cá foi completamente diferente da primeira vez que morei fora do país, 7 anos atrás. Naquela época, eu me diverti horrores e conheci muita gente. Tinha 21 anos. Aqui foi diferente. Não caí na balada e não fiz milhões de amigos, mas fiquei mais tempo sozinha ou com aqueles poucos e bons companheiros que a gente sabe que vai levar para a vida toda.

No parque, na praia, no meio de um parque nacional, perto de bambis, corvos, gaviões, na montanha, no deserto, sob o céu azul, a chuva de granizo, a lua cheia amarelada de frente para o oceano numa noite bem fria.

Europa foi uma viagem OUT. Me ajudou a colocar para fora a Karina que estava esperando para nascer, despertou e reforçou o meu lado comunicativo de ser. EUA foi e está sendo uma viagem IN. Parece que tudo o que vivo aqui me manda lá para dentro de mim mesma, para o auto-conhecimento. Estou sendo testada em minha força interna, em minha fé em Deus, em mim mesma, no poder da meditação, do otimismo. Como canta a canção, “pensamento positivo faz bem ao coração!”. Com certeza ainda tenho muito o que aprender, mas confesso: depois de quase 2 meses estou começando a dar uns passinhos.

Enfim, agradeço por ter vindo a San Francisco. Aliás, não contei para você, mas sou devota de São Francisco de Assis, o homem que inspirou o nome desta cidade…no coincidence. Agradeço a Deus a oportunidade de estar aqui e agora, no momento mais importante da minha vida. À CI por ter me dado a oportunidade de poder expressar meus pensamentos. E, claro, obrigada a você, por ter me acompanhado! Espero que meus posts tenham te ajudado a esclarecer algumas dúvidas e, principlamente, te incentivado a voar por aí.

E…

…siga seus sonhos, sempre!

Com amor,

Karina
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Lar doce lar e no coincidence

26/03/2008 por Karina Miotto


Hoje quero falar sobre minha familia aqui. Estou morando com a Barbara e o John, mae e filho, respectivamente 71 e 32 anos. Eles são muito, muito fofos.

Me fazem sentir como se estivesse na minha própria casa e no fim das contas sinto é que estou mesmo. Me deixam completamente à vontade para ver TV, usar a Net, estender a canga no jardim, trazer amigos, bolar um jantar.

Realmente, eles são uns fofos.

E são o exemplo perfeito não apenas de americanos legais mas, muito mais do que isso, de seres humanos legais e também muito especiais. Barbara tem nos olhos e no sorriso o brilho da experiência de vida. Ela é aquele tipo de pessoa que vc sente que deve sentar para bater um bom papo porque com certeza vai te acrescentar muita coisa. Ela me transmite sabedoria, alegria e paz.

John é carismático, gosta de fazer amizade, de conversar. Está sempre de bom humor, feliz, contando histórias e coisas que aprende diariamente ensinando crianças no parque onde é voluntario há mais de uma década.

Com ambos tenho aprendido a olhar mais para o lado bom das coisas. Eles sempre me lembram a importância de acreditar que tudo é possivel, de seguir em frente mesmo quando tudo parece estar errado, de confiar de olhos fechados na vida e em Deus e de ajudar as pessoas pelo prazer em ajudar.

Ambos já passaram por bons e maus momentos na vida, coisas que são maravilhosas e também situações realmente difíceis. E estão aí. Batalhando, recebendo estudantes, sorrindo, ajudando as pessoas. Barbara e John são, definitivamente, grandes exemplos.

Vim parar em San Francisco porque o destino assim quis e escolhi ficar aqui por pura intuição, sem entender muito bem porque resolvi morar justamente em uma das cidades mais caras dos Estados Unidos. Agora, depois de um mês e pouco vivendo aqui, essa escolha começa a fazer muito sentido. Eu precisava viver o que estou vivendo. E precisava, também, receber ensinamentos de várias pessoas especiais.

Obrigada meu Deus!
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Subindo em árvore

25/03/2008 por Karina Miotto


Como prometiiiiido. Aí está, minha gente.

Se você nunca escalou uma árvore a lazer, aconselho que escale. Insisti muito para ter esta experiência em uma redwood tree porque sei o quanto elas são importantes. Além disso, como poderia colocar em palavras o sentimento que a escalada em uma redwood tree provoca se não tentasse escalar?

Como já disse, são da família das sequóias, espécie das maiores árvores do mundo. A escalada neste tipo de árvore não é aconselhada – são muito antigas, merecem ficar intocadas e permanentemente protegidas. As mais velhas são raras (infelizmente a maioria já foi destruída). Passei a reparar melhor nelas depois que comecei a ler o livro “O Legado de Luna”, de Julia Butterfly Hill. Falo dele no meu blog, o Eco-Repórter-Eco.

No meu caso, apenas consegui porque escreveria sobre elas aqui neste blog, com o objetivo de estimular a preservação. Precisei do apoio do instrutor profissional Tim Kovar e minha escalada aconteceu dentro de uma propriedade particular, com a permissão do dono do terreno.

Se você ficou com vontade de escalar árvores, o que tenho a dizer é o seguinte: VÁ EM FRENTE! Se seu destino for os Estados Unidos, por favor, não escale uma redwood tree. Quanto menos escalarmos estas árvores, melhor pra elas – e pra gente também. A não ser que você seja uma Julia Butterfly Hill…

Na árvore

Escalada em árvore por puro amor e lazer, por querer ter um momento de silêncio longe do barulho de carros, por descobrir uma nova forma de meditação, por respirar a brisa geladinha e perfumada que exala das árvores na entrada da primavera, do verão, do outono e até do inverno.

Escala sem pressa. Confie no instrutor, curta a vista que aos poucos você começa a ter. Tudo no solo vai ficando menor, você ouve o vento chegar…árvores e pássaros em volta, luz do sol, céu azul. Voltamos a ser crianças. Redescobrimos nossa ligação com a natureza. Despertamos sentimentos adormecidos, descobrimos novas emoções.

Essa não foi a minha primeira escalada. E o que posso dizer é o seguinte: cada escalada tem uma lição muito importante para te ensinar. Basta abrir o coração e escutar.

Você pode escalar árvores com a ajuda de um profissional em qualquer parte do mundo que estiver. E, cá para nós, praticar tree climbing nos Estados Unidos é uma atividade bem inusitada para quem decide vir para cá. Existem empresas e profissionais prontos para te ajudar, se você também quiser relaxar em algum galho por aí.

Se quiser falar mais sobre essa experiência, é só me escrever. Mais info no site www.treeclimbing.com

Beijocas!
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Olha só a mistureba

23/03/2008 por Karina Miotto


Sempre soube que São Paulo é uma cidade mega miscigenada. O que eu realmente não sabia é que San Francisco também é. Além de estudantes e visitantes do mundo inteiro que aportam por aqui, o que você percebe quando começa a moraaaaar na cidade é que existem outros dois países dentro deste pequeno espaço dos Estados Unidos, estilo pacote 3 em 1: México e China. Em algumas ocasiões, só ouço chinês. Em outras, só espanhol. Em ônibus, trem e metrô, os banners estão nas duas línguas além, óbvio, do inglês.

Tirando os famosos fast food, topo mais com restaurante mexicano e chinês que americano. Ai de você se chegar em San Fran e não comer um burrito ou não passear pelo menos uma tarde no bairro Chinatown. É, pessoal, as comunidades mexicana e chinesa aqui são gigantes. E você vê casal de americano com chinês, chinês com mexicano, americano e mexicano…

Dou risada porque aqui, nos Estados Unidos, tive oportunidade de praticar pelo menos em duas ocasiões o meu espanhol. Às vezes estou no busão indo para a escola e só vejo chinês! Aliás, quando a gente está numa cidade cheia de gringo por todos os lados – inclusive eu sou uma gringa aqui – parece difícil achar americano dando sopa.

Mas eles existem, você vai conhecer um monte.

E que esta situação miscigenada é engraçada, ahhhh é!

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Então vamos bater um papinho

21/03/2008 por Karina Miotto


Oi galera!

Opa, que bom poder conversar com vocês. Vou responder às perguntas, vamos lá!

Edson, normalmente a reação das pessoas quando falo que sou do Brasil é boa. Só de vez em quando que um pateta ou outro reage com um malicioso “ahhhhhh você é do Brasil…” como se ser brasileira fosse sinônimo de ser objeto de desejo e, pior, fácil. Entende o que estou falando? Isso acontece porque infelizmente muitas vezes o marketing que fazem de nosso país aqui fora é beeeem deturpado. Já cheguei a ver “viaje para o Brasil” e, como propaganda, uma mulher seminua no carnaval. Acontece que a foto não explica que esse é um evento cultural que acontece uma vez por ano e que as mulheres não andam fantasiadas todo dia. Mas, mulherada, não se assustem. Só um entre 10 homens parece ter essa reação babaca.

Tirando isso, olha, posso falar de peito aberto: muita gente gosta da alegria de nosso país, do nosso povo! Aconteça o que acontecer, temos sempre o sorriso no peito e a fé que tudo vai ficar bem já que, como canta Gil, “a fé não costuma faiá”. E não “faia mesmo”.

Ai, preciso contar. Essa foi boa. Gargalhei quando uma japonesa ficou admirada em saber que eu morava na Amazônia. Ela me perguntou se eu morava na selva, no meio do mato, se lá tem carro, se tem gente. Ela é uma fofa e perguntou isso porque não sabia patavinas mesmo. “Yes…Manaus, for example, is a city with almost two million people…has a lot of cars, university, traffic jam…yeah”. “Ooooooooooooooooh, yeah?!” Yeeeeeeeeeeah…………rsrsrs.

Mudando um pouco de assunto e não mudando também, sinto que aí no Brasil as pessoas são mais abertas para certos assuntos a respeito de espiritualidade. Aí tem centro espírita, casa de umbanda, igreja ortodoxa, católica, luterana, sinagoga, xamanismo, wicca, budismo. Aqui, quando falo em reiki, em energia universal, o povo me olha meio esquisito como se eu fosse uma bruxa falando em coisas sobrenaturais.

**

Nossa Renato, mundo pequeno hein! Hahahah…fico em San Francisco até abril. Depois, parto para novos roteiros. Que bom que vc escreveu!

**

Oi Waleska!

Olha, procurei dar algumas dicas nos posts anteriores. Você pode dar uma navegada neles e se tiver alguma dúvida pode me escrever de novo, tá? Mais pra frente vou dar mais algumas dicas. E…se quer viajar, viaja sim! Vai em frente, segue o coração e se prepara para a viagem, com certeza você vai aprender muitas coisas boas que vai levar consigo para o resto da vida.

**

Oi Simone! O que falei para a Waleska vale para você também. Planeje-se, acredite no sonho e vá em busca dele. Demorei 5 anos para conseguir vir para cá. Aliás, eu nem sabia que vinha pra cá, só sabia que iria morar fora de novo. Parece que demorou, mas o tempo voou e quando vi, estava no aeroporto internacional de San Francisco.

Quando a gente quer alguma coisa, acredita nela e trabalha por ela….pode ter certeza, dá certo. Vai acontecer!

Estou torcendo por você.

**

Ei, Cláudio!

É, o que falei para as meninas (Waleska e Simone) vale para você também. Quando decidi vir para cá, não tinha a menor idéia do que era San Francisco. Segui a intuição. Então, dá uma olhada em outros lugares, outras cidades, dá umas pesquisada e decide por aquela que estiver dentro de suas possibilidades e falar mais alto no seu coração.

Boa sorte, boa escolha! Tenho certeza que lindas experiências esperam por você.

**

No próximo post vou contar com mais detalhes o que fiz neste final de semana. Escalei, depois de muita insistência, uma redwood tree, da família das sequóias – espécie das maiores e uma das mais antigas árvores de nosso planeta.

Beijos!
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Espirito americano II

17/03/2008 por Karina Miotto


Ok, em outro post disse que parece que os americanos estão questionando menos algumas coisas. Coincidentemente, hoje tive uma aula falando sobre o esteriótipo americano. Então resolvi escrever sobre isso. Vamos lá. Dizem que americano é…

Gordo: nem é verdade. Pelo menos não aqui, na California. Como em todo canto do mundo, se você come demais, engorda. O que rola é que aqui tem muita comida boa.

Enlatados: sim, eles existem e devo confessar, tornam a vida da gente muito mais prática. Feijão cozido e temperado, molho de tomate que não precisa nem refogar, sopas etc. Você pode encontrar tanto comida horrivel e nada saudavel como orgânicos enlatados, super naturebas e nada caloricos, depende do que vc quer comer.

Polite: uns americanos são super hiper educados, outros não. Portanto, preste atenção no meio em que está antes de fazer uma piada, principalmente se vc se referir a alguém. Isso pode pegar muito mal para os americanos, mesmo que uma piadinha seja normal para a gente.

Neste aspecto, posso dizer o seguinte: estou aprendendo valores morais que não dava a menor importância quando eu estava no Brasil.

Paciência: vc encontra gente paciente e impaciente com quem aparece aqui para aprender a falar inglês. Quem fala melhor parece ser mais respeitado. Mas não desista de tentar se explicar, é um bom exercício para o aprendizado.

Se vc quiser saber alguma coisa sobre os americanos que não foi citada aqui por favor, me pergunta que vou tentar responder.

beijocas!!!

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Espírito americano I

14/03/2008 por Karina Miotto


Em todos os jornais só se fala em eleição presidencial. O novo presidente dos Estados Unidos será ou um negro ou uma mulher. Cá para nós isso é muito bom, pois, além de inúmeros outros fatores, simboliza próprio renascimento do tal “espírito americano”.

Os norte-americanos estão me ensinando a entender como é esse tal de espírito americano. A filosofia deles aqui sempre foi: o governo trabalha para o povo e não o povo que trabalha para o governo. Dizem que a administração Bush tornou as coisas diferentes, que desde quando ele assumiu o questionamento natural do povo foi-se embora. Mas eis que a esperança renasce. O novo (ou nova) presidente deverá resgatar o ativismo, a liberdade de pensamento. Pelo menos é essa a esperança que vislumbro entre meus amigos daqui. Espero mesmo, do fundo do coração, que este país se torne mais pacífico e que as pessoas não tenham mais receio de questionar qualquer governo que seja.

Conversar com as pessoas é muito bom, você aprende um monte. Eu, que nunca gostei de política, estou achando super interessante a abordagem antropológica da coisa.

A foto, tirada lá pelas tantas da tarde enquanto estava perdida pela cidade, é do Civic Center. Impõe respeito.

Nos vemos!

bjos
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O melhor passeio de SF

13/03/2008 por Karina Miotto


Sem dúvida alguma, o melhor rolê que ja dei até agora por San Francisco foi com uma bike que aluguei no Fisherman’s Warf.

Ok, nao é um passeio barato (U$ 28 o dia todo), mas é um jeito tão diferente de conhecer a cidade…me exercitei, no fim do dia estava cheia de endorfina. Meu corpo se mexeu, isso foi muito bom, estava sentindo falta de exercício fisico.

Sai do pier 39 e fui seguindo o mapa até atingir a Golden Gate Bridge. Sempre me perguntei porque raios uma ponte é o cartao postal mais famoso desta cidade. Uma ponte, um objeto, algo que suporta carros e que liga um lugar ao outro e nao uma praia, uma montanha. Eu perguntei e o universo me respondeu. Finalmente entendi porque.

Quando a gente vê uma foto dela – milhares, milhões mundo afora – não consegue mesmo ter uma idéia da atmosfera que a envolve. E é exatamente isso que faz da Golden Gate Brigde a Golden Gate Bridge. Ela + o cenário + as pessoas a tornam, no fim das contas, poética. E, claro, ela é muito mais bonita quando vista pessoalmente.

Vermelha, muito bem projetada e desenhada. Sua cor contrasta com o azul ou o cinza do céu e com o verde do mar e das montanhas. É bem alta e dela vc tem uma vista espetacular tanto da cidade quando do oceano. Os pássaros voam sobre a sua cabeça, bem perto mesmo de você. Além dos carros, existem centenas de pessoas de todos os lugares do mundo nos dois extremos, gente a pé com a familia, correndo ou pedalando. Fora o vento gelado. Isso tudo compõe o cenário verdadeiro, real e palpável da Golden Gate Bridge.

Bem bacana.

bjos!

http://www.youtube.com/v/noAqAHjA6BE

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Viva a flor de cerejeira!

11/03/2008 por Karina Miotto


Sempre uso transporte público e, dia desses, reparei que normalmente leio a frase “be aware” (esteja atento). Depois dos ataques de 11 de setembro, dá para entender que o governo americano queira proteger o povo. Mas a impressão que tenho é que, ao mesmo tempo, querendo ou sem querer, isso acaba causando um certo desconforto.

Pessoalmente, eu prefiro ver fotos de flores ao invés de um cartaz me dizendo para ficar esperta e denunciar às autoridades pessoas que podem ser suspeitas ou bagagens sem dono jogadas por aí. Temos que ficar atentos em todos os lugares do mundo e isso jamais deve se transformar em nóia. Portanto, viva a flor de cerejeira.

Minha queridíssima host mother me disse que parece que as pessoas pararam de questionar o governo de uns anos para cá. Que estão tão vulneráveis que acatam o que o Bush decide e é isso, como se essa bandeira de combate ao terror fosse tão verdadeira a ponto de cegar todo mundo para o questionamento das coisas. Por que invadir o Iraque? Muitos soldados americanos cometem suicídio naquele país desde que esta guerra estúpida começou. Você abre o The New York Times e encontra uma listinha dos soldados que morreram durante a semana. Todos sempre com 18, 20 e poucos anos. Imagine-se pai de um desses infelizes – toma um gole de café pela manhã e descobre que o filho está morto. E a lista de centenas de iraquianos que morreram? Será que vou encontrar isso no jornal?

Enfim queridos, nunca nos acostumemos com coisas tristes. O lado bom desta noticia ruim é que isso nos faz pensar na vida. Sejamos gratos pela vida que temos e vamos mesmo vibrar para todo o mundo, porque good vibe nunca é demais.

bjos

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Homenagem ao povo nativo

7/03/2008 por Karina Miotto


Sou uma admiradora convicta dos Nativos Americanos. Povos sábios que habitaram estas terras há mais de 500 anos desde sabe-se lá quando. Se você começa a estudar seus rituais, sua maneira tão especial de enxergar a vida, pode perceber e concordar comigo que sabedoria ali não faltava.

Super conectados a todas as formas de vida, perceberam que tudo está absolutamente interligado. Que a maneira mais inteligente de viver é também a mais simples: ao sentir-se integrado com tudo o que o cerca, o homem nunca se sentirá sozinho. Mitakuye Oyasin, diziam. “Somos todos irmãos”. Por isso o céu era chamado de Pai Céu, a terra de Mãe Terra, as árvores de Povo em Pé, as nuvens de Povo Nuvem e por aí vai. Chegar a vivenciar esta integração plenamente sem esbarrar na solidão é tarefa para poucos – e eles chegaram lá. Estou tentando resumir beeeeeem porque poderia escrever um livro falando sobre a sabedoria desses povos. Aliás, se você quiser aprender mais sobre eles, pode começar pelo livro Cartas do Caminho Sagrado, da Jamie Sams.

Estou em território americano e onde hoje durmo poderia ser perfeitamente o cantinho de algum nativo. Como toda história que envolve os índios, a deles também não teve um final feliz. Os colonizadores e desbravadores americanos da época estavam tão ávidos por dinheiro e riquezas que, sem pensar duas vezes, dizimaram milhares de indígenas, matando-os ou expulsando-os de suas terras. Perderam familiares, amigos, tradições milenares.

Portanto, diante do que lhes aconteceu, de sua sabedoria e da falta de conhecimento do próprio americano sobre os seus compatriotas indígenas, resolvi reservar um espaço neste site para prestar a minha homenagem ao Povo Americano Nativo e também para gritar um “BE AWARE” aos brasileiros que me lêem, porque a história de 500 anos atrás aqui é a história atual daí.

Fiquemos atentos.

E muito obrigada a todos os povos nativos deste mundo.
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