
…Meu primo Erick sempre diz isso, e com a mais absuluta certeza, é uma das coisas mais sabias que já ouvi de alguém.
As vezes estamos tão atarefados com as obrigações do dia-a-dia, que nos esquecemos das coisas a nossa volta. As vezes negligenciamos, familia, amigos, saúde e nós mesmos, para cumprir nossas tarefas a tempo. Mas o tempo passa… (e passa rápido!) e as vezes quando nos damos conta, o tempo está passando mais rápido do que estavamos percebendo, e sentimos que se não fizermos algo enquanto podemos, vamos acabar enfrentando nossa própria conciência na mais cruel das perguntas: “E se…?”
E se eu tivesse feito isso enaquanto era jovem?
E se eu tivesse ido pra tal lugar enquanto eu era solteiro?
E se eu tivesse dado valor ao que realmente importa enquanto eu podia?
Geralmente esse tipo de pergunta, sempre acaba com uma certeza. A certeza de algo seria feito de forma diferente…
E eu já estava começando a fazer esse tipo de pergunta a mim mesmo… E antes que fosse tarde demais, resolvi mudar a minha forma de encarar as coisas…
E foi assim que por quase 2 anos planejei e economizei pra concretizar essa viagem… Hoje, quando minha conciência dá uma de louca me perguntando: “E se você pudesse voltar atrás?” Eu tenho o orgulho de responder: “EU FARIA TUDO IGUAL DENOVO!!!”
Desbravar um continente com uma tênis no pé, MP3 player no ouvido, mapa na mão, mochila nas costas e o olhar no horizonte! Conhecer lugares que só via pela tv ou livros. Vivenciar outras culturas, interagir com elas. Fazer amigos dos 4 cantos do mundo com pontos de vista, costumes, tradições, idiomas e várias coisas diferentes… foi um sonho de infância realizado…
Do Atlântico Norte, desde as verdes planícies de Quebéc no Canadá, e a sempre agitada Nova York nos EUA, até o Pacífico Norte, vendo o oceano das fantásticas montanhas da região de Vancouver no Canadá, ou na musicalidade da cidade de Seattle nos EUA. Tudo isso passando por Toronto e Chicago na região dos Grandes Lagos, e Banff e Jasper, no coração das Montanhas Rochosas…
Foram 3000 fotos, 82 vídeos, 47 dias, 33 novos amigos (de 17 nacionalidades diferentes), 21 cidades visitadas, 8 províncias/estados, 2 países, 2 oceanos, e uma aventura que vou contar pros meus filhos e netos, e encorajá-los a desbravar esse mundo que está aí para ser conhecido.
47 dias em terras distantes… e com esse post, eu cumpro uma promessa que fiz a mim mesmo: “47 dias em 47 posts”.
Na fase de planejamento pra essa viagem, buscava informação em blogs de outros viajantes. Isso me ajudou muito a traçar o roteiro e deixar tudo preparado para a viagem. E eu posso dizer que aquelas leituras foram essênciais no meu planejamento.
E nada mais justo do que compartilhar com vocês tudo o que eu fiz, vi e aprendi nesse intercâmbio. Eu sei que muitos de vocês (como eu!!) buscam informações nos relatos de quem está ou esteve fora pra formular as viagens, por isso eu fui CHATO em detalhar ao máximo cada post. Fiz questão de, quando necessário, colocar mais de um post por dia, de rechear de fotos e vídeos, e as vezes mais de um vídeo por post! pedindo pro pessoal do Marketing da CI ter mais trabalho, fazendo links pra outros vídeos. rs…!
Hoje só tenho a agradecer. À Deus, minha familia e meus amigos por apoiar e torcer pelo sucesso da viagem. Às meninas da loja CI Santana que me deram todo o apoio “operacional” pra viagem acontecer, e ao pessoal do Marketing, que além de disponibilizar a estrutura pra fazer o blog, ainda aturaram meus e-mails pedindo pra mexer numa coisinha “aqui e ali” rs….
E um agradecimento especial (isso sim me surpreendeu!!) à VOCÊ!!! as pessoas que acompanham esse blog desde o início, e que por isso, me acham e me adicionam no Orkut e/ou Facebook pra conversarmos sobre as viagens e seus acontecimentos…
Por falar em acontecimentos, tenho que citar a coisa mais incrível que poderia ter ouvido nessa experiência. E se repitiu por 3 vezes… uma em Toronto, outra em Chicago e a última em Vancouver. Todas em situações diferentes, mas todas com a mesma pergunta:
Pessoa – Você é brasileiro?
Eu – Sou sim. Como você sabe???
Pessoa – É porque você sorri enquanto fala…
Sinceramente… eu espero que, pelo menos uma vez, vocês tenham o prazer de ouvir isso estando longe de casa… é uma sensação única!!!
Tá certo que olhando pra mim não é tão dificil de “chutar” minha origem, mas a resposta deles me convenceu! Por esses e outros acontecimentos que levo, cada vez mais, em consideração o texto que me inspirava pra essa e ou outras viagens:
(…) “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu.
Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto.
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa
arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos e simplesmente ir ver.
O mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa. É preciso questionar o que se aprendeu. É preciso ir tocá-lo.” (…)
- Amyr Klink, Mar sem Fim. -
E com esse humilde post, me dispeço de vocês e encerro esse blog e minha participação no projeto Diário de Bordo.
Qualquer coisa, “e-mail-me”: evandrotai2s06@yahoo.com.br
Vá em frente, se esforce, corra atrás dos seus objetivos, lute com todas as forças pelo que você quer… Porque, acredite… VALE A PENA!!!
É como disse Henry Ford: “Se você acha que pode, ou se acha que não pode, de qualquer forma, você está certo”.
Acredite em você… Você pode muito mais do imagina! Há um mundo inteiro esperando para ser “descoberto”.
Forte Abraço!
Evandro
http://www.youtube.com/v/2NSM403UBs0&hl=pt_BR&fs=1&
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Vancouver é uma cidade fantastica! Deve ser uma das poucas cidades no mundo que possui praias e estações de esqui. Seja em qualquer época do ano, um excelente lugar pra se visitar é a famosa Grouse Mountain. Uma estação de esqui no inverno e um grande ponto turístico o ano todo. É praticamente o mirante da cidade. Do alto dela se pode ver toda a região e o oceano.
Encontrei o Alejandro, um espanhol que é meu “hostbrother” e um amigo de classe dele, o Erick da Coréia do Sul. Nos encontramos depois da aula no bom e velho Terminal Central Waterfront para pegar o seabus até North Vancouver. Após 15 minutos de travessia chegamos ao outro terminal e pegamos o ônibus 236 até o ponto final, aos pés da Grouse Mountain.
O tempo tava meio estranho, mas como já tinha chovido pela manhã, parecia que não choveria mais. Pra se chegar até o topo tem 2 jeitos: Subir de gondola (40 dolares) ou por uma trilha (de graça!) e pra descer só se pode fazer por gondola (5 dolares)…. Parece que querem obrigar o pessoal a caminhar mesmo! rs… Por isso resolvemos encarar o maior desafio de lá, a famosa trilha Grouse Grind…
Grouse Grind é uma trilha de 3 km que leva até o topo da Grouse Mountain. É praticamente uma escadaria com trechos de pedras madeira e terra dentro da densa floresta de árvores gigantes da região. É uma subida estremamente cansativa e íngreme, que o Vans (habitantes de Vancouver) chamam de “escada-mestra” da Mãe Natureza. Todo ano têm competições de subida, e os vencedores e recordistas são premiados com honra!
Fomos subindo… e em pouco tempo adivinha o que aconteceu??? COMEÇOU A CHOVER!!!!
Mesmo com a densa floresta amortecendo a chuva, cada pingo gelado me fazia questionar o que eu estava fazendo lá! Percebi que seria um longo caminho… um friozão, uma subida impressionante, chuva e muita sede… ainda bem que tinhamos levado umas garrafinhas de água! Subiamos e paravamos pra descançar com frequência. Depois de um tempão de subida, vi uma placa que me deixou perplexo!! Dizia o seguinte:
“Atenção escaladores: Vocês acabaram de chegaram a 1/4 da trilha. A partir daqui a subida é extremamente longa e difícil. Siga por sua conta e risco”
Que vontade de explodir tudo naquela hora!!!! Sentamos e quase choramos… Descer era mais perigoso ainda com as pedras, barro e chuva… Mas tinha outras pessoas subindo também, e de todas as idades! Pouco tempo depois que sentamos passou por nós uma familia de chineses com crianças, adultos e um casal idoso. Deviam ser em 8 pessoas, e em último estava um senhor com um cajado na mão e uma mochilinha nas costas, que devia ser o avô da familia. Todos passavam e nos olhavam e/ou cumprimentavam, mas quando o vovô passou ele olhou direto pra mim e disse:
“Don’t worry, you can do it! Go Ahead!”
Não se preocupe, você consegue! Siga em frente!
Acho que ele olhou diretamente pra mim porque eu que estava mais desanimado que o Alejandro e o Erick… Mas aquelas palavras fizeram efeito! Não ia deixar de considerar os 6 mil anos da sabedoria chinesa num momento desses. Nos levantamos e seguimos em frente, dentro da fria vegetação e embaixo de chuva…
Até parei de pensar na subida e olhar pro relógio. Pensava em coisas legais, ou qualquer coisa que distraisse minha mente enquanto minhas pernas e pulmão ficavam agonizando. E foi assim por um bom tempo… Enquanto eu achava que estava chegando, o Alejandro colocou a mão no meu ombro e apontou pra frente. Naquela fração de segundos em que levantava minha cabeça, sinceramente, eu achei que veria o final da trilha, mas na verdade vi uma das coisas mais crueis de toda minha vida!!!!
UMA PLACA QUE SIMPLESMENTE ESTAVA ESCRITO: “1/2″
Naquele momento eu realmente pensei em desistir e descer mesmo com perigo de escorregar e/ou cair pela trilha… Mas aí comecei a pensar em tudo que aconteceu desde que saí do Brasil… Em tudo que vivi, conheci e aprendi… Eu já tinha cruzado o continente sozinho com uma mochila nas costas! Não ia ser uma “subidinha” que iria me vencer! Me lembrei das palavras do vovô chinês: “You can do it! go ahead!” E foi assim com as pernas e o peito doendo por causa da subida, do ar frio e da chuva, segui em frente.
E foi pensando positivamente e andando sem pensar na subida que quando me dei conta o Alejandro já estava gritando que estavamos próximos do fim. Que sensação boa!! No fim tinha outros “escaladores” parabenizando, comemorando, se abraçando e tirando fotos, todos bem orgulhosos! Até que um cara, percebendo que não eramos de lá se aproximou pra puxar conversa. Quando soube que eramos estudantes estrangeiros, que era nossa primeira vez na Grouse Grind e que tinhamos feito a subida em quase 2 horas naquelas condições climáticas, ele nos parabenizou e elogiou bastante! E fez questão de tirar uma foto nossa.
Como o Erick queria ver os ursos que vivem num “cercado” na montanha, perguntamos ao “nosso amigo fotográfo” onde ficava. Para nosso azar, a neblina lá em cima era mais forte do que imaginavamos… não dava pra ver nada em mais de 20 ou 30 metros a frente! Mesmo assim conhecemos alguns pontos do local e fomos ver os ursos. Foi o primeiro animal selvagem que vi de perto! E mesmo sendo filhotes, eles são bem grandinhos! As fotos e o vídeo deles estão em anexo.
Com a tarde avançando, voltamos pro centro turístico pra comprar nosso bilhete pra descer e demos um tempo num ponto de observação de lá. Estavamos tão impressionados com a neblina que nem percebemos quando nosso amigo fotógrafo se aproximou. Ele se chamava Greg e tinha uns 40 e poucos anos. Um cara simpático que sempre morou na região e desde pequeno fazia a trilha. Ele havia passado por nós no meio da trilha e achava que iriamos desistir da subida (e quase que ele acerta!).
Ele nos disse que aquelas montanhas eram sagradas pros povos indígenas que habitavam a região antes dos colonizadores e que a trilha original era usada por eles também. Disse que a “escada-mestra” tinha um significado muito maior do que simplesmente uma trilha difícil. Era uma reflexão sobre a vida!
Desafiando nossos limites na trilha podemos fazer uma comparação com os dasafios, dificuldades e trabalho duro que temos de fazer na vida para sermos recompensados e principalmente, nos sertirmos recompensados! Que subindo a Grouse Grind com nossas próprias forças (físicas e psicológicas!) e sermos recompensados com maravilhosa vista do topo, se tem uma sensação de superação sem preço!
Conseguir ver as longínguas Montanhas Rochosas ao leste, a nevada região de Whistler ao norte, ao sul toda a região de Vancouver e bem distante a região de Seattle e ao oeste a distante Ilha de Vancouver e a imensidão do Oceano Pacífico… Realmente é uma coisa impressionante…
Por fim ele disse que era mesmo uma pena que o tempo não estava contribuindo. E se despediu de nós dizendo pra voltar outro dia que estivesse sol, para comtemplarmos a maravilhosa vista.
Me despedi dele e fiquei ali parado, olhando fixo pra dentro da neblina (onde num dia de sol eu poderia ver toda Vancouver) pensando nas palavras do Greg. Eu já não precisava ver as paisagens dos lugares que ele havia dito. Não só porque eu já tinha ido e vivido experiências fascinantes nesses lugares, mas porque (eu acho) entendi a verdadeira mensagem que ele quis nos passar.
Refletia sobre todo o tempo de planejamento e economia pra essa viagem. Nas coisas que tive que correr atrás ou renunciar no Brasil pra viagem dar certo. Nas dificuldades superadas sozinho, em lugares desconhecidos, me virando pra falar um idioma diferente e a 10.000km de casa. Nas aulas de inglês que não foram tão faceis quanto eu imaginava…
Eu já estava subindo uma Grouse Grind a mais tempo do que eu imaginava…
Agora podia ver com mais clareza o resultado de todo esforço…
Nas novas amizades com pessoas de diversos paises, cidades e lugares que só tinha visto na TV, belezas naturais que nem em imaginação conseguiria ver e em como eu havia evoluido como pessoa…
Tudo isso foram batalhas vencidas por mim, onde ninguém mais poderia ter lutado no meu lugar…
Já não precisava me incomodar por ser os últimos momentos da minha jornada e estar no lugar onde “se pode ver o mundo” com uma forte neblina a minha frente. Porque naquele momento eu REALMENTE me dei conta que conseguia ver as coisas de um ponto de vista mais amplo, pois minha visão de mundo já ia muito além do que meus olhos conseguiam enxergar…
http://www.youtube.com/v/3Mglwf8HQbU
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University of British Columbia… Uma das maiores e mais conceituadas universidades candadenses. Desde setembro de 2008 comecei pesquisar sobre ela e trocar e-mails sobre as bolsas de pós-graduação em Engenharia. E desde que cheguei em Vancouver já imaginava como daria um jeito de conhece-la, só não imaginava o que veria quando chegasse lá!! Mas é melhor ser mais detalhista pra vocês entenderem melhor.
Um belo dia, encontrei 3 recentes amigos que haviam acabado de sair da aula: Rodrigo, Tatiana e Jessica. Como eles moravam na cidade a mais tempo, estava eu com um mapa da cidade perguntando sobre os lugares legais pra ir e pontos turísticos. Foi quando o Rodrigo disse que eles estavam planejando conhecer uma universidade local, a UBC – University of British Columbia, e perguntou se queria ir com eles… nem precisou terminar a frase pra eu aceitar! rs.. Alguns minutos depois estavamos nós 4 indo em direção ao Terminal Central Waterfront pegar o ônibus sentido a UBC.
Chegando lá começamos a andar sem rumo só por conhecer mesmo (a faculdade de engenharia não ficava nesse campus mesmo, se não teria ido pra lá na hora conhecer!). Pelo caminho encontramos uma coisa bem filme norte-americano, um marco de uma cápsula do tempo. Sabe aqueles filmes em que os alunos colocam jornais do dia, objetos, textos e outras coisas em uma cápsula e enterram no terreno da escola pra que, décadas depois, outros alunos a desenterrem? Pois bem, lá tem uma cápsula enterrada em 1967 que só será desenterrada em 2067!!! acho que vai ser meio difícil ter alguem da turma original quando ela for reaberta! rs…
Como a universidade é imensa e o tempo estava passando, tinhamos que decidir pra onde ir. O Rodrigo sugeriu irmos pra região das praias… isso mesmo, praia! O campus é considerado um território da província de British Columbia, e não um território da cidade de Vancouver. Como fica numa espécie de península, quando o campus faz fronteira com Vancouver, é cercada pelo Oceano (dêm uma olhada no mapa no “album de fotos” deste post). Por isso, aquele lugar possui excelentes praias… os estudantes de lá que o digam!!!
Escolhemos a praia que dava com a avenida principal do campus e lá fomos nós. Chegando lá, era preciso descer uma encosta por uma escadaria dentro da mata local.
Enquanto deciamos, passou por nós um senhor de idade correndo peladão! As meninas ficaram horrorizadas com a cena, e eu achei que ele seria linchado quando chegasse na areia pelos canadenses, já que o senso moral deles fala bem alto…
Mas foi chegando na areia que as coisas ficaram estranhas mesmo… Umas pessoas vestidas com calça e camiseta, outras com roupas de banho e outras completamente peladas!!! E tinha muito mais gente pelada do que com qualquer tipo de roupa! Só aí que nos tocamos o que era aquilo…
UMA PRAIA DE NUDISMO DENTRO DE UMA DAS MAIORES UNIVERSIDADES DO CANADÁ!!!
Pelo menos não era uma praia de nudismo obrigatório, e podiamos ficar lá vestidos numa boa. Enquanto ficavamos de boca aberta vendo a “paisagem”, alguns banhistas começaram a olhar feio pra nós porque chegamos com câmeras nas mãos. Por amor a nossa integridade física, guardamos as câmeras e fomos sentar num banco próximo pra assimilar aquele paradóxo que estavamos vendo e também tirar uma fotos escondidas! rs…
O Rodrigo e eu resolvemos sair pra fazer um “reconhecimento da área”, enquanto a Jessica e Tatiana preferiram ficar para não se “enturmar”. Um tempo depois voltamos para chamá-las pra ir embora, e as duas estavam com uma cara de assustadas e envergonhadas. Preocupados, perguntamos o que tinha acontecido e elas contaram…
Pouco tempo depois que saimos, um cara peladão começou a observá-las enquanto as duas conversavam. A Jessica incomodada com aquilo, começou a olhar pro cara e falar pra Tatiana em português:
- Olha aquele cara ali! Ele tá olhando pra gente! Agora tá vindo em nossa direção! Meu Deus! Ele vai sentar do nosso lado!
Depois que o cara sentou:
- Eu não acredito! Ele veio mesmo! Ele vai puxar conversa com a gente!! Como que a gente faz pra esse cara sair daqui?? E agora???
Enquanto isso o cara ficava olhando pro horizonte e as meninas só falando dele. Até que um tempinho depois o cara vira pra elas e fala em português alto e claro!:
- Vocês são do Brasil também!? De que lugar vocês são???
SILÊNCIO ABSOLUTO……
Quando o peladão percebeu que elas estavam procurando um buraco na areia pra se enterrar de tanta vergonha, resolveu sair de fininho. Pouco tempo depois a gente chegou e elas concordaram na hora em ir embora! rs…
Isso foi motivo de piada por um bom tempo! E só depois que saimos da praia, vimos a placa que deu origem a foto no topo deste post. Melhor assim! A surpresa de darmos de cara com um monte de naturistas numa praia de nudismo universitária não teve preço!!! huahuahua!!
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Como havia dito no post anterior, o grande barato de se conhecer Victoria, é que a cidade não está no continente. Ela fica na Ilha de Vancouver no Oceano Pacífico. Pra se chegar lá só tem 2 jeitos: Via ar ou via mar.
No domingo de manhã encontrei o pessoal em frente a estação de skytrain 29th Avenue e de lá fomos até o sul da província para pegar o ferry até a Ilha de Vancouver. Achava que a ferry de lá fosse como as balsas de algumas praias do litoral de São Paulo… mas na verdade os “NAVIOS” eram gigantes!!! Com alguns andares pra guardar os carros embaixo, e outros pras pessoas em cima. Só a 1h30m de viagem pra chegar até a Ilha nesse “navio de cruzeiro” já valeu a pena!
Desembarcamos e lá fomos nós estrada adentro pela ilha em direção a cidade de victória. No caminho paramos num lugar chamado Butchart Gardens onde pode se passear entre jardins floridos gigantescos! Depois disso fomos direto pro centro da cidade conhece-la. Nunca vi uma cidade tão florida quanto essa! Cheia de natureza, parques, crianças, artistas de rua e gente passeando e curtindo as belezas do lugar.
Entre as opções de lazer você pode fechar um grupo pra passaer de barco e conhecer o litoral da região, ou simplesmente ir atrás das Baleias Orca! Essa área entre Vancouver – Seattle – Victória é cheio de baleias Orca, as injustamente chamadas de “baleias assassinas”!
Como o tempo era curto, não deu pra ir num desses passeios, mas fiquei com muita vontade de sair em mar aberto e ver uma orca de perto! Pra ser sincero desde que era criança e assistia ao filme e desenho “Free Willy” tenho vontade de fazer isso. Quem sabe uma próxima vez… rs…
Como tinhamos que devolver o bom e velho PT Cruiser pra locadora, no meio da tarde seguimos rumo ao ferry para voltar ao continente. Ficamos metade de um dia na Ilha de Vancouver, mas deu pra entender bem porque o lugar é um dos preferidos pra se morar na costa oeste canadense e porque atrai tantos turistas!
http://www.youtube.com/v/kBApck0HmbA
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Desde que resolvi ir para Vancouver, já tinha em mente que daria um jeito de ir pra Seattle! Já que estava morando na costa oeste do Canadá, porque não rodar 200km ao sul pra conhecer umas das maiores e mais interessantes cidades da costa oeste americana???
E desde o Brasil já pesquisava sobre como ir pra Seattle… ônibus, trem ou Ferry? qual a melhor opção? Era isso que eu me perguntava até a viagem pras Rochosas… Se lembram do post anterior onde contei que na excursão haviam um grupo de brasileiros? Pois bem, além da Helo e da Lála, também tinha um pessoal que queria ir pra Seattle na mesma semana que eu estava planejando desde antes de deixar o Brasil!
E adivinha o que eles me falaram??
- Como estamos em grupo fica muito mais cômodo e barato alugar um carro do que ir de ônibus! – Já ouvi isso em algum lugar….
No dia da viagem me encontrei no centro da cidade com meus novos amigos Carla, Patrícia e Bruno para irmos até a locadora de automóveis. Lá chegando, não havia mais carros para serem alugados! Quando o desespero começou a bater, comentei sobre a locadora que havia pego o carro para a vaigem à Whistler. E lá fomos nós cruzando os dedos para coseguir algum carro pra gente. Pro nosso alívio, ainda tinha carro! E pro meu espanto o carro era justamente o mesmo PT Cruiser vinho que havia usado pra viagem de Whistler.
Definitivamente, coincidências e surpressas foram as coisas que mais me marcaram na jornada por este continente!
E lá fomos nós na sexta-feira a noite rumo ao sul para conhecer a terra do Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains… cidade da sede da Microsoft, do legado do Bill Gates e dos melhores estúdios de gravação de música das américas… lugar do Space Needle, o Museu de Ficção Científica e a primeira cafeteria Starbucks do mundo… mas o que talvez seja mais importante lembrar é a história por trás do nome e das origens da cidade…
O Chefe Sealth” (Ts’ial-la-kum), mais conhecido atualmente como Chefe Seattle (ou ainda Sealth, “Seathle”, Seathl ou See-ahth) ( 1786 — 7 de Junho de 1866), foi líder das tribos Suquamish e Duwamish, no que hoje é o estado americano de Washington. Uma personalidade muito conhecida entre seu povo, ele lutou por uma forma de acomodar os colonos brancos, criando uma relação pessoal com o Doutor David Swinson “Doc” Maynard, um dos pais fundadores da cidade de Seattle, Washington, que ganhou este nome em homenagem ao chefe indígena.
Em 1854, “O Grande Chefe Branco” em Washington fez uma oferta por uma grande área de território indígena e prometeu uma “reserva” para os índios. A resposta do Chefe Seattle tem sido considerada uma das declarações mais belas e profundas, e até mesmo contemporâneas, já feitas sobre o meio-ambiente. Vale a pena ler todo o texto, mas aqui só coloquei uma pequena parte:
“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós.
Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los?
Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo…
…a Terra não pertence ao homem – o homem pertence à Terra. Isto nós sabemos.
Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família.
Todas as coisas estão ligadas.
Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra.
O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela.
O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo…”
Voltando…
Chegamos a noite mesmo, jogamos nossas coisas no quarto do hotel e já fomos pro centro da cidade conhecer um pouco da vida noturna e os lugares que poderiamos ir no dia seguinte. Dirigir por aquela cidade durante a noite, foi umas das sensações de Seattle. As pessoas, a vida noturna, as luzes, os pontos turísticos iluminados, os amigos fazendo companhia… foi tudo bem legal!
Na manhã seguinte deu pra conhecer melhor a essência da cidade. Parques, gente passeando, o famoso monotrilo passando pela cidade e música! Música nos parques, nas estações, nos predios, nos elevadores, artistas de rua cantando e tocando seus instrumentos em frente ao tão visitado Pike Place Market, o mercado público que fica em frente a Baia Elliot, o famoso centro pesqueiro da cidade. Foi corrido, mas valeu a pena!
Durante a tarde fomos para um outlet próximo a divisa com o Canadá pras meninas fazerem a festa e depois seguimos caminho de volta à Vancouver, porque no domingo de manhã tinhamos outra viagem pra fazer. Dessa vez conhecer a Capital da província, Victória. Uma aventura a parte, porque a cidade não fica no continente, precisariamos pegar uma balsa e navegar um tempo pela costa do Oceano Pacífco para chegarmos lá… mas isso conto pra vocês no próximo post!
Como de costume, deixo fotos e um vídeo feito no alto do Space Needle em anexo, e uma amostra da musicalidade da cidade clicando aqui.
http://www.youtube.com/v/uzuti0fFHWM&feature=channel
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Desde que cheguei na costa oeste do Canadá todos me falavam da cidade de Whistler. O lugar é considerado o paraíso canadense do Snowboard e Eski, além de sediar algumas modalidades esportivas das Olimpíadas de Inverno de 2010 juntamente com Vancouver.
Como um dos principais objetivos da minha jornada foi conhecer tantos lugares quanto possíveis, fui atrás de informações sobre como chegar e o que fazer na cidade (isso antes da viagem pra Montanhas Rochosas)
Lá de todo o pessoal que fiz amizade, tinha também um grupo de brasileiros. Conversa vai, conversa vem e acabei descobrindo que 2 meninas também queriam ir pra Whistler na mesma semana que eu estava planejando.
Larissa e Heloisa. Ou simplesmente Lála e Helo. As cariocas mais legais que já conheci e que acabaram sendo a “salvação da lavoura” rs… Como eu, elas haviam pesquisado bastante sobre a cidade, e me disseram uma coisa que eu jamais cogitei, porque até então estava pensando em viajar sozinho…
- Como estamos em 3 fica muito mais cômodo e barato alugar um carro do que ir de ônibus – Foi o que elas disseram.
E foi assim que pela primeira vez na vida dirigi um carro com câmbio automático e também a primeira vez que peguei num volante fora do Brasil.
Nós 3 revezamos na direção do PT Cruiser (isso mesmo, um PT Cruiser! No Brasil é um carrão, no Canadá é o carro mais barato pra um estudante alugar!) mas sem comparação mesmo são as paisagens desde North Vancouver até Whistler pela lendária rodovia “Sea to Sky”. De um lado as encostas rochosas do Oeste da Brithsh Columbia e do outro parte dos acessos com o Oceano Pacífico.
Até então eu reclamava do verão frio do Canadá. Mas, ironicamente, no lugar onde mais se pratica esportes de neve, foi onde eu passei mais calor! Que sol de rachar! E nem levei protetor solar! Bom, melhor sol que chuva! E mesmo assim aproveitamos pra conhecer vários lugares da cidade e pegarmos nossa reserva na coisa mais radical pra se fazer na região quando não se tem neve, BUNGEE JUMP!
Há 13km ao sul da cidade, no meio de uma ponte sobre o Rio Cheakamus se encontra a plataforma de salto com a altura de um prédio de 17 andares. Já havia saltado de bungee Jump antes, mas só de olhar pra baixo pensar que você vai se jogar… é uma coisa que vai contra a natureza!!! Isso te deixa travado!
Fui um perfeito cavalheiro, insistinto que as damas fossem primeiro, mas as 2 votaram que eu saltasse primeiro. Como numa democracia a maioria ganha, não teve jeito… o resultado dessa viagem deixo em anexo pra vocês nas fotos e o vídeo do salto, onde parece que o instrutor ficou mais animado que eu! rs…
http://www.youtube.com/v/Ld8wg4hhHTM
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Quem diria que o dia seria nublado?? e eu que achava o clima de São Paulo estranho!!! Mesmo assim acordei decidido a ir pra uma região que ainda não conhecia, a região de North Vancouver.
North Vancouver, ao contrário do que muita gente pensa, é um outro municipio e não uma parte da cidade de Vancouver. É por isso que pra ir de transporte público até lá e/ou outras partes da região metropolitana de Vancouver, como Burnaby (onde fica minha homestay), se tem que usar um bilhete diferente, o Two Zone Faresaver (dentro de Vancouver só é necessário o One Zone Faresaver). É uma região cheia de montanhas, parques, vida selvagem e lugares pra se praticar esportes de aventura, como: Escaladas, trilhas, parapente, asa-delta, etc…
E lá fui eu pegar o skytrain até a última estação, o Terminal Central Waterfront. De lá peguei o seabus até North Vancouver e chegando ao outro lado da margem, no Lonsdale Quay terminal e peguei o bus N.229, que passava em frente a entrada do lugar que eu queria conhecer, o Lynn Canyon Park.
O Lynn Canyon Park é um dos parques mais antigos da região. Aberto desde 1912 e atrai diversos moradores e turístas por causa de suas cachoeiras, piscinas naturais, trilhas, floresta nativa, animais silvestres (até mesmo selvagens…) e uma das coisas que eu queria ver. Uma ponte suspensa de madeira igual a dos filmes! e por falar em filmes, diversas partes de filmes e seriados já foram rodados lá! principalmente as partes de suspense…
E lá fui eu sozinho pelo parque com um mapinha que tinha pego no centro de visitantes, quando me deparo com uma placa que dizia:
“Ursos negros vistos nessa área: Mantenha os olhos nas crianças, não deixe alimentos na trilha, ande fazendo barulho. Seja uma parte da solução!”
Realmente uma coisa muito animadora pra quem resolve andar sozinho pelo parque… por isso eu nunca me distanciava muito dos outros visitantes. Como todo bom turista, andava apreciando a paisagem e tirando foto de quase tudo. Foi só aí que me dei conta que estava sozinho e distante dos outros. Mas era só continuar dentro da trilha seguindo as placas e fazendo barulho pros ursos se afastarem que não tinha problema. E assim continuei, hora arrastando o pé no chão, hora assoviando, porque os ursos só atacam se forem surpreendidos ou acuados. Fazendo barulho você “avisa” que está se aproximando e eles se afastam numa boa.
Mas conforme eu adentrava na floresta do parque, me dava calafrios! Um silêncio meio mórbido, florestas idênticas aos filmes de suspense e/ou terror, bancos com epitáfios nos encontos (como os do Central Park, em NY), Pedras com homenagens as pessoas, que por algum motivo, morreram por lá… tem até uma honegagem, escrita numa pedra grandona, aos passageiros e tripulantes que morreram num acidente aéreo lá ha 60 anos atrás…
De tanto ver aquilo, já tava ficando paranóico! Com uma sensação de estar sendo observado de dentro da floresta… Deve ser por isso que os produtores de Arquivo X, Milennium, Taken, Supernatural, Smallville, Crepúsculo, entre tantos outros filmes e seriados, escolheram aquelas florestas como locação pra algumas filmegens!
Depois disso voltei por uma trilha principal pra perto dos outros! rs… Continuei andando pelo parque e, ainda bem, não topei com nunhum urso! Se você for medroso como eu, é melhor ir num dia ensolarado e/ou com amigos. É muito melhor do que resolver andar sozinho, ou pior ainda, perceber que está caminhando sozinho num real set de filmagens de cenas de suspense!!! rs…
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Com a tardezinha caindo continuamos na estrada adentro do Jasper National Park até chegar numa cidade chamada… Jasper! lá ficamos pra jantar e conhecer um pouco da cidade. Mas como no verão a noite só chega lá pelas 21:30h deu tempo de ir para um último lugar antes do sol se pôr. Saimos de Jasper sentido Oeste, com isso em pouco tempo já estavamos saindo do Jasper National Park, da Província de Alberta, trocando de fuso-horário, voltando 1 hora no tempo e retornando para a província de British Columbia. Tudo isso pra passar pelo último dos parques do roteiro e pra pegar o caminho de volta à Vancouver.
O Mt. Robson Provincial Park tem esse nome justamente por causa dos 3.954m do ponto mais alto das Rochosas Canadenses (e também de todo o Canadá), o Monte Robson. (O ponto mais alto da América do Norte é o Monte Elbert com 4.399m que fica no Colorado, Estados Unidos).
Nada mais simbólico do que se despedir das Montanhas Rochosas de frente para o maior de todos os gigantes canadenses, o “Sr. Robson” rs…
Saindo do Mt. Robson Provincial Park com a noite quase caindo, chegamos na pequena cidade Valemount onde passamos a noite. fechamos a noite com uma tradicional fogueira com marshmallows (coisa que só tinha visto em filmes e que não vi graça nenhuma depois de ter passado a empolgação…rs…) Pessoal todo animado, assando um monte de coisa na foqueira, conversando e rindo até que alguém se deu conta de uma coisa muito séria!! A CERVEJA TINHA ACABADO!!!
Pra ninguém entrar em pânico, perguntamos na recepção do hotel onde podiamos comprar as bebidas. E só tinha um lugar na cidade pra isso, era meio longe e já tava fechando (era quase 23:00hs). Chamamos um taxi e fomos eu e mais 4. Mas quando estavamos pegando as cervejas vi uma coisa que não acreditei…
Na minúscula e isolada cidade de Valemount, onde você facilmente passa batido por ela sem perceber que ela existe, tem uma rua de terra, quase sem iluminação onde fica uma lojinha de bebidas com algumas geladeiras de cerveja em que faltam algumas marcas de cerveja canadense mas tem nossa querida BRAHMA!!!!
Até tirei foto! perguntei pra tiazinha que tava no balcão e ela disse que é uma das que mais vendem! ela disse (com orgulho!) que cerveja canadense se pode encontrar em outros lugares da cidade, mas “Brazilian Beer” era só lá!!hauhauahua!!!
Depois de uma boa noite de sono, embarcamos pelas estradas adentro da British Columbia sentido Vancouver. Já fora da região das Rochosas Canadenses, paramos nas Spahats Falls. Na verdade é um canyon (gigante) com algumas cachoeiras em que ficamos um pouco pra tirar umas fotos e apreciar a vista.
Seguindo viagem, paramos no último lugar pra visitar, a cidade de Hope. A cidade se orgulha de ter sido usado para as filmagens do primeiro filme do Rambo em 1982!!! rs…
Mas fomos mesmo para The Othello Tunnels. São uma séire de pontes e tuneis feitos rocha adentro dos canyons daquela região pelos engenheiros da antiga Kettle Valley Railway. Essa parte da ferrovia, que foi muito importante para o desenvolvimento da região, hoje está desativada e é o maior ponto turístico da cidade de Hope.
De volta a estrada voltando pra região em Vancouver, estava eu lá sentado no banco do ônibus, olhando a paisagem pela janela e me dando conta de que a parte mais incrível da minha jornada pela América do Norte estava acabando… deu até um pouquinho de tristeza, mas esse sentimento foi logo substituido pela sensação de missão cumprida!
- As Rochosas já foram!! agora “só” faltam mais 2! Andes e Himalaia!! rs…!!!
Era o que eu dizia pra mim mesmo enquanto olhava pela janela para trás e dizia obrigado e adeus aos Gigantes do Norte.
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Entrando no território do Jasper National Park, é obrigatório parar em um lugar difícil de passar despercebido: The Columbia Icefield.
É um dos maiores campos de gelo e neve abaixo do círculo polar ártico e o maior acúmulo de gelo das Montanhas Rochosas, possuindo cerca de 325 km² de área, 100 a 365m de profundidade (era estranho caminhar pelo gelo sabendo dessa profundidade…), além de receber cerca de 7m de neve por ano (atualmente, contando a camada de gelo, está cerca de 2.200m acima do nível do mar). No local há várias geleiras, e, entre as maiores estão: Athabasca, Castleguard, Columbia, Domee e Stutfield.
Os históricos e importantes rios North Saskatchewan, Athabasca e Colúmbia que cruzam parte do Oeste da América do Norte, originam-se a partir do Columbia Icefield.
Pra se chegar lá tem que se pegar o Snow Coach. Um ônibus especial com uns pneus gigantes e tração 4X4 pra subir e descer a geleira (só esse buzão é uma aventura parte!) chegando lá sim, eu parecia criança em loja de brinquedo! não sabia se corria, pulava, pegava uma coisa mexia em outra, me jogava no chão… tava mais animado do que quando cheguei em Niagara na semana passada!
Só susseguei mesmo quando arranjei uns loucos pra brincar de “guerrinha de neve” comigo! Sai de lá com as mãos queimadas pela neve (e ficaram doendo por horas!), mas com uma experiência e imagens que nunca vou esquecer e compartilho com vocês aqui )
http://www.youtube.com/v/AEddeb66BTY&hl=pt-br&fs=1&
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Uma rodovia de 230km que liga os Parques Nacionais de Banff e Jasper na província canadense de Alberta. Uma coisinha comum se não fosse pelo “simples detalhe”de ser considerada a rodovia mais bonita do mundo! Tá certo que nem precisavam me dizer isso, porque eu já tava de boca aberta com as paisagens mesmo.
Mesmo morrendo de sono por causa da balada da noite anterior em Banff, eu não consegui dormir por causa das paisagens! ficava parecendo turista japonês! tirando foto de tudo e todos! como eu já havia dito antes, só as paisagens que se via pela janela do ônibus compensou a viagem… rios azuis, vales, precipícios, florestas de clima temperado, animais selvagens que só existem nessa parte do planeta… e tudo isso com a imponência dos Gigantes do Norte atrás…. isso já valeu a viagem!!
As montanhas dessa rodovia, também são chamadas de “Montanhas de Gelo Eterno”. É uma região com um clima tão peculiar que, mesmo no verão, a neve não derrete. Por isso, pra todo lado se vê Montanhas e planaltos cobertos de gelo e neve… é por isso que a estrada tem esse nome, que traduzindo fica algo como: “Caminho dos parques de campos de gelo”. É… o nome em inglês fica melhor mesmo! rs…
Durante o percurso paramos em 2 lugares impressionantes: O Bow Lake e o Peyto Lake. Lagos de água azul turquesa como todos os lagos que formam a partir do degelo das Rochosas…
Como imagens falam melhor do que palavras, separei umas fotos (e acreditem, eram tantas que foi dificil escolher quais colocar aqui…) pra que vocês tirem suas próprias conclusões! Também está em anexo um vídeo que fiz no Bow Lake, e pra ver o Vídeo do Peyto lake é só clicar aqui.
http://www.youtube.com/v/umL8jmlvOEk&hl=pt-br&fs=1&
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