Na viagem tem que chorar!


Domingão! Madruguei de novo! Isso era em torno das 8:00 da manhã, mas eu estava super bem disposto. Tomei banho e café da manhã no albergue. Nem parecia que tinha ido dormir depois das 2:00 da manhã. Reparei que tinha um cara com violão dormindo no sofá perto da recepção do albergue e lembrei da minha vontade louca de trazer meu violão nessa viagem. Seria uma loucura mesmo, pois fazer trilha no Chile com ele ia ser muito punk!

Como a Internet gratuita resolveu dar pau, saí para procurar um cyber café pelas redondezas, mas como era Domingão, não encontrei nada aberto.

Quando voltei para o hostel, o pessoal já estava acordando, tomaram café da manhã, banharam-se e em seguida deixamos as coisas no locker do albergue antes de caírmos na caminhada!

A primeira parada foi no mercado San Telmo, onde Pedro e eu decidimos abrir mão de alguns pesos argentinos na compra de chapéus típicos, na verdade, os preços no Mercado estavam melhores do que naquela loja do Caminito. Chorei que nem um bebê sem leite por um desconto, mas a dona da barraca era uma rocha! Mas não é à toa que rola por aí a minha fama de ganhador de descontos, no final da compra a mulher disse que a próxima aquisição levaria desconto! Rapidamente chamamos o Lucas e o chapéu de imigrante italiano dele saiu com 5 pesos de desconto!

Em seguida, já que os nossos pesos estavam acabando, Clau e eu decidimos que deveríamos (novamente) seguir os conselhos da nossa ministra do Turismo e ceder à um câmbio menos favorável num dos poucos guichês disponíveis na calle Florida. Vai aqui, vai ali, com um chorinho conseguimos um local que trocava nossos dólares por pesos a uma cotação de 3,08 pesos por dólar!

Reconhecemos que subconscientemente nossa intensa vontade de tomar sorvete havia nos levado às proximidades de uma outra loja do Fredo, numa luxuosa galeria-shopping com pinturas no teto. Realmente fomos conquistados pelo maravilhoso sabor daquele manjar divino!

Com o passar do dia, percebemos que o nosso tempo em Buenos Aires estava acabando, logo mais, no começo da noite deveríamos estar na rodoviária partindo rumo à Patagônia.

Veja o desfeche dessa aventura no meu diário pessoal

http://www.youtube.com/v/Fc9FAGhVx64&rel=1

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O comboio mochileiro


Como de costume em viagens, acordei mais cedo do que os outros e já fui me organizando. Definitivamente o meu relógio biológico funciona perfeitamente em viagens, sempre acordo cedo e bem disposto.Talvez isso aconteça por causa da adrenalina que não pára de correr pelo meu corpo do primeiro até o últimodia da viagem. =D

Acordei o Pedro no outro quarto como havíamos combinado na noite anterior, pois iríamos em “comboio mochileiro” para o estádio do Boca Juniors. Depois tomei o meu café da manhã.

O café da manhã do albergue tinha pães, geléia de morango, o delicioso creme de leite argentino, leite quente, café quente e manteiga. O suficiente para forrar o estômago. Além disso, podíamos repetir várias vezes.

Quando a Clau, o Pedro e o Lucas levantaram, eu já estava pronto para a aventura e fiquei conversando com um mexicano muito sorridente chamado Adam, enquanto esperava-os tomarem café. Adam me contava da insatisfação que tinha pelo que estava acontecendo comos locais turísticos no México. “Não são mais como antigamente. Agora estão todos saturados de turistas. Mudaram muito. Prefiro os lugares menos agitados”.

Já a caminho do estádio fomos sabendo mais coisas sobre as aventuras do Pedro pela América do Sul. Tudo muito interessante, já que normalmente os aventureiros brasileiros começam a mochilar pelos nossos vizinhos. Talvez por isso eu estivesse tão mais à vontade nesse mochilão. Não estávamos tão longe de casa, estávamos no nosso continente! Sem falar que há uma vibe mais familiar entre os países da América doSul.

A troca de experiências com outros irmãos mochileiros é muito boa, sempre pegamos dicas valiosas uns com os outros e dessa vez não foi diferente! O Pedro nos contou sobre um show de Tango com um super jantar por $50 pesos que ele tinha conseguido com a dona do albergue no dia anterior. O valor estava ótimo, mas só os indicados por essa mulher tinham esse desconto, já que ela era amiga do dono do restaurante Candilejas. Segundo o Pedro, se fôssemos comprar os ingressos direto no local, sairiam por $120 pesos! Grande barbada!

Bem, pelas recomendações de segurança que todos recebemosantes de partir para o estádio, ficamos todos apreensivos até chegarmos ao local, mas como estávamos em 4 pessoas altamente treinadas para situações de perigo, não entramos em pânico! =D

Quando chegamos no estádio, decidimos comprar um tour guiado pelo estádio que custava $14 pesos. O Tour foi bem instrutivo, com destaque para a informação que na Argentina existe a igreja do Maradona. Deu para perceber que os argentinos também são fanáticos por futebol. As informações se assemelharam bastante às que eu recebi no tour que fiz na“Casa do Rúgbi no mundo” o Millenium Stadium no país de Gales. As áreas vip’s, as cadeiras cativas, os vestiários… Foi a disposição vertical das arquibancadas, onde cabem cerca de 50 mil pessoas, que fez com que o estádio começasse a ser chamado de La Bombonera, numa curiosa comparação com uma caixa de bombons. A única diferença é que você percebe nitidamente que o estádio do Boca Juniors além de pequeno (segue as medidas mínimas permitidas pela FIFA), está bem deteriorado. Nada muito gritante, mas a conservação do local deixou a desejar.

Isso não depreciou o tour, já que estávamos entre irmãos mochileiros super animados, tudo era uma festa só! Fizemos caras e bocas para fotos hilárias, com destaque para a foto que imitávamos a mesma postura dos jogadores num cartaz.

Saímos do estádio felizes da vida por estarmos super entrosados uns com os outros, parecia até que já nos conhecíamos há anos. Mas uma situação inusitada estava para acontecer…

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Deslanchando o espanhol e os ovos fritos em Cuba.


Como mencionei no post anterior, eu estava bem ansioso para saber como a comunicação se desenrolaria nessa viagem. No começo de 2007 eu havia estudado espanhol com um professor boliviano por 1 mês e meio. A pergunta que não queria calar era se aquelas aulas me ajudariam em alguma coisa.

De qualquer forma a minha vivência como mochileiro não me deixava ficar demasiadamente preocupado com essa questão, já que segundo a minha professora Verônica, a comunicação é um obstáculo muito pequeno num mochilão, devido as diversas formas que ela pode ser desenvolvida. Mímicas, dicionários de viagem, etc…

Foi no ônibus de Puerto Iguazú para Buenos Aires que eu definitivamente exorcizei essa questão! O Lucas e eu sentamos em locais diferentes, o que me foi muito útil, pois fiquei do lado de uma simpática peruana chamada Gladys. Muito falante e aventureira, havia emigrado para a Argentina há 6 anos e morava sozinha. Tinha 2 filhos já adultos que ficaram no Peru e estava na Argentina trabalhando com uma amiga. Ficou emocionada ao relatar que telefonou para os filhos quando chegou nas Cataratas.

É bem interessante saber um pouco das pessoas de outras partes do mundo, o que elas pensam, como enxergam o mundo ao seu redor, o que as deixa felizes, seus sonhos e planos… Esse mundão é gigantesco, há muita gente nele, mas cada um (por mais insignificante que pareça ser nessa imensidão toda), é um verdadeiro universo. Um universo de idéias, emoções, vontades, vivencias…

Não dá pra conhecer todo mundo, mas faço um esforço para pelo menos trocar algumas idéias com quem vai viajar horas do meu lado seja num avião ou ônibus. Um mochilão sempre fica mais rico com essas trocas de experiências. A Gladys ainda me contou um pouco sobre o Peru. Deu dicas de sítios arqueológicos fora do roteiro turístico e acabou me deixando ainda mais com vontade de conhecer o Peru.

Depois desse maravilhoso bate-papo eu já estava bem mais a vontade para falar espanhol. Errando aqui e ali, mas entendendo e se fazendo entendido. O que eu não sabia, arriscava no português mesmo ou perguntava educadamente como se dizia tal coisa em espanhol.

Bem, antes das 22:00, nos serviram o jantar no ônibus. Isso mesmo, também tínhamos serviço de bordo! Nada muito espetacular, mas muito interessante, pois nunca tinha visto serviço de bordo em ônibus e não tenho notícias de que isso aconteça no Brasil. Após o jantar, as luzes se apagaram e todos dormimos. Ah, a nossa poltrona era semi-cama, ou seja, inclinava pouca coisa.

Acordamos sendo servidos com o café da manhã que também não era super caprichado, mas matava a fome. Nas paradas do ônibus, escovávamos os dentes e usávamos o banheiro, já que o único banheiro que tinha no ônibus já estava bem usado.

Uma coisa bem legal para se fazer em ônibus de viagem é escutar música. O Lucas havia levado o MP3 dele e eu estava animado para ouvir todas as cento e poucas músicas que tinha nele. Overdose auditiva que eu intercalava com longos papos e gargalhadas com a Gladys, que sempre me chamava a atenção para alguma coisa que estivesse rolando fora do ônibus, já que ela estava na janela.

Percebemos um certo trânsito, quando as placas nas ruas já indicavam Buenos Aires. Era uma sexta-feira típica de cidade grande. Na rodoviária, nos despedimos da Gladys e esperamos a chegada da Clau que aconteceu logo depois. Ela estava feliz da vida porque veio num ônibus com mais conforto que o nosso (leito) e lhe serviram até vinho no jantar.

Pronto, estava dada a largada novamente. Procuramos informações sobre passagens para Domingo à Rio Gallegos. Algumas empresas estavam parecendo muito caras, até acharmos a Pinguino que já vendia até a passagem-conexão de Rio Gallegos à Punta Arenas no Chile. Os preços estavam imbatíveis, só faltava o dinheiro.

Para garantir as passagens, resolvemos trocar alguns dólares (Clau e eu) no Banco de La Ciudad que ficava na própria rodoviária. O Lucas trocou um pouco de reais num guichê de cambio da rodoviária, já que o banco só trocava dólares e euros. Foi nesse momento que percebemos que o câmbio para reais era um pouco melhor do que para dólares. Isso se repetiria durante toda a viagem. Resultado: compramos as passagens e conseguimos um mapa básico da cidade nem lembro onde.

Ah, esqueci de falar que na viagem de Sampa para Foz, eu deixei no ônibus a minha revista de viagem sobre Buenos Aires. Nessa revista estava o endereço de um albergue que custava apenas 8 dólares, mas eu nem lembrava o nome. Foi aí que um rapaz que estava nos oferecendo albergue, gentilmente nos deu a dica do Hostel San Telmo. Na hora eu lembrei do nome que tinha lido na revista, era o mesmo!

E lá fomos nós para o metrô argentino.

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Aventura Nautica nas Cataratas


Bem, os relatos que você vai ler a seguir são o mais perto que eu consegui chegar para descrever tudo o que aconteceu no meu último mochilão. Diferente do que aconteceu no mochilão para o Reino Unido, quando eu postava praticamente todos os dias, nesse mochilão eu só consegui fazer os registros principais em algumas folhas de caderno que ganhei da Luiza Noce (Marketing da CI) dias antes da viagem. Quando levei-o comigo, não imaginava que seria tão útil quanto foi.

Não pense que a quantidade de informações ficou prejudicada, muito pelo contrário, já que agora (depois de vivida) conseguirei detalhar mais ricamente essa aventura no aconchego do meu lar provisório (São Paulo). =D

Quando decidimos colocar as Cataratas do Iguaçu no roteiro desse mochilão o intuito era de apenas quebrar a viagem até Buenos Aires. Ao invés de 30 horas de viagem daqui de Sampa até Baires, faríamos uma parada de 1 dia em Puerto Iguazú (lado Argentino das Cataratas) para curtir uma das maravilhas naturais do mundo.

A idéia era chegar bem cedo em Foz do Iguaçu e atravessar a fronteira tomando um ônibus de linha até Puerto Iguazú, onde deixaríamos as mochilas num Locker da rodoviária e iríamos até as Cataratas para tomar o tour Náutico de batismo naquelas águas imponentes. Até onde eu pesquisei, o preço dessa aventura no lado argentino das Cataratas era bem mais barato do que no lado brasileiro. 50 pesos argentinos, algo em torno dos R$30,00. Pelo que eu entendi, do lado brasileiro tem o Macuco Safári que custa R$150,00.

Depois do tour tomaríamos um ônibus no fim da tarde para Buenos Aires, onde chegaríamos por volta de meio-dia, do dia seguinte.

Tudo certo e programado para o primeiro desafio desse mochilão.

A Clau acabou não conseguindo passagem no mesmo ônibus que eu para Foz e combinamos o encontro na Rodoviária de Puerto Iguazú, nesse caso ela tomaria o ônibus seguinte para Foz do Iguaçu. Quando cheguei na Rodoviária de Foz esperei o Lucas que chegou um pouco atrasado devido problemas no ônibus.

Bem, acho que essa história eu já contei, mas como estou inspirado para escrever, vou continuar falando…

Foi lá em Foz que descobrimos que o ônibus de linha que ia para Puerto não saia da rodoviária, mas sim do Terminal de ônibus. Puts! E agora? Será que a Clau conseguiria se virar para Chegar lá em Puerto?

Pegamos um ônibus até o tal terminal de ônibus e só não fomos direto para outra cidade porque eu consegui ler a placa que informava que havíamos passado do terminal. Dei o sinal para descer e voltamos a pé uns 300 metros. E foi no terminal que descobrimos que o ônibus não saia de dentro do terminal e sim da rua lateral. Esperamos um pouco no ponto de ônibus que nos informaram e logo veio o ônibus com o letreiro de Puerto Iguazú. Podíamos pagar em reais (R$3,00).

Ao chegar na fronteira, todos descemos e para passar pelo serviço de imigração, onde ganhei mais um carimbo no passaporte e voltei para o ônibus. Ah, o Lucas quase ficou para trás, pensando que eu estava no banheiro do escritório de imigração. Quando percebeu que o ônibus estava saindo, correu no maior estilo Miss sunshine já que o ônibus praticamente não parou.

Finalmente na Argentina, deixamos as mochilas no Locker da rodoviária, tiramos dúvidas no Information Centre e fomos para o câmbio trocar um pouco de dinheiro, apenas suficiente para chegar até Buenos Aires. Aproveitamos para comprar um pouco de comida para o almoço nas Cataratas.

Pelos meus cálculos a Clau chegaria por volta de meio-dia. Então resolvemos já comprar as nossas passagens para Buenos Aires e para as Cataratas. O grande problema é que as passagens estavam se esgotando e logo não haveria mais lugar nos ônibus do dia para Baires. Sem contar que precisávamos voltar ate às 17:00 para tomar o nosso ônibus e se a Clau não chegasse até meio dia, teríamos que ir para as cataratas sozinhos, senão não conseguiríamos voltar a tempo para tomar o nosso ônibus para Buenos. Que loucura!

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http://www.youtube.com/v/pZWQt8dqFc4&rel=1

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Surpresa em Buenos Aires


Galera! Essa trip tá muuuuito irada!!!!!!!! Adorei o hostel San Telmo que fica na Calle Carlos Calvo. É o hostel mais barato de Buenos Aires, mas com uma vibe muuuuito boa! Gente muito legal, cheia de energia! Fomos super bem recebidos aqui em Buenos Aires.

Já conhecemos muitas pessoas de diversas partes do mundo (Pais de Gales,Canada, México…). Assistimos um espetáculo de Tango com jantar inesquecível. Ficamos batendo papo ate altas horas no albergue. Andamos muuuuuuito. Conhecemos lugares perfeitos, tomamos sorvete do Fredo, sentados no chao do Puerto Madero.

Fizemos caras e bocas pela feirinha do Caminito e no estàdio do Boca.

Esse mochilão esta indo muuuito além das minhas espectativas. Simplesmente perfeito! E olha que está só começando!

Isso aqui tà muuuuuuito bom!
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Make own kind own kind of Music


Galera sem muito tempo para postar, mas as Cataratas do Iguaçu já foram desbravadas! Estamos em 3 mochileiros: Clau, Lucas e Eber. A Patagonia que nos segure!!!

O Tour Nautico de hoje foi fantástico! Vejam uma pequena amostra nas fotos!

Abraçao e até Buenos Aires!!! Hasta la vista!!!!
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Mochila nas costas rumo à Patagônia!


Aê Galera!!!

Para quem ainda não me conhece, meu nome é Eber, tenho 23 anos, moro em São Paulo e sou mochileiro de carteirinha. Desde o meu último mochilão pelo Reino Unido (veja o diário de bordo aqui) muitas coisas aconteceram comigo. Ainda não consegui consegui chegar em Joinville e Porto Alegre para entregar os prêmios das meninas que ganharam o Mr. Niki e a Camiseta do Manchester. Mas já estou bem perto disso, além do mais o Mr. Niki resolveu me acompanhar em pelo menos mais uma aventura! =D A última antes da despedida.

Saí da empresa onde trabalhava no dia 14 de Dezembro com o propósito de estudar um tempo na Europa e dar a volta ao mundo. Nada muito extraordinário não fosse pelo fato de eu não ter nem 5% da grana necessária para concretizar esse desejo. Mas eu sempre acreditei que nada pode parar alguém completamente apaixonado pelos seus sonhos e pela vida. Chegou a hora de ver se estou certo. =D Tenho muuuitos motivos para acreditar que posso lutar e fazer isso se tornar realidade. Um dos motivos? Sou brasileiro e não desisto nunca! Posso quebrar a cara? Sim! Mas estou disposto a pagar o preço, caso seja necessário. O que não posso é deixar que o medo me impeça de ousar coisas grandiosas.

=D

Bem, depois desse último diário de bordo, diversas pessoas me adicionaram no orkut e msn pedindo informações, dicas e encorajamento para viajar. Comecei a responder o pessoal no pouco tempo que tinha no final do dia antes de dormir. Mas o número de pessoas começou a crescer e eu sempre respondia quase as mesmas perguntas. Foi aí que resolvi abrir uma comunidade no Orkut: Eber, quero fazer um mochilão!

A comundiade já tem 3 meses de vida e 124 membros. Agradeço a Deus por ter criado essa comunidade! Sem ela não teria conhecido pessoas tão legais e cheias de ânimo para desbravar esse mundão maravilhoso! Graças a comunidade fiz a Travessia Paraty-Trindade (25 à 28 de Dezembro) e passei o Réveillon em Florianópolis (na casa de um dos membros da comunidade). Já aconteceram Orkontros perfeitos lá na Avenida Paulista e ganhamos novos amigos.

Agora, alguns de nós decidimos fazer um mochilão pela América do Sul e escolhemos a Patagônia como nosso roteiro. Todas as dicas e informações que aprendemos com a comunidade serão colocadas em prática e verificaremos a validade delas. Será que dá para pagar transporte, estadia, alimentação, conhecer as Cataratas do Iguaçu, Buenos Aires, o Parque Torres del Paine e o Glaciar Perito Moreno com R$1600,00 para 22 dias?

Espero que sim, pois este é todo o dinheiro que tenho para essa aventura. Sem falar que tive que conseguir emprestado com uma mercenária (=D). Ela já me alertou sobre os perigos que a minha família corre, caso eu não pague o dinheiro dela. kkkkk Ainda foi bem enfática ao dizer: Trate de voltar para o Brasil! Nada de ficar por lá.

Imaginem só se eu deixaria minha família passar pelas atrocidades que ela detalhou? =D

Além da comunidade, fiz um blog pessoal que vou estrear nessa viagem!

Estou ansioso ao limite para ver como vai ficar o resultado. O Tanure (web designer tanure@tanure.com; luiz_tanure@hotmail.com) e eu temos trabalhado bastante para fazer um espaço bem agradável na internet. Tenho certeza que todo esse esforço de noites mal dormidas será válido.

É isso aí galera! Amanhã às 14:30 começa essa trip patagônica. Vocês podem conferir na comunidade todos os detalhes de como essa idéia começou. Lá vocês também vão encontrar muuuuitas dicas preciosas de mochilão, relatos de outros mochileiros, e uma formidável irmandade de aventureiros.

Agradeço d+ a CI por ter disponibilizado esse espaço para que eu possa postar todos os resumos dessa aventura. O texto completo da viagem vocês poderão ler no nosso blog de viagem

Ainda estou acertando os detalhes, mas pelo menos ja dá pra postar por lá. Tudo na vida começa assim… seja uma expedição na Patagônia, seja uma comunidade no orkut, seja a saída de um emprego, seja um blog pessoal, até mesmo a volta ao mundo…

tudo começa na ousadia de um primeiro passo!

Eber Guny – Mochileiro Sem Fronterias

http://www.youtube.com/v/GAaHEPJsnSM

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