Prostituta

30/05/2008 por Luciano Potter


Num trabalho absolutamente jornalístico, fui saber como é a vida das prostitutas de Vancouver. Na rua, só se vê numa chamada Hastlings. Claro, existe casas do ramo, todas muito caras e desconhecidas pra minha pessoa, mas essa da foto, peguei perambulando perto de um pub. Jornalisticamente fui conversar com a morena de olhos azuis, cabelos escuros, batatas da pernas magníficas e um andar de fazer qualquer um virar jornalista só pra conversar jornalisticamente com ela. Pois bem, Alice, na verdade, só passou por aquele lugar pra retirar de um caixa eletrônico um quantia de dólares canadenses. Não estava trabalhando naquele exato momento, mas estava indo ao trabalho, numa festa de ricos em West Vancouver. Por lá, ela, discretamente, perambularia pela casa com mais algumas amigas tentando conseguir algum cliente. Quanto? Depende. Se eu não fosse jornalista e estivesse trabalhando, 400 dólares. Na festa, a partir de 500 e dependendo do cara! Jornalisticamente achei caro o preço de Alice…

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M… de Cachorro

29/05/2008 por Luciano Potter


Por aqui, o pessoal também gosta de cachorro. Os homens que gostam de andar com os braços de fora em camisas regata adoram as raças furiosas – o jornal Metro, distribuído de graça nas ruas, dia desses mostrava uma matéria de um guri que salvou seu amigo que estava sendo devorado por um pitbull. O herói matou o cão com um taco de beisebol… Bueno, voltando… os homens-regata gostam dos bravos, gente normal adora Labrador, dondoca ama os pequenos com latidos insurpotáveis e todos eles juntam o cocô dos seus animalzinhos. Nas ruas, calçadas e parques, todo dono carrega seu cachorro e uma sacolinha plástica. Tanto é que ainda não pisei em nada fedorento no Canadá. Pra mostrar o quanto um detalhe faz um país, olhe a foto: isso é em Whistler, a vila de esqui pertinho de Vancouver. Uma maquininha que fornece o saco pra ti juntares a sujeira do teu cachorro. Detalhes de primeiro mundo.
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Lixo no Vaso?

29/05/2008 por Luciano Potter


Escrevo pedindo ajuda a ambientalistas, gente ecologicamente correta, Greenpeace, enfim, pra quem entende do assunto. O que é melhor pro Planeta: que meu papel higiênico, depois de ter feito o seu trabalho, seja jogado num lixo ou no vaso, aonde ele irá junto com o material que foi despejado por mim? No Brasil, 99,2% dos vasos que sentei têm lixo ao lado. No Canadá, totalmente ao contrário: 99,5% das privadas não possuem uma cestinha ao lado! O que eu fazia? Bueno, a foto mostra. Colocava o papel na água e tocava-lhe a descarga! Sem pena nem piedade! Mas, a dúvida continua: é melhor com a lixeira ou sem a lixeira?

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Apaixonados Por Carro

29/05/2008 por Luciano Potter


Apaixonado por carro como todo morador de Vancouver. O pessoal daqui ama carro como brasileiro ama. Banha o veículo, passa cera, atravessa devagarinho no buraco e adora se exibir. A diferença é o preço: uma caminhoneta grandona da Toyota, por exemplo, ano 2006, custa 27 mil dólares. Mais barato por aqui. Mas o que se vê às pencas são os conversíveis. Eles chamam a atenção e se vê na face do dono a alegria de estar sendo admirado, invejado, desejado, etc. Pode estar 9 graus celsius, a capota está aberta, o vento sacudindo o cabelo e o sentimento de estar agradando. Não sei se o carro é usado como arma de conquista em Vancouver. Não sei se algumas garotas são maria-gasolinas, mas se nota em todo canto que carro é filho por aqui. Bem cuidado, alimentado e limpo.
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Artistas de Rua

28/05/2008 por Luciano Potter


Tem em todo lugar, em qualquer cidade do mundo. E chamam a atenção. São os artistas de rua. Eles se adaptam rápido aos custumes do local, à língua, e se tocam pras calçadas pra convidar os transeuntes a admirarem o trabalho. Em Vancouver, em frente a galeria de artes da cidade, essa duplinha parou cerca de 50 pessoas pra demonstrar o que podiam fazer com fogo e facas. Bem humorados, convidaram o público pra participar e sobrou pra um coreano que levou na boa. Dá uma olhada no vídeo!

http://www.youtube.com/v/i20bR4kElUI

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Mulheres da Ásia

28/05/2008 por Luciano Potter


Quem mora em São Paulo ou outros locais do Brasil deve estar mais acostumado que eu. Mas em Vancouver, a idéia que se tem é que metade da população é de origem asiática ou de lá mesmo. Mas agora, quero escrever, das asiáticas… Elas são diferentes. E não é só nos olhos que se nota isso. Elas são educadas e estendem as duas mãos pra pegar um objeto. Baixam levemente a cabeça pra agradecer e agradecem por qualquer coisa. Elas são mais discretas no jeito de ser, mas nas roupas, dá-lhe mini-saias! Dá-lhe vestidinhos micros e pernas de fora! Elas têm um estilo diferente de se vestir. Gostam de colocar peças por cima das outras e depois são copiadas pelas ocidentais. Se tu gosta dessse tipo de mulher ache a Yoko Ono de sua vida meu caro! John Lennon que tinha a ocidental que quisesse escolheu uma de olhos bem puxadinhos…
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Força de Coriolis

28/05/2008 por Luciano Potter


E a água do vaso no hemisfério norte, pra qual direção gira? Sentido horário ou vice-versa? Lembro de um desenho dos Simpsons. Bart liga pra uma casa qualquer na Austrália, hemisfério sul, situação geográfica em que 90 e poucos porcento do Brasil está. Lá, um gurizinho atende e Bart pede pra ele dar uma olhada na direção da água. Confesso: foi a terceira coisa que fiz em Vancouver. Primeiro, desci do avião, depois fiz xixi e depois analisei a água da descarga. Pois bem amigos, no hemisfério norte teus lixos orgânicos se somem no vaso com a correnteza contrária do nosso hemisfério, ou seja, pra esquerda. Claro, a Força de Coriolis – procura no Google sobre ela – é muito pequena pra se notar num vaso aonde outros fatores interferem na água, mas no meu vaso canadense, tudo foi embora em direção anti-horário!

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Biquini e Jeans

23/05/2008 por Luciano Potter


Mulher é um ser que me agrada, sabes? Porque tem coisas nesse mundo que só um similar da espécie pode fazer e, de certa modo, de surpreender. Vancouver, como qualquer lugar do planeta, tem pelo menos 50% da população formada por mulheres. Lindas, feias, gordas, magras e de tudo que é cor e credo. É uma cidade cosmopolita essa Vancouver e basta perambular por suas agradáveis ruas pra provar o que escrevi lá no começo: mulher realmente é uma coisinha muito agradável e cheia de surpresa. Explico: em dois dias vi opostos numa mesma região do planeta. Um dia de praia e um dia de montanha. Praia se tu forçar a amizade, claro. E montanha pra realizar teus sonhos de consumo de inverno. Mas, na praia de Vancouver tropecei numa moça tomando banho de sol como esse da foto: tênis, jeans, babylock, etc. Na neve, na montanha, a outra foto mostra um cintilante ser esquiando de biquini! Moral da história: só um homem longe do seu estado normal de sanidade quererá discutir relacionamento com um ser de uma espécie que se banha ao sol com jeans e escorrega em esquis numa montanha branquinha de biquini… só um louco…Elas estão muitos passos na frente.
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Bus em Vancouver

22/05/2008 por Luciano Potter


Peguei ônibus toda minha vida universitária e depois dela. Foram 8 anos em Porto Alegre em Ipiranga-PUC, Campus-Ipiranga, Petrópolis-PUC, Cefer, T1, T1 Direta, entre outros. Depois de comprar uma motinho abandonei o transporte público. Mas Vancouver, ou melhor, North Vancouver, não me deu outra alternativa senão o 240, linha que me ajuda na cidade. Os ônibus possuem suportes externos pra bicicletas e pagando $99 por mês, tu usa ele a vontade, a hora que quiser e quantas vezes quiser, qualquer linha (de presente tem o Seabus e oSkyTrain…). Não existe a figura do trabalhador e pagar o mesmo na hora somente com moedas, no valor exato – que depende da viagem. Não existe fichinha de bus, entende? Todo dia, duas vezes, passo pela Lions Gate, ponte que liga o norte e o centro da cidade. A visão vale o bom montante que dei ao transporte público canadense. E o mais agradável é a visão que tenho sentado no banquinho de esperar o ônibus (que vai passar ali, pode acreditar, no horário prometido pela tabela). Vancouver apóia e investe em transporte público (um metrô tá sendo construído pra ligar Downtown ao aeroporto). Diferente de nós, que queremos crescer na vida, comprar uma motinho e se livrar do cada vez mais necessário transporte coletivo.
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Bacudo em Whistler

22/05/2008 por Luciano Potter


E o “loco” da fronteira se foi pra neve. Depois de 29 anos o moço ensopou as “meia” porque desavisado é e se encantou com a branquidão que cega e atrapalha. O local da perda de virgindidade névea foi Whistler, uma vila – ou village pros chiques… -, cerca de duas horas de Vancouver. Por lá serão as Olimpíadas de Inverno de 2010, com bobsleg e tudo (lembra Jamaica Abaixo de Zero?). Mas um bacudo criado no oeste gaucho, obviamente, não sabe como se preparar pra enfrentar um dia de sol em cima de uma montanha do oeste canadense. Não levou óculos de sombra (a neve cega), não tinha mais dinheiro (100 dólares) pra alugar uma brincadeira tipo snowbording ou esqui. O nêgo véio achou que era fácil meter a mão no gelo e fazer um boneco de neve (tipo aqueles de filmes de Natal numa NY branquinha, branquinha…). Roupa especial, pra não molhar? Coisa de fresco… mas o bacudinho voltou pro chão de verdade, com de terra, com as cuecas molhadas – de gelo… – e as meias ensopadas. 5 dólares num par novo e mais de 146 fotografias pra um dia que o “loco” que vos escreve não esquecerá. Uma dica? Junta dinheiro, meu caro, junta dinheiro e te toca pra uma cottage em qualquer cerro branquinho desse planeta que nada mais é que “uma porção de terra em volta do Alegrete…”
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