Fim das aulas


Na sexta-feira, 20 de agosto, as aulas acabaram e, além da tristeza pela despedida de nossos colegas e professores, sentimos também um alívio, pelo fato de não ter mais que acordar cedo todos os dias e ter que dar sequência a desgastante rotina.

De nossa experiência como estudantes em Vancouver, podemos concluir que essas três semanas foram extremamente válidas, porém não suficientes para saciar a sede de aprendizado. Ficou bem claro para nós que, se alguém quiser estudar em outro país, deverá, no mínimo, permanecer por dois meses, sendo certo de que se a estadia se estender por seis meses, o estudante terá tempo suficiente para se dedicar exclusivamente aos estudos durante a semana e aproveitar os finais de semana para fazer passeios e conhecer a região.

Ah, também é bom estudar inglês antes de viajar, para dar uma refrescada na memória com os princípios básicos de gramática e vocabulário. Se a opção é viajar com outra pessoa que fala a sua língua de origem (como o marido, a esposa, o irmão, um amigo ou um primo), ambos devem ter bastante disciplina para procurar falar apenas o inglês, não só nas aulas, mas também nas horas vagas.

Se quiser levar o curso a sério, de verdade, o estudante dever encerrar as aulas da tarde, voltar para casa ou ir para a biblioteca e… continuar estudando! Como nós, antes de tudo, estávamos de férias, decidimos nos divertir e estudar ao mesmo tempo, o que se tornou bastante cansativo. No entanto, nos despedimos de Vancouver bastante satisfeitos, guardando a certeza de que tudo valeu muito a pena.

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Harbour Centre e OUT LET


Este post tem um pequeno gosto de despedida, misturado com saudade, posto que nosso período em Vancouver está prestes a terminar. Assim, escreverei breves comentários sobre nossos últimos passeios.

Na última terça-feira (17 de agosto) aproveitamos a despedida de nossos amigos mineiros para, juntos, conhecermos e jantarmos no TOP OF VANCOUVER – REVOLVING RESTAURANT, localizado no Harbour Centre, uma torre construída na West Hastings Street, próxima à Waterfront Station.

O local é um dos pontos chiques da cidade (vale a pena ressaltar que o passeio não é dos mais baratos). Do alto da torre você pode saborear uma deliciosa refeição e bater um papo descontraído, enquanto o restaurante, vagarosamente, dá uma volta de 360 graus, mostrando todas as belezas da cidade, como o Stanley Park, a Grouse Mountain, o Stadium do BC Lions, a Holy Rosary Church, Landsdale Quail, Science World… enfim, do alto da torre pode-se visualizar toda a cidade.

Outro ponto que vale a pena conhecer é o OUT LET, localizado perto de New Westminster (uma cidade da grande Vancouver). O local é de fácil acesso, bastando pegar o Sky Train no sentigo King George e descer na 22 Street Station. Depois, pegue o ônibus #340 e desça na primeira parada (que não é muito perto da estação).

É verdade que o Out Let não é o paraíso das compras, mas tendo em vista os preços praticados no Centro da Cidade (e no Brasil), ele é bem vantajoso, principalmente em algumas lojas como a Tommy Hilfiger, Reebok e Calvin Klein. Então, dê preferência ao Out Let, no lugar de fazer compras no Centro.

Carlos Junior

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Vancouver Aquarium


Golfinhos, baleias belugas, leões marinhos, furões e até sapinhos azuis. Todos estes bichinhos (que normalmente você não vai encontrar no zoológico de sua cidade) “fixaram residência” com mais outros 70.000 animais, no Vancouver Aquarium – um mundo marinho localizado no coração do Stanley Park.

O aquário é mais um dos passeios obrigatórios na cidade, atraindo centenas de pessoas, entre adultos e crianças, todos os dias, das 9h30 às 19h. Esta é uma chance de se conectar ao mundo natural e aprender um pouco sobre a preservação do ambiente marinho.

Além dos enormes aquários com espécies de peixinhos tropicais, lulas, polvos, estelas do mar, águas vivas, corais e vegetais, podemos encontrar algumas aves, principalmente no setor que representa a Amazônia (onde até o clima quente e úmido eles procuraram copiar), além de jacarés e tartarugas.

Há, ainda, um cinema 4D e shows curtinhos, onde os golfinhos e as belugas (umas baleias brancas e pequenininhas, originárias do ártico canadense), entre outros, apresentam seus “dotes” para um público animado.

Pena que tivemos pouco tempo para aproveitar o passeio. Antes de comprar qualquer ingresso em Vancouver, procure se informar se haverá algum evento extraordinário no dia e no local a ser visitado, pois o Aquário, naquele dia, fechou mais cedo com este objetivo, e tivemos de correr para conhecer um pedacinho de tudo.

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Nossos amigos mineiros (ou viajando em família)


Já no primeiro dia de aula na ILSC, conhecemos Andrea, Wagner e Aila (Aila é irmã de Andrea que, por sua vez, é esposa de Wagner). Todos vieram de Minas Gerais e decidiram fazer o intercâmbio juntos, em família. Assim como nós, vieram para estudar inglês e se divertir, mas planejaram algumas coisas da viagem de forma diferente.

O tour deles teve início em Toronto (enquanto nossa viagem será encerrada naquela cidade) e, para permanecer em Vancouver, eles optaram por se hospedar em hotel – uma espécie de quitinete –, no Centro da cidade, abrindo mão da homestay. A opção nos pareceu excelente, já que as despesas (divididas por três) foram quase as mesmas que a nossas, e eles ainda economizaram no transporte (tendo a chance de ir a pé para a escola) e visitaram o Stanley Park todos os dias, para correr ou caminhar, já que se instalaram perto dele.

Nas viagens às cidades de Whistler e Victoria, o grupo foi nossa companhia constante, mas procurávamos (nem sempre com êxito) falar sempre em inglês (eles foram bem mais disciplinados do que nós, neste sentido!). Como já conheciam Toronto, Andrea nos presenteou com um “roteiro” daquela cidade, indicando as vantagens de se alugar um carro para visitar Niágara Falls e o outlet, como fazer um city tour pelos principais pontos turísticos e o que realmente valia a pena visitar.

Como neste final de semana eles foram à Rocky Mountain (o lugar “mágico” do qual todos falam, mas que, infelizmente, nós não tivemos tempo suficiente para conhecer) resolvemos nos reunir antes da partida deles, jantando no restaurante panorâmico do Harbour Centre, depois que visitamos, juntos, a Vancouver Art Gallery, com exposições fixas e temporárias de esculturas, fotografias, vídeos e obras de arte.

Despedimo-nos de Andrea, Wagner e Aila muito agradecidos pela nova amizade e pela companhia, certos de que a troca de experiências sobre as viagens foi valiosíssima. (PS.: Quando quiserem conhecer a Paraíba, sintam-se à vontade. Já sabem onde podem ser hospedar).

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E as praias?


Esse tempo todo em Vancouver e, nem eu, nem Junior, falamos das praias. Como é que pode? Acho que não demos muito importância porque, como moradores do Nordeste brasileiro temos a “quase certeza” de que temos as praias mais deliciosas do mundo. No verão, com uma temperatura média de 37º, entramos no mar sem medo da água estar gelada, porque ela está sempre agradável para refrescar o calor. Depois, é só tomar uma caipirinha ou água de coco, comer um caranguejo e voltar para casa felizes e satisfeitos depois de um domingo de sol.

Mas, para dizer que não falamos delas, eu fui com minha turma de “Comunication” no último dia de aula, uma sexta-feira, por volta das nove e meia da manhã. A praia escolhida pela professora foi a de KITSILANO. O que posso dizer é que ela é um tanto diferente das que temos na Paraíba.

Primeiro, que tem pouca gente vestida de roupa de banho e muita vestida de calça jeans e camiseta, bermuda e (como eu) short e moletom – porque, apesar do sol, o vento é congelante, em pleno verão canadense. Depois, tem um monte de troncos no meio da praia – sei lá para que servem… deve ser para o povo sentar e ver o mar. Vai saber. Ah, tinha ainda uma lanchonete enorme perto de onde estávamos e um banheiro público (pasmem: LIMPO).

Nem eu e nenhum dos meus colegas ousamos entrar na água. Gelada demais! Para matar a curiosidade, bastou colocar os pés e dizer que conhecemos o Oceano Pacífico.

Então, o que se faz em Kitsilano Beach? Joga-se vôlei, frisbee, baralho e conversa fora; lê-se um livro, come-se, bebe-se… enfim, conhece-se a praia. Aquela foi uma manhã interessante, de troca de e-mails, conversas finais, muitas fotos e despedidas. Mas, as praias que realmente deixam saudades estão distantes neste momento: lá no Brasil.

Giuliana Rodrigues.

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Victoria – Uma cidade muito charmosa


No sábado, 14 de agosto, acompanhamos uma excursão organizada pela escola ILSC e pela agência West Trek e fomos conhecer Victoria, a capital da British Columbia, estado em que estamos. Victoria é uma ilha localizada no extremo oeste do Canadá e o primeiro britânico a chegar lá foi o capitão James Cook, que deu início a colonização do local, por volta de 1779.

A cidade é um dos pontos mais próximos dos Estados Unidos, bastando apenas cruzar um trecho do pacífico para chegar às “Olimpic Mountains” (nos EUA), que podem ser vistas durante a viagem de ferry boat.

Victoria seduz por seus inúmeros e bem cuidados jardins, além de aparentar oferecer uma vida bem mais calma do que em Vancouver. O acesso para a cidade é uma atração à parte, pois o que eles chamam de “ferry” mais parece um navio de cruzeiro, composto por seis andares, todos com ar condicionado; Sendo que, no quinto andar, o usuário de dispõe de praça de alimentação, banheiros, lojas, terminais de atendimento bancário e internet sem fio, entre outras facilidades.

Indo à Victoria, não deixe de conhecer a Governament Street e caminhar perto do cais, ou se o dia estiver muito quente, descansar à sombra de uma árvore nos jardins do Palácio do Governo. Vale, ainda, conferir o Royal BC Museum, que oferece uma exposição interativa reconstituindo a época do Velho Oeste; o Butchart Garden e o Craigdarroch Castle, a casa do milionário canadense Robert Dunsmuir, construída em 1890, cujo dono sequer chegou a morar, pois faleceu antes de completada a obra, hoje transformada num pequeno museu.

A dica final é que, se você for à Victoria, provavelmente será um dia de calor, pois, segundo nosso guia Sean, a cidade é local mais quente do Canadá. Então, vá vestido com roupas frescas e beba muita água enquanto estiver por lá.

Carlos Junior.

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Sobre Rodas


Para se locomover sozinho, em muitas cidades do Brasil, um deficiente físico dependente de cadeira de rodas certamente passa por sérias dificuldades. Em Vancouver, isto não é problema para ele, bem como para as mamães com seus carrinhos de bebês, senhores e senhoras com suas “motoquinhas” elétricas, ciclistas, skatistas e outros do gênero, que utilizem rodas para ir de um lugar a outro.

Aqui, você não se adapta à cidade. A cidade se adapta a você! Os ônibus, por exemplo, dispõem, em sua parte dianteira, de um equipamento para que o ciclista instale sua bicicleta com segurança e siga viagem. As estações de metrô têm não apenas escadas convencionais e rolantes, mas também elevadores, para que cadeirantes e carrinhos de bebê possam ser elevados com mais conforto.

As calçadas têm rampas e todo lugar é acessível. Até no Sea Bus, uma espécie de ferry boat no oceano que liga Vancouver ao mercado de Lonsdale Quay, na ilha de North Vancouver, é possível ver pessoas indo e vindo carregando suas bicicletas e carrinhos “a tiracolo”.

Dificuldade, aqui, não é uma palavra comum. Para os habitantes que desejam ter acesso a todos os lugares, não há limites.

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Chinatown – Night Market


A nossa amiga Ju Nóbrega diria que a China tem uma filial em Vancouver. Ela está certa, mas não é só isso: Coréia, Taiwan, Japão, Vietnã e demais países de “olhinhos puxados” também mandam seus representantes (vocês não imaginam a Torre de Babel que é caminhar no centro da cidade, na hora do almoço!).

A China, em especial, ganhou um bairro em sua homenagem, o Chinatown, um lugar fascinante de se conhecer. Lá podem ser encontradas diversas lojas de presentes, especiarias, alimentos, shoppings e, em alguns espaços, casas, parques e jardins que lembrariam um pedaço de Pequim.

Uma dica de passeio legal (pelo menos para mim, que adoro feira livre, mercado, camelô, muamba e afins) é visitar o Chinatown Night Market nas sextas, sábados e domingos, das 18h30 às 22h. De meia soquete, capa para I-Phone, churrasquinho de batata, bonsai, quebra cabeça de madeira, chaveiros, porcelanas, brinquedos e até apresentação de karaokê, TUDO você pode encontrar no “mercado noturno” (que não é escuro, porque aqui só anoitece a partir das 22 horas).

Nosso último domingo (depois de um bom descanso em casa e uma passada rápida no Shopping Metrotown) terminou ao som de música chinesa (que não dá para entender, mas é engraçadíssima) em Chinatown, um lugar de parada obrigatória em Vancouver.

Giuliana.

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DESAFIO Grouse Mountain


A Grouse Mountain é uma montanha com uma pista (cheia de degraus, pedras, desvios, pinheiros e insetos) de 2,9 km, do chão ao o topo. Quanto mais você sobe, o ar fica mais rarefeito e mais você se desespera, pensando que ela não vai terminar nunca. Tudo isso não é motivo para afastar as centenas de pessoas, entre turistas e locais, que procuram subir, todos os dias, a Grouse Mountain.

(Ok, confesso: sou sedentária e preciso amar mais os esportes radicais. Então, enquanto considero isso um desafio, tem gente que vai simplesmente AMAR e até achar fácil completar a “prova”. Certamente, Junior teria se saído muito melhor se não tivesse de parar algumas vezes para esperar que eu descansasse um pouco e bebesse água – Ah, isso é certo: leve muita água).

Para economizar 40 dólares cada um, abrimos mão de subir a montanha confortavelmente instalados em um bondinho, e enfrentamos o desafio, completado em mais ou menos 2 horas. Se você optar por pagar, não tenha o mínimo peso na consciência, pois estará praticando uma boa ação: o dinheiro arrecadado com o passeio é revertido para um Hospital de Crianças com Câncer, beneficiadas com sua generosidade (e com sua preguiça).

Então, do passeio tiramos algumas lições para a vida toda:

- Foco no objetivo. Não importa se os outros seguem mais rápido, você deverá (e irá) completar seu percurso;
- Um passo de cada vez. Não adianta se intimidar com a distância e o cansaço para chegar ao topo da montanha. Se você subir um degrau de cada vez, sua tarefa será cumprida;
- No meio do delírio e das dificuldades, lembramos das pessoas que nos servem de exemplo (e se eles conseguiram, porque não conseguiremos também?!);
- Logo no início da caminhada, eu tive medo, e Junior me incentivou: “Giu, vamos em frente! Se conseguirmos chegar ao topo desta montanha juntos, venceremos qualquer outro desafio em nossa vida”. E assim foi. Subimos! O que vier pela frente será apenas mais um detalhe.

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Passeios que são QUASE uma cilada


Antes de iniciar o post, lembro que as opiniões emitidas aqui são apenas comentários individuais (e nos quais eu e Junior concordamos plenamente). Portanto, se você, caro leitor, quiser seguir as dicas dos livros, revistas, guias e manuais sobre Vancouver, vá em frente, pois sua impressão pode ser totalmente diferente da nossa.

“Conheça uma Fábrica de Cerveja e aprenda como se faz!” – Se você receber uma proposta como esta, fuja! Vá procurar outra coisa para fazer! Normalmente, este é um dos passeios propostos pelas escolas para os alunos acima de 19 anos e eu e Junior nos entusiasmamos com a possibilidade de participar do processo artesanal de produção de cerveja. Pagamos e passeio e, ao chegar lá, com um grupo de mais ou menos 12 pessoas, tivemos uns 20 minutos de explicação, entramos numa câmara fria usada no processo de fermentação e, no final, pudemos “enlatar” cinco cervejas, cada um, e levá-las para casa. PONTO POSITIVO: durante a explicação você pode beber até dois litros de cerveja (se agüentar). A cerveja é forte, mas não é gostosa. E atenção, muito cuidado com excessos: o guia não se responsabiliza em levá-lo de volta para casa.

THE OLD SPAGHETTI FACTORY – Um dos restaurantes mais tradicionais do Canadá tem franquias em Victoria, Whistler, New Westminster, Richmond, Langley, Abbotsford, Banff, Calgary, Edmonton, Winnipeg e Toronto, e vive quase sempre cheio. Por quê?! Porque a FAMA é a alma do negócio, meus caros! Bom, convenhamos: o restaurante é lindo, bem decorado com móveis de época (tem até uma réplica de um bondinho na filial da Gastown Street), o refrigerante tem refil gratuito e as garçonetes são muito simpáticas. No mais, o espaguete da sua mamãe ou da vovó deve ser bem melhor. (Bem, levemos em conta que, para o nosso paladar, o molho de tomate é muito ativo e apimentado).

Dr. Sun Yat-Sen Classical Chinese Garden – Esse tal Dr. Sun devia ser o CARA mesmo! Ele devia ter juntado uma grana, fez um jardim chinês bem legal e bonitinho (com laguinhos, florzinhas, pedrinhas e bonsaizinhos) e deixou para a posteridade ganhar dinheiro com isso. Listado em absolutamente todos os guias turísticos sobre Vancouver, achamos que seria uma desfeita se não visitássemos o tal jardim. Fomos e, como estava quase fechando, escapamos de pagar a entrada de 14 dólares por cabeça. Se você estiver di$po$to e amar tirar fotos em jardins, bom passeio.

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