A Lenda do Casaco Perdido


Este é um post curto e ilustrativo, apenas para mostrar o grau de civilidade, educação, respeito e, principalmente, honestidade, que existe em Vancouver.

Na sexta-feira, 06 de agosto, durante a pequena maratona de uma hora e meia para chegar ao Museu de Antropologia, eu não percebi que, ao descer do ônibus, não estava mais com o moletom que Giuliana havia ganhado de seu irmão e cunhada no último aniversário. Pensei: “Que m…! Perdi o casaco!”

Mesmo um pouco chateado, continuei o passeio, enquanto Giu tentava buscar informações com o segurança do museu que, gentilmente, nos forneceu os telefones da Translink (empresa que gerencia o transporte público da cidade).

Mais tarde, enquanto Giu tentava, atrapalhadamente, fazer uma ligação num telefone público, Mia, uma professora que guiava sua turminha de crianças no museu, se ofereceu para ligar de seu próprio telefone celular e obteve todas as informações sobre como encontrar o casaco. Ela nos informou que, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, deveríamos nos dirigir à seção de achados e perdidos, localizada na estação “Stadium Chinatown” do skytrain.

Apesar de não pensar na possibilidade de reaver o casaco, fiquei feliz com o canal de pronto atendimento e com a afabilidade das pessoas no trato com “desconhecidos em apuros”. Na segunda-feira seguinte, demos uma passada na seção para tentar encontrar o casaco, que, infelizmente, não estava lá.

Tudo bem. Seria organização (e sorte) demais para um lugar só. Desencanamos do casaco e fomos curtir a cidade. Três dias depois, como quem não quer nada, resolvemos arriscar outra tentativa no Achados e Perdidos.

Após sermos atendidos e descrevermos o objeto perdido, a solícita atendente, Nora, trouxe-nos o moletom num cabide, protegido numa capa plástica, parecendo novo! Algo INACREDITÁVEL para os padrões brasileiros, mas normal aqui em Vancouver. Prova disso é que, no mesmo momento em que éramos atendidos, vimos um rapaz recuperar seu celular BlackBerry. Sensacional! Não tinha como não ficar impressionado.

Já em casa, Lisa nos disse que, certa vez, Thomas havia perdido sua carteira com documentos e dinheiro e, inacreditavelmente, ele conseguiu recuperá-la na mesma seção, com todos os documentos e a quantia exata. A pessoa que a achou não mexeu numa só moeda!

Então, fica a dica para casos similares: se perder alguma coisa em Vancouver, não se desespere. Você não deve vacilar com seus objetos, mas as pessoas são suficientemente honestas para devolvê-los e prestar auxílio para você encontrá-los.

Galeria de fotos:

2 comentários
Comente

Maratona STANLEY PARK


O Stanley Park, em Vancouver, é um dos maiores parque do mundo (cobre uma área de 400 hectares numa península), considerado como Sítio Histórico Natural. Lá, existem diversas atrações, como o Vancouver Aquarium, quadras de tênis, locais para piquenique, piscinas públicas, lanchonete, áreas de lazer e parquinhos para crianças, praias e uma baita pista de caminhada e ciclismo, que começa no Canadá Place e contorna toda a extensão do parque, chamada Sea Wall.

Na terça-feira, 10 de agosto, após a aula da tarde, caminhamos sozinhos por 10 quarteirões até chegar ao Stanley Park. A boa dica, para quem não tem muito tempo para explorar todas as possibilidades do parque (que são muitas) é alugar uma bicicleta na Spokes, no final da Geórgia Street. Um modelo simples sai por 8,50 dólares a hora, com direito a capacete.

Pegamos nossas bikes e começamos nosso roteiro percorrendo os 8,8 km que contornam o parque. O passeio, que deve ser feito sem muita pressa, revela diversos cenários inesquecíveis, como a vista dos prédios de Downtown, a beleza dos barcos ancorados no porto, o pôr do sol sob a Lions Gate Bridge, os totens, a alegria das pessoas curtindo um final de tarde no verão canadense, enfim, no Stanley Park é possível materializar a expressão “qualidade de vida”.

Contornamos o parque em aproximadamente uma hora e 45 minutos, com direito a pit stop para comer um prato de peixe com batatas fritas. Na volta, outra caminhada, desta vez para voltar para casa, exaustos, mas recompensados pelo maravilhoso tour.

Carlos Junior.

Galeria de fotos:

8 comentários
Comente

Gastown e Metrotown


Após um sábado inesquecível em Whistler, tivemos um domingo típico em Vancouver, com MUITO frio, céu nublado e uma chuvinha insistente. Com o clima desfavorável, ficamos em casa e aproveitamos a cortesia de Lisa, que nos preparou um autêntico brunch (breakfast + lunch) canadense, com ovos, batata e salsichas assadas com maple.

Segunda-feira, após a aula, caminhamos pela Gastown, uma rua muito charmosa e de fácil acesso, que fica próxima à Waterfront Station. Lá podem ser encontradas diversas lojas de souvenir, com preços mais em conta para presentinhos de amigos e familiares. Vimos ainda o STEAM CLOCK, um relógio a vapor que é um dos pontos mais tradicionais da cidade.

Em seguida, fomos conhecer o Metrotown, um shopping enorme situado pelo de uma estação de skytrain que leva seu nome. Muitas lojas, neste mês de agosto, estavam em promoção, mas, como não tínhamos objetivos definidos, fizemos apenas uma rápida “vistoria” pelas lojas.

Ainda em Metrotown, jantamos num restaurante grego chamado Opa!, que, diga-se de passagem, não tinha nada de mais, pois pagamos quase 20 dólares só para comer alface e espetinhos de camarão e carneiro. Turista (que quer conhecer novidade e fugir de Mc Donalds) sofre!

Finalizando o passeio, atravessamos a rua e entramos na Best Buy, uma das lojas de eletrônicos mais conhecidas da América do Norte. Ao voltar para casa, após as 9h da noite, seguimos com nossa amiga mais constante da viagem… não, não se trata de uma pessoa, mas da “ladeira” que dá acesso a nossa homestay, uma verdadeira prova de fogo que nos ajuda a queimar todas as calorias do dia.

Carlos Junior.

Galeria de fotos:

7 comentários
Comente

Sweet Sweet Vancouver


Viagens são ótimas para experimentar novos sabores! Se não corrêssemos o risco de voltar para o Brasil uns dez quilos mais pesados, eu e Junior ainda teríamos muito, muito o que provar, o que comer. Fica aqui neste post uma parte dessas delícias: os doces e novidades que temos testado, ou apenas visto nas vitrines afora. Então, o que não conseguirmos descrever aqui, vale a pena ser visto na galeria de fotos (pois uma imagem, às vezes, vale muito mais).

Caminhando pela Robson Street, uma vitrine fantástica, digna de cinema, nos fez entrar na Rocky Mountain Chocolate Factory, só para olhar as maçãs do amor que mais pareciam obra de arte. Não compramos nada, mas fomos muito bem atendidos e experimentamos pedacinhos de marzipã.

À noite, Lisa e Thomas nos levaram à La Casa Gelato – Ice Cream Store, uma das sorveterias mais famosas aqui de Vancouver. Lá, estão disponíveis 218 sabores de sorvetes e é possível provar todos, até decidir o que colocar no cone de biscoito. Junior levou as escolhas a sério, experimentado os sabores mais bizarros que via pela frente: curry, wasabi com maçã, gengibre, maçã com queijo cheddar, manga com pimenta, chá verde, blue cheese… já pensou?! No final, ele acabou com banana e mamão papaya, mesmo.

Ah, outra coisa super popular aqui em Vancouver são as cafeterias. As pessoas são apaixonadas pela americana Starbucks Cofee, e as lojas (há uma em cada esquina) estão sempre lotadas. No entanto, a concorrente canadense Tim Hortons, em minha opinião, é muito melhor (além de cappuccinos mais gostosos, tem preços e atendimento melhores). É lá, também, que se tem a chance de experimentar os famosos “donuts” e os “TimBits”, que, cá pra nós, é quase a mesma coisa que o nosso brasileiríssimo “sonho” de padaria.

Aproveitando a oportunidade (sinto muito informar, mas a ocasião me permite), os tão falados “muffins”, para nós, não passaram de simples bolinhos “bate-entope”, como chamamos na Paraíba. Ou “bolinho de saia”, “bolinho de cueca” ou “cup cake”, para quem quiser enfeitar. Simples assim. Se os muffins não agradaram, jamais diremos a mesma coisa dos chocolates (Kit Cat, Oh!Henry e Coffee Crispy são alguns deles) que, por sinal, não sei porque ainda não chegaram nos supermercados mais próximos no Brasil.

Galeria de fotos:

0 comentários
Comente

Amigos árabes


Em minha sala de aula na ILSC há uma professora da Bósnia, alunas mexicanas, uma brasileira, italianos, coreanos, chineses, japoneses e… árabes! Sem dúvida, de todas as nacionalidades, são estes os que mais me fascinam.

Tenho tido muitas oportunidades, dentro e fora da escola, de conversar com Sultan, Ahmad, Ashwaq e Eshraq (são irmãs), Abdo Latif, Hamad e Turki (este é casado com Sara, uma das mulheres mais lindas que já vi em minha vida, e tem um bebê chamado Abdhulla) sobre os costumes da Arábia Saudita.

Até então, pouco sabia, mas agora já sei que naquele país o calor é de até 50 graus, que os árabes não comem carne de porco ou derivados (como o bacon, por exemplo), e que os homens podem ter mais de uma esposa (se quiserem) – no entanto, sobre isso, eles me disseram que não é regra, pois se o casal está feliz, não há necessidade de colocar mais uma mulher dentro de casa.

Quando os filhos se casam, todos passam a viver juntos numa casa enorme. As garotas começam a usar aquele véu, a “Abaya”, logo que ficam “mocinhas” (ou “grandes”, como os rapazes dizem), não há uma idade certa. As casadas, geralmente, cobrem o corpo e o rosto inteiro, deixando apenas os olhos de fora. É indicado aos rapazes não beber, não fumar, não fazer tatuagens e… não usar colares (???).

No último final de semana, de uma só vez, Turki visitou com sua esposa e filho a Grouse Montain e as cidades de Whistler e Victoria. Isso tudo porque nesta quarta-feira, 11 de agosto, começou o Ramadan e, por um mês inteirinho, eles têm de regrar a alimentação (apenas uma refeição por dia), os passeios e fazer cinco ou mais paradas nas atividades, diariamente, para rezar.

Mas quem pensa que com tantas regras os árabes são sérios ou chatos, ledo engano. Todos os “saudi arabian” foram especialmente simpáticos, atenciosos, amigáveis e até engraçados, concedendo-me, com gentileza, a oportunidade de conhecer ainda mais suas tradições.

Giuliana Rodrigues.

Galeria de fotos:

12 comentários
Comente

WHISTLER: enfim, a neve!


No nosso primeiro sábado da viagem fomos conhecer Whistler, uma pequena cidade a 133 km de Vancouver, que também foi sede das Olimpíadas de Inverno 2010, recebendo as provas de snowboard, bobsled, ski, saltos com ski, entre outras.

Pela primeira vez, desde que chegamos, enfrentamos um tempo chuvoso e frio. Desde a hora em que saímos de casa para encontrar a turma da escola a chuva foi nossa companheira, e assim permaneceu até chegarmos a Whistler, mais ou menos uma hora e meia após a saída em frente à ILSC.

Antes de chegarmos em Whistler, fizemos uma parada de 30 minutos em Brandywine Falls, uma cachoeira encantadora. Essa parada foi apenas um aperitivo, já que quando chegamos ao nosso destino fomos surpreendidos por outras paisagens tão bonitas quanto.

Como, até então, nunca tínhamos experimentado o contato com a neve, não tivemos dúvidas em pagar um pouco mais para subir (numa espécie de bondinho que eles chamam de gôndola) até o topo da montanha Peak 2 Peak. Ir à Whistler e não subir às montanhas é o mesmo que ir ao Rio de Janeiro e não conhecer o Cristo Redentor, ou ir ao Egito e não ver as Pirâmides. Então, desde já, fica não o conselho, mas a “ordem”: se for à Whistler, pegue a gôndola e suba as montanhas!

Em cima delas, pudemos, enfim, brincar com a neve, tirar muitas fotos e nos render ao impulso quase infantil de moldar um boneco de neve, que, com a ajuda dos colegas, foi possível. Não precisa dizer quão frio estava, mas, só para ser “do contra”, eu estava usando camiseta, casaco e… bermuda! Era frio, mas não dava para matar (só Giu, que quase congelava!).

Após mais ou menos uma hora e meia no pico da montanha, tomamos um chocolate quente na cafeteria que há no topo e retornamos à Whistler Village, uma vila linda, cheia de lanchonetes, restaurantes e lojas que, inclusive, estavam em liquidação, pois havia muito movimento na cidade devido a um campeonato de mountain bike.

Encerrando o passeio, Kari, nossa guia californiana, levou-nos ao Parque Nacional de Shannon Falls, onde descobrimos outra magnífica cachoeira dentro da floresta. Após 12 horas de tour, entre o sol e a neve, regressamos para Vancouver, tendo a certeza absoluta de que tudo valeu a pena.

PS.: Dizer que é organizado é pleonasmo. Mas por onde passamos resta claro que todos os parques e belezas naturais são muito bem aproveitados para fazer dinheiro, tendo todos eles uma pequena loja de souvenir, banheiros e uma cafeteria, para o conforto dos visitantes.

Por Carlos Junior.

Galeria de fotos:

12 comentários
Comente

Museum of Anthropology


O Museu de Antropologia de Vancouver, citado como uma das sugestões do livro “1000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer”, é um verdadeiro tesouro da história, arte e cultura nativas. Nesta sexta-feira, aproveitamos que as aulas na International Language School of Canada (ILSC) terminaram mais cedo e seguimos para o Museu, logo depois do almoço.

No dia anterior, Junior foi ao Centro de Informações Turísticas (em frente ao Canadá Place – em Downtown) e pegou tíquetes para a visita, fazendo com que economizássemos 28 dólares. O único incômodo foi a demora para chegar lá: Saímos do Centro, pegamos o metrô para a estação Broadway City Hall, depois o ônibus B99, até a Universidade de British Columbia, onde paramos e entramos em um novo ônibus, que circula apenas dentro do Campus. Toda essa “viagem” durou pouco mais de uma hora.

O importante é que o passeio vale a pena. O museu abriga uma das mais importantes coleções de arte indígena da costa oeste, que preserva desde roupas, instrumentos e máscaras, até totens, esculturas e utensílios, organizados entre mais de 15 mil artefatos. E, para não ser diferente de todos os outros lugares de Vancouver, há um lugar reservado para tomar um café, ao lado de uma lojinha de souvenires.

Galeria de fotos:

8 comentários
Comente

O Melhor da Primeira Semana


A primeira semana em Vancouver está terminando – ainda nos restam duas! Passado o impacto inicial com a diversidade de culturas e com a organização da cidade, já nos sentimos parte deste contexto. Neste ritmo de novidades, tivemos algumas boas experiências que marcaram nosso primeiro contato com “Vancity”. Assim, listamos abaixo o que de melhor aconteceu neste período (não necessariamente citados em ordem de importância).

1. Uma boa homestay, comida fresca, churrascos (de hambúrguer ou salmão), amigos do mundo todo e muito aprendizado;
2. Bar sushi – na Seymour Street, em frente à entrada da Granville Station. Comida japonesa de alta qualidade a um bom preço;
3. Artistas de rua espalhados por toda cidade, adicionando trilha sonora aos nossos passeios;
4. London Drugs – o que era para ser apenas uma farmácia é quase um supermercado. (As garotas vão amar as incontáveis prateleiras de maquiagem de todas marcas, das mais finas até as populares);
5. Translink – a empresa de gerenciamento do trânsito e transportes da cidade serve de modelo para quem quiser aprender e copiar como se trata bem quem depende de transporte público;
6. Sears, Pacific Centre Mall, The Bay, Winners, Future Shop e Dollarama. Lojinhas e lojonas para quem quer gastar ou apenas olhar e conferir as novidades. Embora os preços não sejam muito atrativos na maioria delas (exceto na Dollarama, onde tudo custa de 1 a 3 dólares) são todas perto das escolas de inglês no Centro;
7. Verão em Vancouver – o clima neste mês de agosto está perfeito e ensolarado, muito parecido com o do Brasil em época de verão. Isso facilitou nossa adaptação (mesmo assim é bom não esquecer o agasalho, já que pode gelar no fim do dia).
8. Canadá Place – em frente ao Centro de Informações Turísticas de Vancouver, na Burrard Street. Trata-se de um centro cultural, que abriga salas de convenções e mais parece um grande barco a vela;
9. Novas amizades – entre os colegas das salas de aula, brasileiros ou do mundo todo, host family e amigos dos amigos, dentro de uma semana infinitas possibilidades se abriram;
10. A beleza das flores coloridíssimas e dos jardins.

Galeria de fotos:

3 comentários
Comente

Império Otomano nas ruas de Vancouver


Um intercâmbio em Vancouver oferece a grande vantagem de integrar o estudante não apenas com a cultura do Canadá, mas com o mundo inteiro! Sem querer repetir tudo que já foi falado sobre a cidade, é inevitável chegar aqui e não se impressionar com este grande caldeirão cultural.

Nesta quarta, durante nosso costumeiro passeio “pós aula” pela Granville Street, em Downtown, fomos surpreendidos pela demonstração de uma espécie de banda militar do antigo império otomano, hoje representado pela Turquia. A banda, chamada “Mehter”, composta por cerca de 15 músicos, sérios e compenetrados, impressionava pela força dos tambores e beleza da indumentária.

Em poucos minutos, foi formado um grande grupo “pra ver a banda passar, tocando coisas de…” guerra?! Sim, de guerra. É que, segundo a história, a banda otomana acompanhava os guerreiros durante as batalhas, espalhando o terror entre a população adversária ou acompanhando a vitória numa cidade recém conquistada, utilizando a música como uma das suas melhores armas de guerra.

Ainda bem que, aqui em Vancouver, como o império que reina é o da paz, os espectadores apenas se divertiram, aplaudiram e sorriram com alegria!

5 comentários
Comente

Our homestay


Nós temos mesmo muita, muita sorte! Ouvimos dizer que alguns estudantes não se adaptam tão facilmente às famílias que os hospedam, mas conosco foi realmente impressionante.

Lisa e Thomas são um jovem casal (ela tem 30 e Thomas 34 anos), casaram há cerca de dois anos. Ainda não tem filhos, nem bichinhos de estimação, mas vivem numa casa charmosa, da década de 50, e cuidam do jardim, da horta no quintal, de todos ao afazeres domésticos, reciclam o lixo e têm um tanque de compostagem de material orgânico, usado também para adubar as plantinhas.

Lisa é professora de inglês e ensina principalmente a crianças estrangeiras, cujos pais migraram para Vancouver. Ela é descendente de chineses e adora cozinhar, especialmente alimentos frescos e comidas chinesas. Além disso, no café da manhã, deixa tudo fácil, ao nosso alcance, nos dando toda liberdade para abrirmos a geladeira e os armários quando quisermos. O melhor de tudo é que ela sempre nos dá uma dica de como falar melhor as palavras e frases mais difíceis.

Thomas, o marido dela, nasceu em Vancouver, é editor de filmes de cinema e passa boa parte do tempo nos set de filmagem. Oferece-nos ótimas dicas sobre aparelhos eletrônicos e lugares a conhecer. Assim como Lisa, ele é super paciente quando conversa conosco, tirando todas as dúvidas. Um dos hobbies do casal é jogar frisbee – um esporte comum aqui em Vancouver – com um time (que participa de competições, inclusive).

Nesta terça, quando voltamos da aula, eles estavam preparando uma espécie de churrasco canadense, o “barbecue”, no deck da casa, e haviam convidado Laurence, um amigo de origem vietnamita. Podemos dizer, com certeza, que este foi um dos melhores momentos que tivemos até agora! Os rapazes beberam cervejas canadenses, comeram as castanhas de caju que trouxemos de presente do Brasil, e abrimos uma garrafa de vinho, enquanto o hambúrguer era assado na churrasqueira. E tudo estava uma delícia!

Foi também uma excelente oportunidade de treinarmos nosso “english”, em conversas bastante descontraídas. Acreditamos que quando partirmos de Vancouver, depois de três semanas, não levaremos apenas saudades, mas deixaremos grandes amigos.

12 comentários
Comente