A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original – parte 2/4


Tínhamos até umas opções de filmes para assistir durante o vôo, mas o áudio não estava funcionando, nada que eu não pudesse suportar durante umas 17 horas seguidas. O nosso vôo para Atenas na Grécia, teve uma escala em Paris. Quando finalmente chegamos em Atenas, após umas 20 horas voando, saímos do aeroporto rumo ao centro da cidade para procurar um albergue.

Agora éramos nós, por nós mesmos. Não tínhamos reservas, não conhecíamos ninguém, não falávamos grego, não sabíamos como chegar no centro histórico da cidade. Resultado? Foi uma das melhores loucuras aventureiras da minha vida. A cada dia eu escalava um Everest dentro de mim. A cada fronteira atravessada, sentíamos uma sensação de vitória e superação.

Quando telefonava para casa, minha mãe sempre dizia para não me preocupar que estava dando pra levar as coisas, mas eu percebia que ela não estava contando tudo. Quando falei com a minha irmã, ela me disse que as coisas no cursinho estavam se complicando, foi aí que eu decidi mandar um pouco da grana que eu tinha para ela pagar a mensalidade. Não foi necessário, pois na mesma semana ela recebeu o salário dela de uma só vez. Nem acreditei na notícia, quando ouvi. Mais um problema superado.

Eu havia levado 1500 euros (+/- 45 euros por dia) em dinheiro e mais um cartão de crédito internacional. Com certeza, esse foi o dinheiro mais bem empregado da minha vida. Aprendi grandes lições de vida, pois, quando queremos mudar as coisas ao nosso redor, precisamos começar de dentro.

Seguimos desbravando Grécia, Itália, Áustria, Rep. Tcheca, Alemanha, França, Espanha e Marrocos. Ufa! Andávamos o dia inteiro. Acordávamos cedo e íamos dormir por volta das 11 ou meia noite. Acampamos somente uma vez, em Florença, para economizar um pouco de dinheiro. Acordei com o barulho de chuva e o corpo todo dolorido, devido não termos levado nenhum emborrachado para fazer o papel do colchão.

Usamos trem pra atravessarmos a Europa inteira e alugamos um carro no Marrocos, já que a malha ferroviária era pequena e os ônibus que levavam de uma cidade à outra eram muito demorados.

A carteirinha do alberguista internacional (HI), não ajudou muita coisa. Só pelo fato de ter menos de 26 anos, já conseguia muitos descontos. A carteirinha mundial do Estudante, também foi muito útil. Já o cartão de crédito internacional, usei-o para pagar algumas viagens de trem mais caras, pois não tínhamos nenhum eurailpass.

Deu pra se virar com o inglês na maioria dos lugares. Quando não dava, eu ia na mímica mesmo, ou tentava algumas palavras no idioma local com o pequeno dicionário para viajantes que pegamos da Internet. Muito útil. Você precisa ser bem cara de pau mesmo, perder a vergonha e se fazer entendido mesmo que precise plantar bananeira e imitar um macaco.

Sempre que chegávamos em alguma cidade, procurávamos o Centro de informações turísticas, dali recebíamos mapas, dicas e tirávamos muitas dúvidas. Também procurávamos saber onde estavam os cyber cafés e os mercadinhos.

Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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