A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original – parte 3/4


Quando o albergue não oferecia o café da manhã, nós comprávamos tudo nos mercadinhos à caminho de algum lugar. Eu sempre comprava frutas e um pote de iogurte para o café da manhã, um ou dois sandwiches naturais com uma garrafa de suco para o almoço. Voltei mais magro, porém eu comia muito entre as refeições. O desgaste foi devido a nossa maratona diária.

A cada nova descoberta, eu ia percebendo como é bom viajar de mochila. É tudo muito mais simples e enriquecedor. Nada de frescuras, nada de depender dos outros, quem tem que resolver todos os seus problemas é você. Você muda mesmo! Mas não pense que vai ficar melhor do que os outros. Você vai ficar melhor do que você mesmo. E os outros te agradecerão por isso. Pode ter certeza!

Quando voltei para o Brasil, parecia que nada mais poderia me segurar. Nossa que sensação de dever cumprido! Parecia que eu tinha feito algo eu realmente tinha que fazer. Minha irmã tinha conseguido acertar as contas e a mensalidade do cursinho. A minha mãe tinha começado a vender doces e balas aqui no condomínio e já tinha muitos fregueses. Esse dinheirinho que ela estava conseguindo ajudou a comprar provisões no período em que eu estive fora e até hoje tem sido uma das fontes de renda aqui em casa.

O dinheiro do meu imposto de renda caiu dias depois de eu ter voltado da viagem. Ótima hora. Aproveitei e acertei alguns pagamentos do cartão de crédito (gastos durante a viagem). Foi aí que vi como Deus me ajudou durante esse período. Tinha tudo para dar errado e acabou sendo uma das experiências mais maravilhosas de toda a minha vida.

Ainda durante a viagem uma amiga havia me dito que a banda que eu mais curto (UNITED – Austrália) ia se apresentar aqui no Brasil duas semanas após o meu retorno. Não bastasse essa ótima notícia, ainda seria num estádio de futebol que fica a uns 15 minutos da minha casa. Com certeza o ano de 2006 era o meu ano! Tava tudo acontecendo na seqüência. E cada dia mais eu percebia que estava completamente apaixonado por Deus. Não só pelas coisas boas que estavam acontecendo, mas também pelas coisas ruins que eu já tinha passado em anos anteriores e continuávamos juntos, como pai e filho.

E não terminou por aí não! O show foi indescritível. Havia mais de 40 mil pessoas na fila, quando uma chuva torrencial caiu, mas ninguém saiu e assim que o show começou, a chuva parou. Naquela noite, aquele lugar se transformou num pedacinho do céu. Chorei pra caramba ouvindo e cantando aquelas músicas, as minhas preferidas. O melhor é que eu estava com alguns dos amigos mais especiais, lembrando dos momentos da viagem em que batia aquela saudade. Lembrando que dias antes, eu estava do outro lado do mundo realizando um sonho. A sensação que senti naquele momento é que aquilo era só o começo, pois a mente que se abre a uma nova idéia…

Jamais voltará ao seu tamanho original.
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Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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