A Viagem

africa do sul de cape town ao lion park

Minha viagem para a África do Sul começou a ser planejada com meses de antecedência. Há uns dois anos eu colecionava panfletos da CI em casa, pesquisando as opções de mochilão, intercâmbio e trabalho voluntário. A ideia só surgiu, no entanto, quando comecei a pensar no que faria das minhas férias e em como essa poderia ser minha última chance de fazer um intercâmbio, algo ainda inédito para mim.

Estudando na Good Hope Studies, o intercambista tem duas opções de hospedagem: residência estudantil e casa de família. A residência estudantil reúne intercambistas do mundo todo e oferecem praticidade no transporte para a escola, já que fica logo ao lado de uma estação de trem. Já as casas de família, localizadas nos subúrbios da cidade, podem oferecer maior contato com a população local e com uma cultura diferente. Acabei optando pela casa de família.

A partir daí, a África do Sul foi a opção mais lógica. Desde pequena, naquela fase que toda criança tem de sonhar em ser veterinária, tenho uma vontade enorme de conhecer a África. Com o passar do tempo, fui conhecendo questões que iam além da vida selvagem e da natureza, como a cultura e a história. Lembrando das opções que a CI oferecia, não tive dúvidas e logo defini o que queria fazer nas minhas férias: intercâmbio na Cidade do Cabo e trabalho voluntário no Lion Park. Fui à agência mais próxima checar preços e disponibilidade e, umas duas semanas depois, a viagem estava fechada.

O intercâmbio na Cidade do Cabo é em uma escola chamada Good Hope Studies. A Good Hope tem duas sedes na cidade: uma no centro e outra num subúrbio, chamado Newlands. Por mais que a sede de Newlands fosse bem atraente, com sua piscina e espreguiçadeiras, optei pela Good Hope do centro da cidade, por ser mais próxima de restaurantes, lojas e atrações turísticas.

Depois de decidir as questões relativas ao intercâmbio, de um mês de duração, comecei a planejar a segunda parte da viagem: o trabalho voluntário. Há uma grande variedade de trabalhos que podem ser feitos na África do Sul, desde voluntariados em asilos até resgate de animais selvagens ameaçados, passando por trabalhos com crianças carentes ou vítimas de AIDS. Por mais que todos fossem extremamente relevantes e, com certeza, oferecessem experiências incríveis, não conseguia tirar o Lion Park da cabeça.

O Lion Park, próximo à cidade de Joanesburgo, não é nem um zoológico, nem uma reserva. É um local que, além de abrigar animais ameaçados, como o leão branco, recebe visitas de crianças de várias comunidades sul-africanas e turistas dos mais variados lugares. Lá, o voluntário pode exercer funções que vão desde receber visitantes e trabalhar com o caixa, até limpar e alimentar os animais. Todos os voluntários, no entanto, independentemente da função, podem ter contato com os animais do parque. As grandes estrelas são, é claro, os filhotes de leão, com os quais os voluntários podem brincar e passear.

No parque, os voluntários dormem em alojamentos, que são tendas equipadas com energia elétrica e água quente, e fazem as refeições no restaurante do parque. O problema, pelo que dizem, é dormir no meio de todo o silêncio de uma reserva africana, preenchido apenas pelos rugidos dos leões e “risadas” de hienas. Mas isso é o que ainda vamos ver…

Abaixo, o esquema da viagem:

Dia 8/12 – Chegada à Cidade do Cabo
Dia 9/12 – Início das aulas na Good Hope Studies
Dia 6/01 – Saída da Cidade do Cabo com destino a Joanesburgo e início do trabalho voluntário no Lion Park
Dia 20/01 – Volta para casa

Juliana Medeiros

Juliana Medeiros

Estudante de jornalismo decidiu sair do lugar-comum e partir para um novo destino. Sozinha. Estudar inglês na Cidade do Cabo combinado com trabalho voluntário no Lion Park, próximo a Joanesburgo. Acompanhe aqui.

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