…Amsterdã


Pela primeira vez andei de trem na Europa, nossa!! Todo mundo diz que é muito melhor se deslocar por lá de trem e após essa viagem, o único trecho previsto de trem, posso confirmar e me certificar que sim, e há pelo menos três motivos muito claros pra essa afirmação: primeiro seria o conforto, a outra seria a possibilidade de se chegar na estação de trem apenas 15 minutos do horário previsto de saída e por último, e muito importante, a facilidade da estação de trem ser no centro da cidade…

Então, depois de ter uma viagem muito tranquila até Amsterdã, mais uma vez com a minha “big mala na mão”, mochila nas costas e o endereço na outra mão, estou eu de novo a procura do meu hostel, mas antes disso passei no centro de informação turística e adquiri um passe para transporte público durante 48 horas, que seria o tempo exato que ficaria na cidade… Nesse mesmo lugar você pode comprar um passe de duração de 48 horas, que uma vez pago, você não precisará pagar ingressos para algumas atrações da cidade, mas não me interessei por ele, pois o meu tempo era curto e queria uma experiência mais flexível, pois acredito que a viagem é mais proveitosa, não pelo número de atrações a se visitar, mas sim a qualidade e a vivência em cada atração, que deve ser tão emocionante quanto a de curtir o tempo por lá, tipo entrar e sair a hora que quiser, mas o único detalhe que de ser preocupado mesmo são os horários e dias de funcionamento da localidade a ser visitada.

Mas, antes de chegar na parte do hostel, gostaria de perguntar, quem conhece a história de conto de fadas.. “ João e Maria “? pois então, me senti como se tivesse participando dessa história, pois apesar de ter o endereço na mão, e ter chegado no lugar previsto.. não achava o hostel de jeito nenhum, e demorei um tempo até achar, mas antes disso, vi o carro do hostel, vi uma motocicleta do hostel, ou seja, encontrei “ as migalhas do Joao e da Maria” e dei várias voltas até que finalmente achei o hostel Stayokay, também da hosteling international, detalhe, a minha última ajuda pedi para um hotel, que tinha a motocicleta do meu hostel na frente, achei um pouco justo eles saberem, afinal, havia uma sinalização do hostel em frente ao hotel dela, hahaha.. mas ai quando achei finalmente, vi todas as sinalizações possíveis que indicavam sua localização, aífiquei pensando: “meu, como não vi isso antes?”, mas enfim…

Dessa vez compartilhei quarto com outras pessoas e inclusive tinha uma brasileira no mesmo quarto que o meu. Amsterdã foi o lugar onde encontrei inúmeros brasileiros, até então, não tinha visto em nenhum lugar de Frankfurt…

Bom, depois que deixei as minhas malas no hostel, peguei a minha máquina fotográfica e me aventurei a conhecer a cidade, sem rumo nenhum, para ser sincera…. e eu particularmente amo fazer isso, pois é uma sensação de liberdade, apenas ir e sair andando, sem ser guiada por um mapa ou controlada pelo relógio, afinal o único compromisso que você tem é com você mesmo….

Confesso que fiquei meio impressionada a maneira como Amsterdã se movimenta, pois são milhares de bicicletas de todos os lados, brigando por passagem com os carros, com os “tram” e as motocicletas e com os pedestres… é realmente muito louco, e eu como pedestre, tive que ficar mais que atenta com as bicicletas e tomar o maior cuidado para não ser atropelada, principalmente na hora de tirar foto.

Ao contrário de Frankfurt, Amsterdã estava friozinho, apesar do sol tímido que aparecia.. então, apesar de cedo, foi nesse exato dia que joguei tudo pro alto e me dei ao luxo de chegar ao hostel umas 17h00, mais ou menos, deitar e dormir, pois apesar de estar com vontade de fazer cada minuto valer a pena conhecendo o lugar, chega uma hora que o seu corpo pede um sono digno, e além do mais teria o dia inteiro pela frente no dia seguinte…, então ok! dormi e depois acordei, ainda estava claro, e foi que me deparei com uma francesa, uma senhora já, que me deu algumas dicas de lugares a se conhecer, mas eu queria fazer algumas coisas e tals e ela não me largava nunca, mas tudo bem, ela era adorável e fiquei conversando com ela um bom tempo…

Depois sai para jantar e comer dignamente, fiquei procurando algum lugar bacana e vi um letreiro de um restaurante que me interessou e escolhi comer “pasta”, mas então só tinha eu no restaurante e confesso que me arrependi de ter entrado e já era tarde demais, e realmente não curti a comida de lá, mas já que ia pagar por ela, rs, tive que comer… e após passear um pouco mais, voltei pro hostel, tomei um banho e fui tentar fazer algumas “amizades” , mas o negócio tava fraco por lá, incrivelmente encontrei muitos pré-adolescentes e confesso ter achado estranho, mas fazer o que? Então, não tive muita escolha, tomei uma cerveja típica da cidade e fui dormir…

No dia seguinte acordei e tomei um super, mega café da manhã… e a partir daí, dou mais outra dica, é super comum as pessoas pegarem uma fruta, um lanche e levar como “lanchinho”, pois eles normalmente não almoçam, e na hora do almoço eles comem algum lanche, e foi isso mesmo que fiz…

Então, comecei o meu dia e o cronograma era alugar uma bicicleta por algumas horas, ir a biblioteca, uma indicação da minha amiga Ana Carolina, que esteve em Amsterdã por duas semanas antes, ir ao museu da Anne Frank, do Van Gogh, ir ao parque Voldepark e por último fazer um passeio de barco pelos canais da cidade, mas então, obviamente percebi que o meu tempo estava curto, tinha pelo menos meio dia pra fazer isso tudo, então peguei uma mapa da cidade (tive que pagar por ele, eles não dão de graça de jeito nenhum) então, sugiro que você imprima um antes de vir pra cá, anyways, decidi as minhas prioridades que foram: 1- Biblioteca, 2- Parque Voldepark (na hora do almoço) 3- Museus da Anne Frank e Van Gogh e por último o passeio pelos canais.

A biblioteca de Amsterdã é FANTÁSTICA, tem 6 andares (sendo que o último tem um restaurante) e você consegue ir pra sacada e ter uma visão da cidade “MAGNIFECENT” , e depois que passei pela biblioteca me deparei com um prédio bem bonito e foi aí, nesse instante que eu achei o NEMO, hehehe…

Bom, depois de visitar o Nemo, peguei o Tram, fui até o hostel e comprei os ingressos para o museu do Van Gogh e o passeio pelo canal da empresa, Blue Boat, comprei lá, pois havia um desconto para as pessoas que estavam hospedadas, e depois disso fui ao parque, que é o quintal do hostel praticamente, então estendi a minha canga na grama e fiz o meu lanche, traquilamente, e fiquei observando as pessoas. Depois de relaxar, vi que já estava tarde, então fui atrás do museu do Van Gogh, e nisso nada planejado, achei no meio do caminho, o lugar pra “Turista tirar foto” nas famosas letras I AMSTERDÃ.

Bom, o que dizer da experiência de visitar o museu do Van Gogh, no mínimo Sensacional, e quando vi aquele quadro “Bedroom”, quase chorei, pois, me fez lembrar das aulas do primário de educação artística, que a professora pedia para “observar e desenhar o quadro”, uau!!!, e pensar que estava vendo ele pessoalmente, além dos quadros do Van Gogh, havia quadros de outros artistas, muito bons mesmo, além de uma exposição de Picasso, que tinha vindo de Paris. Fiz um passeio de pelo menos 2h30 pelo museu, mas no final saí correndo pra pegar o passeio do canal que deveria ser feito até as 18h00, apesar dele ser feito o dia inteiro, se não me engano de meia em meia hora, anyways, fiz o passeio por esse horário, e foi bom também, pois pude descansar um pouco… pra ser sincera, não curto muito fazer os passeios de “turista”, mas às vezes devo me render… foi um passeio bem interessante, é uma maneira diferente e de ver a cidade.. é uma passeio de 75 minutos, então acho que vale a pena fazê-lo, e gostei muito dessa experiência, afinal, não é só em Veneza que se faz esse tipo de passeio, convenhamos…

E por último, o museu da Anne Frank, que haviam me certificado que o horário de fechamento era às 21h00 e de acordo com uma amiga, era uma visita que dava 1 hora, então beleza, cheguei no museu e me fez lembrar muito o museu do Holocausto que fui em WDC, EUA, pois era um museu que dividia as salas com trechos dos diário dela, a antiga casa da refugiada Anne Frank e da sua família judia, mas só isso de semelhante, pois o destino da Anne Frank não foi a mesma do refugiado do outro museu. A experiência de estar nesse museu foi muito boa e mais uma vez nos faz pensar sobre essa época de tristeza da humanidade, o legal deste museu também é que no final há uma sala no qual o público pode interagir com questões de choques culturais apontadas nos dias de hoje…

Após o passeio, fui ao hostel descansar, pois afinal, o meu dia seguinte seria corrido, rumo a Londres… mas aí vocês me perguntam: Você nem ao menos andou de bicicleta em Amsterdã? Bom, eu não tive coragem e além disso o meu tempo era curto, mas se você tem muito tempo e coragem pra andar de bicicleta em Amsterdã então, Good Luck!

Ahhhhh uma dica, experimente o bicoito stroopwave, muito gostoso!!

E sobre o coffee shops, vocês não vão me perguntar se me aventurei neles, respondo que não, pois não preciso desse tipo de coisa para aproveitar a vida!!!!!

No próximo post conto como não só foi a minha visita a Londres, mas como foi a minha saga pra chegar até lá…

Bom, já que por enquanto é só isso, vou por aí…

Jaqueline Lima

Jaqueline Lima

A #ViajanteCI embarca sozinha e vai contar as aventuras pela Europa.

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