Avalon, o Santo Graal e todo o carinho do interior da Inglaterra.


Muitos planos para hoje! Bem, iniciei minha jornada pelo centro de informações turísticas que fica aqui bem perto do albergue. Por falar em albergue, gostaria de falar um pouco desse onde estou. Num geral, a estrutura do albergue não é nota mil, mas a localização é exelente! Gosto de ficar em lugares perto da estação de trem ou ônibus, porque não preciso ficar andando muito com a mochila nas costas. Tenha certeza que é exaustivo andar de uma ponta a outra da cidade com um peso enorme nas costas!
Seguindo…

Eu queria chegar em Shaftesbury, mas mudei os planos depois que o pessoal do information center disse que eu levaria no mínimo três horas só para chegar lá, sem contar que antes de chegar lá, eu tinha que descer em outra cidade e tomar mais um ônibus. Como eu ainda queria conhecer Glastonbury, resolvi pegar outro rumo. No novo planejamento, eu teria que ir para Wells e de lá tomar outro ônibus para Glastonbury.
No caminho para Wells uma moradora de Wells sentou do meu lado e como é típico do pessoal do interior, ela puxou um papo comigo. Estava um pouco apreensivo no começo, mas achei o inglês dos interioranos muito mais fácil de entender, sem contar que ela era super simpática! E quando eu falei que era do Brasil então? Ela só faltou beijar as minhas mãos! hahaha O que será que se passa com esse pessoal? Ainda bem que somos tão bem quistos em outros países, pelo o menos em todos os que eu passei até hoje, a reação é sempre a mesma.

Quando eu pedi informação para chegar no information center de Wells o ônibus inteiro começou a querer me ajudar. Você deve descer no mercado! Não, acho que é perto da livraria! Enfim, a senhora que estava do meu lado, desceu comigo do ônibus e outras senhoras me levaram até o centro de informações turísticas de Wells. Quanta honra! rsrsrs Fiquei até sem jeito!Bem, tudo isso me ajudou a decidir despender algum tempo conhecendo melhor a pequena e medieval cidade de Wells. Muito caprichada e organizada.

Fui para Glastonbury e como sempre faço cheguei no centro de informações turísticas para obter mapas e orientações específicas sobre as coisas legais para se fazer na cidade. Coisas legais? A cidade estava cheia de coisas incríveis para fazer. Eu teria que ser bem ninja para aproveitar bem.
Primeiro visitei a Glastonbury Abbey, famosa pela lenda de ter abrigado o túmulo do Rei Artur e pelo espinheiro que fica atrás da abadia. Diz-se que o espinheiro nasceu a partir do bastão de José de Arimatéia, que teria percorrido o local 60 d.c. tentando converter a Inglaterra ao cristianismo.
Quando cheguei na abadia, encontrei um senhor muito figura tecendo alguma coisa manualmente, pensei ser algum monge. Um dos atendentes da abadia me influenciou a conversar com ele, resultado? Ele me contou muuuita coisa sobre a abadia e sobre como tecer usando uma técnica milenar.
Ele me disse que o espinheiro da abadia, estranhamente dá flores no natal e na Páscoa, sendo que no natal uma muda de flores é levada para a rainha Elisabeth em Londres.
Quando saí da abadia, o figurinha com cara de ‘mago’ me disse que era um bom garoto e teria um futuro brilhante! haha Que bom!

No caminho para a Glastonbury Tor, uma igreja em ruínas do século 14, parei para conhecer o Somerset Rural Life Museum. A entrada é gratuita, mas nem por isso o museu deixa de ser interessante! Você realmente está entrando numa pequena fazenda.
Ainda a caminho da Tor, passei por um lugar chamado Cálice Well. Mas o que era isso realmente? Depois que descobri, percebi que Glastonbury é realmente um lugar abarrotado de lendas fortíssimas. Imaginem só um jardim muito bonito, cheio de flores e muito verde. Pense numa fonte com água jorrante constantemente, agora imagine que o cálice da Santa Ceia (O Santo Graal) foi derramado nessa fonte, tornando-a milagrosa! Isso mesmo, você pode até beber essa água que sai da boca de um leão. Não bastasse tudo isso, quando cheguei no portão de entrada do tal lugar, a senhora muito simpática que me atendeu contou que muitos brasileiros visitam aquele lugar, mas ela não sabia exatamente porque. Penso que seja por que existem muitos brasileiros interessados em coisas sobrenaturais. Além disso, ela me falou que se você colocar um pêndulo sobre a fonte, ele mexe sozinho e formando uma flor. O mesmo símbolo aparece em lugares místicos de outras partes do mundo, mas no Brasil e nos Estados Unidos o símbolo é diferente, formando um código geométrico no planeta! Que estranho não? Não estou bem certo se exatamente assim, mas foi o que eu entendi. Existe um tal de código geométrico sobrenatural no planeta.

Bem, continuei no caminho da Tor acabei me confundindo com a sinalização. Resultado? Subi pelo caminho que todo mundo desce! Rsrsrs Mas foi bem legal pela magnífica paisagem que eu pude contemplar durante a subida. Quando finalmente cheguei na Tor, notei porque muitas pessoas acreditam que aquele lugar é na verdade um portal para outras dimensões! Por quê? O vento lá é fora do normal! Uma poderosa corrente de ar parece passar bem no meio das ruínas daquela velha igreja. Você mal consegue ficar de pé! Até gravei um rápido vídeo para vocês terem a sensação.
Tinha um pessoal lá em cima quando eu cheguei. Uma galera meio mística, deitaram no chão, abriram os braços no centro do ‘portal’, tocaram um sino estranho. Eu só fiquei vendo, mas o negócio era meio mágico realmente!
Pra descer de lá, foi uma guerra! Eu pensei que era um tufão e eu estava prestes a ser carregado, segurei a câmera na mão com muita força e gritei: ‘Leve tudo, menos a câmera!’

Para resumir, voltei para Wells e ainda deu pra rodar pela cidade esperando a hora de tomar o ônibus de volta para Bath. Chegando em Bath ainda fui conhecer a famosa estrutura arquitetônica do Royal Crescent, pois é, o Sol aqui só sumiu perto das 9:30pm.
Uma coisa que eu gostaria de falar para vocês é que estou muito contente pelo fato de os interioranos serem tão amistosos. Ah, o pessoal que trabalha no albergue aqui em Bath (Backpackers Hostel) é muito show. São umas figuras! Também conheci duas irlandesas muito legais aqui no albergue. E não é tão difícil para entender o inglês delas. Como disse, no início da conversa eu sempre falo que estou estudando inglês e todos são bem prestativos para ajudar e se fazerem entendidos.
De uma coisa eu estou certo! Fazendo um mochilão, você percebe que tudo aquilo que você planejou vai ficando para trás, pois as suas expectativas são maravilhosamente superadas! Você pode até pensar que vai ser só mais uma cidade, mas numa junção básica de tempo e espaço, TUDO PODE ACONTECER!

Galeria de fotos:

Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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