Batu Caves: macacos, religiosidade e paz

272 degraus. 29 macacos. 136 turistas de todas as nacionalidades com suas máquinas fotográficas e celulares em punho. 6 turistas de quatro nacionalidades diferentes assustados com os macacos, que acabam de furtar uma maçã de uma turista belga mais distraída. Uma estátua de 43 metros de altura do deus hindu Murugan. Inúmeras belezas naturais e muita religiosidade. E isto é só a descrição do trajeto do chão até a entrada da primeira das três cavernas – com idade aproximada de 400 milhões de anos – que compõem o complexo de cavernas de Batu Caves, a 14 km do centro de Kuala Lumpur, na Malásia.

Eles são os "donos do pedaço", ou quase
Eles são os “donos do pedaço”, ou quase

O local, sagrado para os hindus, é roteiro obrigatório para aqueles que visitam KL (maneira como a capital malaia é abreviada e conhecida por aqui). O espaço também é palco de um dos principais eventos religiosos dos hindus fora da Índia: o Festival Thaipusam, que atrai cerca de 1 milhão de pessoas todo ano. Detalhe: essa galera toda, entre hindus, locais, turistas e curiosos, chega na Batu Caves após 8 horas de caminhada, saindo do centro de KL. Apenas para constar, o islamismo é a religião praticada pelo povo malaio, embora outras crenças sejam permitidas.

O deus Murugan está sendo restaurado à espera do próximo festival, previsto para 9 de fevereiro de 2017

A caverna principal tem entrada franca e é a maior de todas. Ela é preenchida por várias estátuas, estalactites e dois templos hindus, um à esquerda de quem entra e o segundo após mais um lance de escadas, já dentro da “gruta”. Neste, se você der sorte como eu, pode até fazer uma “boquinha for free” – saboreando sem garfo ou faca e com muita pimenta, no melhor estilo indiano, um preparado especial feito lá mesmo e oferecido pelo templo para aqueles que vão orar ou para quem está só passeando.

Fazendo uma bonequinha na caverna. E põe pimenta!
Fazendo uma boquinha na caverna. E põe pimenta!

O complexo proporciona belos clicks.
O complexo proporciona belos clicks.

As duas outras cavernas também são bem interessantes, sendo que a Dark Cave (Caverna Negra/Escura) promove passeios guiados ao preço de R$ 30,00 (45 minutos de duração) e 70,00 (de 3 a 4 horas de duração, apenas aos finais de semana). Nela, além de morcegos e de uma das aranhas mais raras do mundo, a trapdoor spider – ou aranha de alçapão – o visitante também pode “sentir” (porque ver é impossível) como é o chamado “escuro absoluto”.

A caverna principal é realmente bastante grande. Esta é uma parte dela.

Como chegar: há diversas opções para se chegar a Batu Caves: táxi, trem ou ônibus.

  • O táxi custa em torno de R$ 25,00 a R$ 30,00 cada perna da corrida (ida e volta).
  • O trem, que sai da estação central de KL (Sentral Station, com S mesmo!), dá cerca de R$ 10,00 ida e volta.
  • Mas, o blog, claro, foi de busão – pelo custo equivalente a R$ 4,00 (ida e volta). De ônibus, números 173 ou 11 (que sai do Central Market), o trajeto leva cerca de 50 minutos, dependendo do tráfego.
Salus Loch

Salus Loch

Salus Loch é jornalista, advogado, escritor e fotógrafo amador, mas, acima de tudo, é um apaixonado por contar histórias e conhecer o mundo. Cada canto dele, se possível. Neste blog ele vai narrar, através de reportagens e fotos, um pouco de suas andanças – que cortam, no momento, o Sudeste Asiático. Detalhe: assim como você, ele evita gastos desnecessários em viagens. Os mochileiros irão gostar!

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