Berlin 1: mal chegando e já “saindo”…


Há alguns dias atrás, estive na famosa e belíssima cidade de Berlin – capital da Alemanha. Claro que eu estava esperando encontrar uma grande e interessante cidade, mas não sabia que a paixão por aquele pedaço da Alemanha seria tão grande. E no primeiro dia na cidade, dois city tours espetaculares!

Combinei com mais 4 amigos (Murilo, do IAESTE Contanz; Bruna, de Karlsruhe; Denise, minha colega de trabalho; e Lindsay, cantora brasileira fazendo mestrado em Karlsruhe) de pegarmos o trem da madrugada, já que a viagem de Karlsruhe até Berlin duraria quase 9 horas. Já na ida, um problema nos fez atrasar 5 horas da viagem: o trem que iriamos baldear foi trocado de trilho na estação de Frankfurt – mas nós não percebemos a mudança, perdendo a conexão. Como o trem da madrugada é especial e de tarifa mais reduzida, não sai com muita frequência… e, assim, tivemos de esperar por 5 horas o novo trem!


Ach so! [Ah, sim!!!] Trens que cruzam o país tendem a fazer várias paradas pelo percurso, pegando ou deixando passageiros em trechos específicos. Ao comprar um bilhete de trem pela empresa DB (Deutsche Bahn), sempre peça pelo itinerário, ou seja, pelo programa de paradas intermediárias do trem. Este “roteiro” traz o horário de todas as paradas do trem, bem como as baldeações necessárias para se chegar no destino. Mesmo assim, ao fazer uma baldeação, cheque no placar oficial de chegadas-partidas de trens a plataforma do seu novo trem!!! Não confie exclusivamente no plano impresso! Foi por confiar apenas no plano impresso que eu perdi a conexão em Frankfurt para Berlin (eu esperava na plataforma 13, como estava impresso no bilhete, enquanto o trem saía da plataforma 10!). Caso você não queira se preocupar com baldeações, os trens ICE são expressos – ou seja, só fazem paradas ultra-necessárias. O ponto negativo é que os ICE são trens de luxo, cujas passagens são muito mais caras que as linhas convencionais. No caso de você perder o trem e tiver que passar a noite por lá, procure saber se existe uma “Bahnhofs Mission” na sua estação de trens (uma espécie de posto de pernoite), aonde vc pode ao menos sentar-se em um lugar quente e tomar uma água ou café até o momento da partida.

Com uma ajudinha de um italiano gente boníssima que remarcava as passagens lá em Frankfurt, conseguimos pegar um trem ICE mesmo tendo pagado uma tarifa normal (!). Para nossa sorte, chegamos em Berlin com uma economia de 4 horas – já que o ICE não faz paradas e viaja na velocidade máxima dos trens alemães: 300 km por hora. E assim, de ICE, conseguimos chegar na maior cidade da Alemanha com apenas 1 hora e meia de atraso do plano original!!!

Berlin, já à primeira vista, é espetacular. Para quem espera encontrar uma cidadezinha bucólica, pacata e arrumadinha, Berlin mostra-se um monstro da força de expressão popular. Aqui, pelos muros das casas ou vidros dos trens urbanos, a pixação praticamente deixa de ter um significado de vandalismo, sendo vista como uma marca típica da paisagem e ornamentação berlinense. Cada milímitro de tinta parece ser um desabafo sobre a história da cidade. Os prédios altos e a arquitetura confusa, o trânsito agitado e os milhares de sex shops fazem contraste com parques altamente cuidados e monumentos históricos de emocionar até lutador de boxe. Berlin é um turbilhão eterno de possibilidades, e uma das cidades mais surpreendentes que já fui na minha vida. Apenas perfeita.

Ao chegarmos no albergue (A&O Hostel am Zoologischer Garten, 12 euros a diária, reserva pela internet gratuita, ótima estrutura e localização), percebemos o porquê de Berlin ser considerada uma das cidades mais movimentadas do planeta: praticamente todos os quartos estavam ocupados, e as ruas estavam fervilhando de turistas. O sol brilhava forte e, logo depois de nos instalarmos, pé na rua!

Depois de comer algo na rua, partimos para o encontro do FREE TOUR (leia a “dica valiosa” de hoje para melhores detalhes). Do ponto de encontro no Zoologischer Garten |zô-o-ló-ji-xár gár-ten| [jardim zoológico], seguimos o guia até o Brandenburger Tor |brandenbúr-gar tór| [portão de Brandenburgo], aonde pudemos escolher qual tipo de tour iríamos fazer e a língua do guia.

(Falarei mais sobre o tour que escolhemos no próximo post, com fotos e vídeo diretamente de um dos lugares mais assustadores que já entrei na minha vida. Cheque o blog amanhã para entender…)

Ao voltar do tour da tarde, corremos de volta para o albergue para nos arrumar para… mais um city tour! História, passado, artes?! Não, não pela noite de uma das cidades mais agitadas do mundo! Vocês devem estar se perguntando que city tour é esse, então… “Pub Crawl Drinking Tour” é a resposta!!! Doze euros garantem uma volta guiada por 4 bares super maneiros e 1 big boate no final da noite. A concentração para a saída é em um barzinho com várias mesas na calçada, e aonde a cerveja é liberada por 1 hora. Depois disso, os mais de 100 participantes foram seguindo os guias ao longo da Oranienstraße |ó-rrâ-nín-xtrá-sse| (uma das ruas mais badaladas de Berlin) e, quem não se perder ou ficar meio “alto” demais (ou ambos!), consegue chegar até o final do tour, depois de passar por cada bar mais maneiro que o outro e suportar os shots de drinks pela caminhada. Bem… só para ilustrar essa história… eu não cheguei até o final do tour! (hhehehehehehe)

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DICA VALIOSA #8: TOUR MULTILINGUÍSTICO, DE ALTO NÍVEL e… GRATUITO!
Um grupo de guias teve uma idéia muito maneira: se juntaram para oferecer tours gratuitos para os turistas nas maiores cidades da Europa. É simples assim; basta você ir ao ponto de encontro na cidade desejada em algum dos horários disponibilizados pelo grupo e, dali, escolher o seu tour (caso eles tenham tours temáticos) e a língua do seu guia (que pode ser francês, espanhol, alemão, inglês…). No final da travessia, é de bom grado agradecer o trabalho do guia com uma gorjeta pelas informações prestadas (não há limites, sendo que um valor interessante varia entre 5 e 15 euros). Confira mais informações sobre os FREE TOURS em http://www.neweuropetours.eu/ .

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E no post de amanhã… o tour que fizemos na tarde do primeiro dia (que eu fiz questão de omitir aqui, senão o post ia ficar gigantesco – além de aquele fabuloso tour merecer um post exclusivo). Preparem o coração para a “concentração”…

Até a próxima!

Galeria de fotos:

Rafael Guimarães

Rafael Guimarães

Rafael é estudante de Engenharia Florestal e vai estagiar em uma das melhores empresas do setor, na Alemanha. Além, claro, aproveitar para se divertir na Europa. Acompanhe aqui

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