Cinco estações de metrô do mundo que valem a viagem!

Na arquitetura, um “duelo” é bem frequente em pranchetas e cavaletes: forma X função. De um lado, há quem aponte que um prédio deve ser, antes de tudo, um prédio. Do outro, há quem defenda que não há porque negar beleza a algo que já cumprirá necessariamente sua função. Se levamos nessa “disputa” para o campo das estações de metrô espalhadas pelo mundo, vamos encontrar algumas que reúnem de maneira primorosa as duas características. E é disso que fala este post. (:

Aberta em 1957, a T-Centralen, estação central de metrô de Estocolmo (capital da Suécia), é um dos maiores exemplos de que o belo também pode ser funcional. Desenhada pelo arquiteto Erik Gunnar Asplund, a Centralen pulsa como um coração, recebendo cerca de 200 mil pessoas por dia. Se comparados com os 851 mil habitantes que a capital possui, temos um quarto do total passeando por seus pisos de mármore e observando suas paredes azuis, folheadas, profundas e calmantes.

O começo dessa ideia veio ainda nos anos 50, quando os artistas Vera Nilsson e Siri Derkert sugeriram a integração de obras de arte e exposições às novas estações de metrô. Hoje, são mais de 140 artistas expondo temporaria ou permanentemente em cerca de 90 estações. Dá uma olhadinha na foto abaixo e diz se não é tudo isso.

Continuando nosso tour pelas estações de metrô mais fantástica do mundo, descemos por um bom tempo – para poder contemplar tudo – na estação central de Munique, a Hauptbahnhof. Inaugurada em 1839 e reconstruída em 1960, a estação recebe mais de 350 mil passageiros por dia. Mas, claro, nem sempre foi assim.

Quando erguida, a Hauptbahnhof nem nos limites de Munique ficava e apenas uma linha fazia o caminho entre sua sede e Lochhausen, uma distância de pouco mais de 15km. Em 172 anos, muita coisa mudou: a estação ganhou 31 outras plataformas, além de estações de trem intermunicipais e de longa distância, levando passageiros para Áustria, Suíça, França e Itália. O visual da casa de tantos caminhos não poderia ser mais fantástico.

Ainda na Europa, chegamos à expressão artística russa em forma de estação de metrô. Elektrozavodskaya chegou ao mundo em 1944, e carrega em seus trilhos a força e a imponência de dois Vladimirs, um Schuko e outro Gelfreich, que projetaram a estação e a alçaram ao patamar de beleza incontestável.

Mármore espelhado no chão, luzes deixando tudo claro como uma tarde bonita, a Elektrozavodskaya nasceu ignorando a Segunda Guerra e segue encantando turistas do mundo inteiro. A guerra, porém, não deixou de influenciar, rompendo a tradicional influência da arquitetura stalinista e abrindo espaço para trabalhos mais modernos.

Atravessando o oceano e chegando às Américas, dois exemplos praticamente insuperáveis. Na capital dos EUA, Washington, John F. Kennedy quis destacar o espírito de excelência americano e o frisar a dignidade de seu governo na arquitetura da estação, ao invés da solução mais barata. Foi daí que nasceu a Metro Center Station.

Inaugurada apenas 13 anos depois de sua morte, em 76, a estação é uma obra de arte em concreto e aço, desenhada por Harry Weese. Pés-direitos altos, muita luz natural e ar eclesiástico fazem do lugar um espaço de deslocamento prazeroso. A elegância e o interesse em mantê-la é tamanho que não é permitido comer na estação.

E por fim, chegamos a São Paulo, com a gloriosa Estação da Luz em destaque. Construída há 144 anos, o espaço surgiu como parada da então recém chegada Companhia São Paulo Railway, funcionando como ligação com o interior e o litoral do estado. Sua estrutura de ferro fundido, desenhada pelo engenheiro inglês Henry Driver, foi trazida diretamente da Inglaterra e montada no Brasil e entre 1990 e 2000 passou por uma série de reformas encabeçadas pelos arquitetos Paulo e Pedro Mendes da Rocha (pai e filho), que a ligaram ao Museu da Língua Portuguesa.

O maior motivo de beleza da estação é a representatividade histórica: sua torre durante muito tempo foi marco na cidade e a estação está localizada a importantes marcos culturais de São Paulo. Se tudo isso não fosse suficiente, haja luz e espaço de respiro dentro da estrutura. Tão lindo que só vendo.

E aí, bateu aquela vontade de tomar um avião ou o metrô? Difícil, né? (;

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