Dias bem ‘África’ por aqui!

Os últimos dias por aqui foram divertidíssimos e bem corridos (por isso demorei para escrever, e por isso também, este post ficou enorme. Mas se você quer conhecer um pouco mais sobre a  Cidade do Cabo e seus arredores, vai lá buscar um café e fique a vontade para ler até o final =)

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Fora o tempo do trabalho nos projetos, (que esgotam a nossa energia) tento equilibrar o tempo para descanso com o tempo para a bagunça, hehe! (porque afinal estou de férias, e assim que voltar para o Brasil, já volto para a labuta).

Mama Tradicional Healer

Na semana passada fomos conhecer  uma Mama Tradicional Healer, aqui em Masi. (Depois de duas semanas já estou íntima e posso chamar a favela de Masiphumelele carinhosamente de Masi 😉.  Uma tradicional healer aqui na África do Sul é uma espécie de “curandeira” na comunidade, que recebe as pessoas com problemas físicos e espirituais. As “tradicionals healers” acreditam no poder dos ancestrais e por meio deles buscam a cura para as doenças.  Pedimos a mama que desce a cada um dos voluntários um nome na língua Xhosa. Recebi o nome de Thembela, que significa “aquela que põe a confiança e a esperança em algo maior”.  Achei interessante porque a Mama nem sabia nada sobre mim, e como católica, busco esperar e confiar em Deus (maior).  Entrar na casa dela, conhecer os rituais e olhar nos olhos dessa mulher foi uma experiência muito rica, não dá pra descrever, foi bem ‘África’!

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Aula de Surf

No mesmo dia que fomos conhecer a tradicional healer, fomos também para a aula de surf (ilário!). A aula faz parte de uma das atividades do programa de voluntariado, então lá fomos nós! A praia escolhida foi Muizenberg. Linda! Se você ‘der um google’ as primeiras coisas que vão aparecer  são as casinhas coloridas (como as da foto abaixo) e um monte de surfistas!

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Aquelas duas horas de aula entraram para a lista de insanidades que valem a pena cometer em Cape Town. Bebi muita água gelada e salgada, virei a prancha de ponta cabeça inúmeras vezes, gritei e ri escandalosamente curtindo as ondas (deitada na prancha, lógico! O máximo que consegui foi ficar agachada. Precisava de mais uns dias de aula, e de engolir mais alguns litros de água do mar pra conseguir ficar em pé!) Foi divertido! Eu recomendo! Mas se você não tiver muito preparo físico que nem eu, se prepare para uns dois dias de dor nos braços.

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Kalk Bay

Na sexta-feira, dia 22, foi dia de beber, cair e levantar! Brincadeeeeeeira! A You2Africa promoveu um encontro de voluntários em um bar de uma das praias mais badaladas aqui de Cape Town, a Kalk Bay! Os bares ficam na beira do mar, bem legal! Mais legal ainda foi que eles pagaram os drinks!  Bebi o Mojito mais doce da minha vida! Mas estava bom! Na mesma noite fomos ainda num bar Cubano, o Cape to Cuba. Apesar das imagens de Che Guevara,  das folhas de tabaco penduradas no teto, o lugar tinha um clima bem agradável! Enquanto a galera se acabou na tequila, eu só bebi o famoso springbok, uma dose de amarula com menta (bem delícia!) Foi divertido, mas como no dia seguinte a subida a Table Montain nos esperava, não ficamos muito tempo por lá.

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Table Montain

Sábado, 23, foi dia de encontrar a alma da cidade arco íris, a Table Montain. Na verdade, desde o avião na chegada à cidade, já é possível ver uma das sete maravilhas da natureza, mas no sábado foi dia de enfrentá-la a pé, até seu topo. Foi um desafio maior que a Lion’s Head, que eu já contei aqui. A Lion’s Head tem cerca de 600m de altura, já a Table Montain tem 1085 m. Levamos pouco mais de duas horas pra subir a Montanha Mesa. “Devagar  e sempre” foi o lema. A emoção de chegar lá em cima é indescritível, de verdade. A vista é incrivelmente sensacional e faz com que toda aquela dor nas pernas tenha valido a pena. Lá em cima, você percebe que realmente ela tem um formato de mesa. Tudo plano. É possível caminhar bastante, ver as espécies que lá habitam e morrer de frio. Não tenho noção da temperatura que enfrentamos lá, mas foi um frio que me fez tirar a mão do bolso poucas vezes para fotografar. Para descer, optamos pelo bondinho . A descida dura de 5 a 10 minutos  e o mais diferente é que o chão do bondinho vai girando, e então você tem uma vista 360º! Nas fotos: 1.topo da montanha e a cidade toda lá em baixo; 2. zoeira na imagem do bondinho, na fila antes de descer.

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Curiosidade: Um dos motoristas da You2Africa, que carrega a gente por aqui, me disse que ao redor da Table Montain é possível identificar 12 “morros” anexos a ela (meu, não sei como descrever isso, mas dá pra ver nas imagens), e que esses “morros” são os 12 apóstolos na Santa Ceia.

Ainda nestes últimos dias fomos as compras! No Centro de Cape Town há um lugar chamado Green Maket, vulgo ‘camelódromo artístico africano’! Bem legal, mas perigoso, porque como eu já contei aqui, os vendedores são tão simpáticos que corre o risco de você gastar toda sua grana e não ter trocado para voltar pra casa de trem. Falando nisso, o trem aqui é bem precário (sujo, antigo), mas funciona e liga regiões distantes da cidade.

Stellenbosch 

Para aumentar a zoeira do 7×1 por aqui,  mais um brasileiro chegou nessa semana =) e como ele a vontade de pegar um carro e sair dirigindo por aí! Foi o que fizemos no último domingo. Fomos para Stellenbosch, uma cidadezinha que fica a mais ou menos uma hora de Cape Town, e que é o polo de produção de vinho de toda a África do Sul. A estrada pra lá é linda, vai beirando a praia e as montanhas que tem uma vegetação bem “África” mesmo , aquela “savana” que a gente vê nos livros de geografia. Curiosidade: tem muito “copo de leite” aquela flor branca, bonita!

Em Stelenbosch, há mais de 300 vinhedos! Conhecemos dois: o Blaaukwklippen, e o Avontuur, onde fizemos o wine tasting, vulgo “beber um pouquinho de cada tipo”. Delícia! Almoçamos em um restaurante que fica em uma plantação de morangos (I S2 Strawberry!)  e que vende espantalhos para a agricultura (fotos).

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Na volta a bateria do iphone do Alexandre (o brasileiro que se aventurou a dirigir pelo lado esquerdo do carro) acabou e tivemos que seguir a intuição e algumas placas para chegar em casa, sem o Waze.  Para fechar o domingo, vimos o pôr do Sol em uma rodovia chamada Champmans Peak Road. Sabe aquele céu do O Rei Leão? Então, foi exatamente daquele jeito: o Sol caindo no mar e o laranja, amarelo e azul colorindo o céu fazendo qualquer um ficar de boca aberta, olhar pra cima e dizer “Deus, valeu!”. Termino este post com essas fotos do ‘sunset’, vai que você também olha pra cima e diz, “Deus, valeu!”. Em breve mando mais notícias =)

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Natália Paula

Natália Paula

Encontrou no trabalho voluntário a oportunidade para seu investimento fosse além do benefício próprio e gerasse uma troca: troca de cultura, experiências e de afeto

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