Dicas para quem ama viajar e fotografar

Quem viaja e conhece novos lugares quer sempre trazer e guardar as melhores lembranças das coisas que viu. Uma das formas de fazer isso é trazendo souvenirs e objetos que lembrem os lugares visitados.

Outra opção, a preferida da maioria dos viajantes, é o registro fotográfico. Neste post, vamos apresentar uma brevíssima história da fotografia e dar muitas dicas de como você pode aproveitar da melhor forma as belezas e curiosidades dos lugares que visitar.

Brevíssima história da fotografia

Fotografia é a técnica de fixar imagens da vida real numa superfície sensível utilizando a luz como matéria-prima. A primeira fotografia tirada mais ou menos do modo como a conhecemos hoje foi feita em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce. Mas a invenção da fotografia como um todo não pode ser atribuída a uma só pessoa. Muitos avanços e invenções foram necessários, envolvendo pesquisadores até mesmo da época da Renascença, para que chegássemos a dominar a técnica que conhecemos e usamos hoje.

Foto da janela de Nicéphore Niépce, considerada a primeira fotografia da história.

Desde a câmara escura, descrita pelo napolitano Giovanni Della Porta em 1558 e conhecida por Leonardo da Vinci, até a explosão das câmeras dos smartphones surgidas na primeira década dos anos 2000, o caminho foi longo. Da placa de estanho coberta de Betume da Judeia (um derivado do petróleo), usada no século 19, passando pela longa fase do filme de rolo baseado numa película de plástico com fina camada de sais de prata, usado ao longo de todo o século 20, até o sensor eletrônico da Canon EOS 5D Mark III e do iPhone 5, maravilhas da segunda década do século 21, as revoluções tecnológicas na fabricação dos materiais fotossensíveis foram quase inacreditáveis.

Ainda hoje existem muitos admiradores da fotografia à moda antiga que curtem viajar e levar máquinas analógicas, com filme, que exigirão revelação num laboratório. Para esses, existe ainda a opção de comprar um negativo, a opção mais usada, ou um diapositivo, que é como os profissionais chamam os antigos slides. Sim, estamos falando daquelas moldurinhas fofas com fotos minúsculas que você projeta na parede ou numa tela em tamanho gigante pra toda a galera ver!

Ah, e não poderíamos esquecer as hoje raríssimas Polaroids, que “cuspiam” a foto quadradinha na mesma hora em que era tirada, e nos proporcionavam alguns segundos de alegre expectativa enquanto a imagem se formava lentamente diante de nossos olhos.

Isso tudo, é claro, para os saudosistas e amantes de equipamentos vintage que ainda possuem câmeras, lentes e projetores antigos, e guardam com carinho o endereço dos poucos lugares que ainda vendem e trabalham com película fotográfica.

Para falarmos de uma realidade bem mais abrangente e próxima de todos, está na hora de curtir algumas dicas de fotografia com câmeras digitais, para aproveitar da melhor forma e do modo mais prático as oportunidades de captar a beleza e as experiências únicas do seu passeio.

Dicas de fotografia

As dicas que daremos a seguir não vão esgotar o tema, mas servirão para ajudá-lo a planejar a parte fotográfica da viagem e a reconhecer e aproveitar melhor as oportunidades que surgirem, além de também ajudá-lo a criar uma oportunidade onde antes parecia não haver nenhuma.

1. A escolha da câmera

Em muitos casos, não há escolha: você tem apenas uma câmera disponível, e pronto. Mas, se tiver, o essencial é optar pela câmera que você conhece melhor, aquela na qual você sabe mexer com facilidade. Pode até parecer uma boa ideia num primeiro momento levar a câmera moderna e cheia de botões do seu pai ou do seu tio, mas, se você não tiver intimidade com o equipamento, ela só vai atrapalhar: onde eu regulo o foco? Como eu faço pra fazer a tela voltar ao normal? Etc. Em viagens de turismo, você quer algo prático e descomplicado.

Quer comprar uma câmera especialmente para a viagem? Pode se divertir bastante entendendo cada recurso e escolhendo o modelo mais adequado para sua necessidade neste guia para escolher uma câmera digital (em inglês).

2. Energia pra dar e vender

Pode parecer óbvio, mas pouca gente leva essa precaução devidamente a sério: a não ser que seja uma câmera analógica, que usa filme, você vai precisar de uma bateria sempre carregada pra tirar suas fotos. Uma das coisas mais frustrantes é estar diante de uma paisagem maravilhosa, querer tirar milhões de fotos e ver que só resta um palitinho de bateria, ou pior: a câmera morrer bem na hora que você ia tirar a foto mais incrível da viagem inteira! A dica é levar pelo menos uma bateria extra (e até mais, se você puder), e carregar todas durante a noite, depois de chegar ao hotel no fim do dia. Assim, no dia seguinte, estará com um kit completo, prontinho para te proporcionar carga total. Outra boa ideia é levar mais de um cartão de memória. Você não vai querer ficar sem espaço pra guardar suas fotos.

3. Visita virtual antes de pôr o pé na estrada

Essa é uma dica que há bem pouco tempo pareceria coisa de ficção-científica: graças a recursos como o Google Street View, do Google Maps (também presente no Google Earth), você pode visitar alguns dos lugares pelos quais passará na sua viagem sem sair de casa! Então, por que não aproveitar e planejar um pouco o roteiro das coisas que deseja registrar? Você pode estudar esse ou aquele ângulo mais privilegiado, e já chegar no lugar tendo uma boa noção de onde ir, como se posicionar, o que deverá encontrar.

Parque Nacional Bialowieski, Polônia. Google Street View

4. Fotografe fora do quadrado

É claro que você vai tirar fotos convencionais das coisas mais bonitas que encontrar. A fachada de um museu. A torre Eiffel. O portão de Brandemburgo. As cordilheiras do Grand Canyon. Mas arrisque-se também a captar ângulos menos explorados. Olhe à sua volta e procure algum lugar inusitado aonde você possa ir – sem correr riscos – para conseguir um visual diferente, original, só seu. É bacana ter fotos de monumentos e paisagens conhecidas, mas é muito legal também mostrar pra sua família e seus amigos que você teve um olhar pessoal, exclusivo, sobre os locais visitados.

5. Tão longe, tão perto

A maioria das pessoas acaba tirando fotos a uma distância mais ou menos parecida em todas as fotos. Em geral, você tira foto de paisagens e objetos grandes, que estão razoavelmente longe, e também de companheiros de viagem ou outras pessoas um pouco mais de perto, em algum cenário menor. Para voltar com imagens ainda mais interessantes, procure também chegar bem pertinho de alguns detalhes pequenos, às vezes minúsculos, que escondem sua beleza do olhar mais desatento. Uma flor linda que nasce no parapeito de um mirante, com a paisagem desfocada ao fundo. Um azulejo com um desenho sensacional nas paredes de uma viela. Chegue perto. Fique íntimo das coisas que está visitando.

6. Personagens são legais

Não se limite a olhar para a paisagem, para os prédios e para seus amigos. Olhe para os moradores locais. Observe as pessoas que moram no lugar onde você está passando. Sempre tem algum personagem diferente, alguém de rosto peculiar, ou vestido de forma inusitada, ou fazendo alguma coisa surpreendente. Sem ser invasivo ou inconveniente, procure captar alguns desses flagrantes tirando fotos dessas pessoas. As melhores fotos desse tipo acontecem quando conseguimos chegar perto e pegar bem o rosto das pessoas. Se possível, peça permissão a elas. Você vai se surpreender como tem gente simpática pelo mundo. O melhor dos universos seria tirar retrato delas, ou seja, uma foto bem próxima do rosto, captando o olhar: um close!

7. A regra dos terços

Para terminar, uma regra de composição que vai ajudá-lo a distribuir os objetos da sua fotografia, pessoas ou coisas, da melhor forma no enquadramento. A regra dos terços é demonstrada por esses quatro pontos vermelhos da imagem abaixo, que são os quatro pontos que atraem maior atenção. De modo geral, você deve procurar posicionar os elementos mais interessantes da sua imagem próximos desses pontos. Na prática, significa que você deve evitar centralizar o elemento mais importante da imagem. Isso dá uma dinâmica mais interessante à fotografia.

E, para inspirá-lo em sua jornada, selecionamos este vídeo repleto de imagens incríveis:

*  *  *

Aplicativo para você treinar

Se você curte máquinas com controles manuais, que permitem ajustar a abertura do diafragma, a velocidade do obturador e outras variáveis, pode experimentar este simulador de câmera manual. Escolha seus ajustes, aperte o disparador virtual e veja como ficou a foto!

A playlist do viajante CI

Quer ainda mais inspiração? Aumenta o som da nossa playlist especial para quem ama viajar e fotografar.

Para encerrar com chave de ouro

Você viajou, seguiu nossas dicas, tirou um milhão de fotos. E agora? Agora é hora de fazer aquilo que praticamente ninguém faz, e todos deveriam: editar.

Editar é importantíssimo porque transforma aquele mundaréu de imagens desconexas, com um monte de repetições, enquadramentos absurdos, borrões sem sentido e flagrantes pouco inspiradores, num todo coerente, interessante, que conta uma história e não cansa quem vai ver. Porque, convenhamos: é muito bom para o autor das fotos ficar uma hora (ou mais) vendo 300 ou 500 fotos. Mas para os pobres amigos ou parentes que só gostariam de saber como foi sua viagem, pode ser uma tortura permanecer refém de uma avalanche de imagens sem ordem, sem lógica, sem alma.

Então, a dica é a seguinte: passe todas as fotos para uma pasta do seu computador e abra uma segunda pasta que vai receber a sua edição. Em seguida, comece a copiar para essa segunda pasta apenas as imagens mais essenciais, as que deram mais certo, as que mostram da melhor forma o que você quis mostrar. Nessa fase, não tenha pena: corte as que ficaram fora de foco (a não ser que tenha sido num efeito desejado), as que tremeram (a não ser que tenha adorado o resultado), as que mostram coisas muito parecidas com outra que ficou melhor, e assim por diante. Ali só entra o crème de la crème, a quintessência da experiência.

Você deve terminar esse trabalho com muito, mas muito mesmo, menos fotos nessa segunda pasta. Não existe uma duração ou um número ideal, pois cada pessoa e grupo tem suas peculiaridades. Mas, de um modo geral, e levando em conta que o público é a sua família – e não uma apresentação pública, como numa escola –, uma apresentação agradável e não cansativa de fotos de viagem deve durar entre 7 e 10 minutos. Isso é mais que suficiente para mostrar a sua viagem sem cansar ou entediar a “plateia”. Caso seja para desconhecidos, a duração deve ser ainda menor: 5 a 7 minutos bastarão.

Pronto! Agora, basta usar o seu programa favorito de slideshow no computador para botar a sua seleção de ouro na ordem desejada. Pense que as imagens devem contar uma história, ter alguma lógica que oriente a sequência de imagens. Não é necessário organizar por ordem cronológica perfeita. Às vezes, uma foto tirada no final da viagem representa muito bem algo que você quer mostrar no início da sua apresentação.

Agora, é só chamar os parentes e amigos e mostrar os lugares por onde passou, contando as histórias que viveu e as coisas que conheceu. Ah, e não esqueça de postar as melhores fotos da sua viagem com a tag #ViajanteCI no Instagram. As mais legais vão aparecer no site da CI.

Animou? Então ligue pra gente e agende a sua próxima viagem!

CI Intercâmbio e Viagem

CI Intercâmbio e Viagem

A CI Intercâmbio e Viagem produz o blog Caia no Mundo e é a maior empresa de intercâmbio e turismo jovem do Brasil. Mais de meio milhão de pessoas já embarcaram com a CI para conhecer o mundo em viagens que unem estudo, trabalho e lazer.

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