Dossiê Gastronômico de Paris

A famosa gastronomia francesa é encantadora, todos sabemos. Uma coisa que nem todo mundo sabe é que achar um bom lugar pra comer em Paris é muito mais difícil que em São Paulo. Depois de muito viajar e comer de tudo por aí, cheguei a conclusão de que São Paulo é a capital da gastronomia mundial. Mesmo tendo poucas receitas caseiras, São Paulo tem o melhor “apanhado” de restaurantes japoneses, árabes, franceses e por aí vai. Há quem discorde, mas na hora de comer: gosto é gosto e não se discute. Mas enfim, o assunto aqui é Paris, a cidade luz.

Em dezembro de 2009 eu e a Alê fizemos nossa primeira viagem internacional juntos, para passar o Natal e Reveillon em Paris. Levamos algumas dicas de amigos, mas acabamos escolhendo os restaurantes por conta própria – a maior besteira que fizemos. Fomos completamente iludidos pela beleza dos monumentos maravilhosos que cercavam os restaurantes que visitamos, os famosos “pega turista”.

Uma experiência gastronômica bem sucedida vai muito além de uma comida gostosa ou de uma história tradicional. Quando algo não te agrada, seja o ambiente ou o atendimento, a comida boa automaticamente perde o encanto. Este post vai contar 4 experiências que tivemos em Paris. Duas desastrosas em 2009 e duas muito bem sucedidas que tivemos há 2 semanas, quando voltamos pra lá e resolvemos seguir as boas dicas de amigos.

Le Moulin de La Galette (2009)
http://www.lemoulindelagalette.fr ] http://bit.ly/s2w3At ]

Ao conhecer o lindo e histórico bairro de Montmartre ficamos encantados com a magia do lugar e saímos em busca de um restaurante bem tradicional por ali. Demos de cara com um moinho do século 17 que virou um dos mais tradicionais restaurantes de Paris. Uma lenda viva e nada mais que isso. O preço absurdamente caro e a comida mais ou menos te mostra que o custo-benefício é péssimo. A “cereja do bolo” estava por vir. Atrás do sofá onde estávamos sentados saiu uma baratinha. O garçom prontamente matou ela, pediu desculpas e tentamos esquecer a situação, até imaginando que uma construção tão antiga tinha um certo crédito com a higiene. Mas revoltadas com a morte da amiga, umas 15 novas baratas sairam do mesmo lugar e invadiram o restaurante! Tão surreal como aquela cena do filme Ratatoullie onde aparecem milhares de ratos dentro da cozinha do restaurante. O que revoltou mesmo foram os funcionários querendo nos cobrar pelo que não comemos quando decidimos abandonar o restaurante, tratando o caso como “acidental”.


 

Rivoli Park Tavern (2009)
http://bit.ly/w2fLHZ ]

Após um passeio nas redondezas do Louvre, nos deparamos com um autêntico café parisiense na esquina da famosa rua Rivoli. Entramos e já fomos atendidos com a típica má vontade dos garçons de Paris, este que no caso insistia em responder em francês o que perguntávamos em inglês. Até aí não mudou nosso humor, pois já estávamos totalmente praparados pra isso. Quando tentamos esclarecer dúvidas do cardápio fomos muito mal tratados e acabamos escolhendo qualquer coisa. A comida era ruim e aí o clima acabou totalmente. Como se não bastasse isso, a presença das baratas marcou também essa visita.


Le Relais de l’Entrecôte (2011)
http://www.relaisentrecote.fr ] http://bit.ly/ucuoUG ]

O famoso “restaurante de um prato só” precisava ser especialista no que faz. E é. Pode ser o “Filé com Fritas” mais caro que você vai comer, mas também é um dos mais gostosos. O prato é um ótimo corte de carne no seu ponto preferido coberto com um delicioso molho de mostarda e acompanhado por impecáveis batatas fritas. Você tem direito a repetir uma vez. Comemos no endereço de Montparnasse e fomos muito bem atendidos. Uma ótima experiência bem parisiense e imperdível.

Le Sainte Marthe Bistrot (2011)
http://www.lesaintemarthe.com ] http://bit.ly/uMots5 ]

 

Essa é a melhor dica porque não se trata de um restaurante famoso que todos irão te apresentar. Totalmente inverso ao rótulo “pega turista” esse charmoso bistrô fica escondido em ruazinhas que não cercam nenhum ponto famoso de Paris. De cara, tivemos o melhor atendimento que encontramos em Paris. A simpática garçonete sorridente que conversou, contou piada, contou a história do lugar e fez questão de sentar ao nosso lado para explicar prato por prato do incrível cardápio da casa, buscando descrições em inglês para ingredientes que ela não tinha idéia de como traduzir. Ficamos muito à vontade para ouvir as indicações dela e escolhemos uma das melhores entradas que já comemos: cogumelos fritos com bacon e mergulhados em uma sopinha de ovo poché. Genial e inusitado. Meu prato principal foi um wrap de arraia com legumes. Bem diferente e gostoso. Mas o prato da Alê foi o campeão da noite. Um tipo de “escondidinho” de batata com carne desfiada e um molho trufado. Sabor incrível! Custo-benefício ótimo, atendimento ótimo, comida fantástica. Se for a Paris, você precisa ir jantar no Sainte Marthe!

 

Espero que as dicas ajudem a vocês a não caírem nas ciladas gastronômicas de Paris, um lugar que está sempre cheio de turistas e consequentemente cheio de gente querendo enganar turistas. Confiem em mim: é melhor comer em algum Mc Donald’s, onde você já conhece a comida, paga bem barato e ainda tem wi-fi de graça do que se aventurar em algum Café Parisiense que você achou bonitinho ao pé da Torre Eiffel. O ideal é sair do Brasil com boas dicas pra poder aproveitar o melhor que Paris pode te oferecer 😉

Se tiverem alguma dica boa ou ruim pra compartilhar, por favor, comentem aqui.

 

O Cleber visitou Paris junto com a Alê Ferreira. Para ler o post da Alê sobre Paris, clique aqui

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