E então, peguei o trem para Mainhattan…


Não, caro visitante… você não leu errado. Apesar de eu estar morando aqui na Alemanha, peguei mesmo um trem para Mainhattan, partindo de Karlsruhe. A viagem durou cerca de 2 horas, mas valeu muito a pena dar uma volta por lá! E, lá mesmo, eu mandei a minha fé para o Brasil!

Antes de mais nada, vamos esclarecer tudo de uma vez. Fui a Mainhattan, isso é fato. Mas, afinal, fui aos Estado Unidos de trem???


Ach so! [Ah, sim!!!] Conhecida pela Europa como Mainhattan (trocadilho com o nome do rio que corta a cidade, Main, e o principal bairro financeiro de New York, Manhattan), Frankfurt am Main é a capital financeira da Alemanha. Toda grande empresa do país (e, diga-se de passagem, da Europa) têm seu escritório financeiro aqui, na cidade que possui o aeroporto mais movimentado do MUNDO! Assim sendo, Frankfurt am Main é uma das cidades mais importantes (se não for a mais) da Europa e, sim, do mundo – pelo menos em relação aos negócios aqui gerados.

Com a certeza de que o IAESTE Karlsruhe iria pagar 75% dos gastos da viagem (isso sim é estímulo a cultura!!!), partimos eu, Vasilis (o grego) e a Bruna (brasileira de Ouro Preto, que chegou na cidade umas 2-3 semanas de mim – também participante do IAESTE) em direção à famosa e grande Frankfurt am Main.


Ach so! [Ah, sim!!!] Não confunda Frankfurt am Main [Frankfurt no rio Main] – a cidade que todos nós conhecemos sendo a tão falada FRANKFURT alemã – com Frankfurt Oder [Frankfurt no rio Oder], uma pequena cidadezinha na fronteira com a Polônia. Esse pequeno “detalhe” quase me fez pegar um trem errado, aonde eu iria parar a 487 quilômetros de distância do meu objetivo! Tá vendo, não é só no Brasil que temos trocentas cidades com o mesmo nome… rs.

Compramos os bilhetes no Hauptbahnhof Karlsruhe |rráup-ti-bã-rróf cár-lis-rru-ê| [estação central de trens de Karlsruhe] e, após uma troca de trens em Mannhein, estávamos no coração das linhas de trem da Europa: Hauptbahnhof Frankfurt. Isso mesmo, não bastasse ter o aeroporto mais movimentado e ser a capital financeira da Europa, Frankfurt também tem a estação de trens mais movimentada do continente. Tudo aqui parece ser superlativo. Não só parece… realmente é!

Ao chegar em Frankfurt, não hesitamos em procurar o Centro de informações para o visitante, ainda na estação de trens. Como não sabíamos absolutamente nada sobre a cidade (a não ser que era a que tinha o maior aeroporto, a maior estação de trens, que era a capital financeira.. bla bla bla…), decidimos economizar tempo indo direto a quem entende do negócio. Bingo! Em pouco menos de 5 minutos e com mapa na mão, tinhamos uma relação enorme de lugares a serem visitados. Trem S3 saindo em 2 minutos? Vamos lá!

Saltamos na estação Hauptwache |rráup-t-vá-rre|, ao norte do centro velho de Frankfurt, e resolvemos fazer todo o tour à pé. Mal saímos da estação de trem e o primeiro monumento estava logo ali: Hauptwache, um antigo posto de guardas – hoje transformado em um café. A poucos passos dali, Igreja de Santa Catherine, muito bem conservada.

Dali seguimos até a casa-museu de Goethe |Gu{ê ou oe}-te| – o maior escritor alemão de todos os tempos, autor do internacionalmente famoso FAUST (ou Fausto, em português), que conta a história de um homem que faz um pacto com o demônio Miphistopheles para conseguir o conhecimento infinito (!!!). Não vou negar, eu nem sequer sabia quem era Goethe antes de tomar conhecimento que eu viria para a Alemanha, 4 meses atrás. Depois de diversas pesquisas sobre assuntos gerais do país, descobri esse “Machado de Assis” alemão, e li dois terços do Fausto na biblioteca da UnB, ainda antes de embarcar. Fantástico. Uma vez em Frankfurt, eu tinha que ir até sua casa – hoje transformada em museu.

Depois de uma rápida paradinha para uma cervejinha (o dia estava muito quente, primeiro dia de verão de verdade por aqui!), continuamos indo para o sul do centro velho, direção ao rio Main. Pelo caminho, mais e mais monumentos… e, um dos mais importantes da europa atual, estava logo na nossa frente: Europäische Zentralbank |ói-rro-péi-xe central-banc| [banco central europeu], aonde o EURO é emitido.

Ainda seguindo, Paulskirche [igreja de São Paulo] no caminho e, finalmente, o centro histórico de Frankfurt! Parece que o tempo parou por aqui… o Römer |rr{ê ou oe}-mar| [prefeitura] serve assim desde 1405, e o Römerberg |rr{ê ou oe}-mar-b{ae}rg| completa a atmosfera medieval daquela praça. Maneiro demais!

Mas o melhor ainda estava para chegar e, enfim, chegou. A magnífica Kaiserdom [cái-zar-dôm] – uma fantástica catedral! Se tudo aqui em Frankfurt é superlativo, então veja essa: contruída em 1239, era o local de eleição dos reis do Sagrado Império Romano (em 1356) e ainda serviu de palco para 10 coroações imperiais (entre 1562 e 1792). Apesar de não-religioso (mas bastante espirituoso), com um histórico desses eu não pude resistir: peguei duas velinhas e acendi. A primeira, para a minha família no Brasil (amo demais vocês!!!); e a segunda para o meu enorme e amado Brasilzão!!! Todos vocês, leitores, sintam-se presentes aqui na Alemanha também… aquela chama que dançava sem parar, que fazia coral com tantas outras chamas amarelo-avermelhadas na nave daquele santuário, foi meu sincero desejo de paz para todos vocês.

E, mais uma vez, eu me senti um cidadão do mundo.

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DICA VALIOSA #7: UM TICKET QUE VALE POR MUITOS
Como já havia dito antes, a empresa DIE BAHN (responsável pelo transporte de trens e trams pelo país inteiro) possui diversas modalidades de tickets – e uma delas é o Wochenende Ticket |vô-rrenênde tí-quet| [ticket de final de semana]. Com ele, não só é possível viajar pelo país inteiro (entre 0 horas do dia que você o comprou até 3 horas da manhã do dia seguinte), como também é possível utilizar as linhas S-BAHN (uma linha de trens que liga uma cidade maior a outras menores em uma certa região, mas que também tem diversas paradas pela cidade maior). Dessa forma, em Frankfurt am Main, pude sair de Karlsruhe, chegar em Frankfurt, usar a linha S-Bahn de transporte pela cidade (principais paradas turísticas) e voltar para Karlsruhe! E o melhor de tudo isso: custa 33 euros e até 5 pessoas podem usar. E você… quer pagar quaaaaaaaaanto?!

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Ah, só mais uma coisinha: vocês viram o vídeo da Floresta Negra (post passado)? Ele foi adicionado um pouco depois do post entrar efetivamente no ar. No post de hoje, um álbum completo da visita a Mainhattan!!! hehehhe

Até o próximo post e valeu pelos comentários !!!
Galeria de fotos:

Rafael Guimarães

Rafael Guimarães

Rafael é estudante de Engenharia Florestal e vai estagiar em uma das melhores empresas do setor, na Alemanha. Além, claro, aproveitar para se divertir na Europa. Acompanhe aqui

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