Entrevista: Guto Guerra, apresentador da série de TV “Música na Mochila”

Imagem_1_Guto_MoscouFoto: Rita Albano

Todo mundo gostaria de ter a vida que Guto Guerra leva. Com mais de 50 países carimbados no passaporte, ele já viu shows, visitou estúdios, gravadoras, lojas de discos e até tocou com artistas locais. Ele pode não ser integrante de uma banda de sucesso, mas por causa da música, já visitou os cinco continentes.

O carioca comanda a série de TV “Música na Mochila”. A primeira temporada do programa passou pela Turquia, Romênia, Austrália, África do Sul, México, Jamaica e Porto Rico. Já, na segunda, a série mergulhou nas sonoridades do Japão, Rússia, Suécia, Índia, República Dominicana e Argentina.

Durante uma conexão entre a Malásia e a Indonésia, onde grava a 3ª temporada de seu programa, ele tirou um tempinho para contar um pouco sobre sua aventura pelo planeta em busca de novas experiências sonoras. Abaixo você confere os melhores momentos desse bate-papo exclusivo.

Blog – Conte-nos como foi que você se descobriu um viajante antes de partir para investigar os sons do mundo.

Guto – A minha vida inteira foi pautada por um norte: eu queria, quase como uma necessidade, conhecer cada cantinho do mundo. Assim que entrei na faculdade fiz meu primeiro mochilão, cruzando o México de ponta a ponta, de ônibus ao lado de um amigo. Logo depois, fiz um intercâmbio no Canadá. Eu nunca dispensei nenhuma oportunidade de tocar fora do Brasil como músico e vivi intensamente cada experiência. Hoje posso contar mais de 50 países já visitados.

Blog – Como surgiu o programa “Música na Mochila” e como se deu a escolha dos primeiros destinos?

Guto – O “Música Na Mochila” partiu do objetivo de aproximar o público brasileiro das dezenas de outras culturas musicais do planeta. Infelizmente o brasileiro médio conhece e consome apenas a música norte-americana ou inglesa, além de, é claro, a nossa própria e riquíssima cultura musical.  Como a ideia se baseava em encontros com diversos tipos de artistas do planeta, ficou claro pra gente que deveríamos levar um pouco da brasilidade para esses momentos. Daí veio a ideia de viajar com um cavaquinho, que é um instrumento bastante comum na musica brasileira, e simboliza, de alguma forma, um pouco da nossa sonoridade.

Blog – Em qual lugar do mundo vocês estão gravando neste momento?

Guto – Estamos indo pra terceira temporada da série, com previsão de estreia para maio. Na nova temporada, vamos mergulhar na música da França, Alemanha, Cuba, Jordânia, Coreia do Sul, Indonésia e Escócia.

Blog – Como é visitar alguns lugares que você já havia conhecido anteriormente?

Guto – Nas outras duas temporadas, eu já tinha visitado a metade dos países escalados. Mas o curioso é que mesmo nos países que eu já tinha visitado anteriormente, a experiência foi tão única e intensa. Não tem jeito: voltar a lugares que você já foi não significa repetir as mesmas sensações. Cada viagem é única, e reserva suas próprias surpresas e descobertas.

imagem_2_Guto_República DominicanaFoto: Rita Albano

Blog – Você já tocou com mais de 150 artistas diferentes pelo mundo. Conte-nos sobre essa experiência e o que mais te surpreendeu nas duas temporadas do programa.

Guto – Como músico e produtor a coisa mais legal que o programa proporciona são os encontros inusitados. É incrível pensar que podemos fazer, dividir e aprender com um outro músico que acabamos de conhecer há poucos minutos atrás. Sempre que eu conheço alguém novo, seja de qual língua, lugar, ou o instrumento que ele toque, eu digo pra ele que eu estou atrás de descobrir o que é a essência da música pra ele. A melhor maneira de entender a cultura de um novo lugar é ser curioso e não ter qualquer tipo de preconceito. O mais legal é promover encontros unindo sonoridades que poucas vezes foram ouvidas juntas, como foi juntar a nyckelharpa (instrumento medieval sueco) com um cavaquinho, ou o rebab indiano com sintetizadores portáteis.

Blog – Como é a rotina de gravações em cada destinos? O que gosta de fazer nas suas horas de descanso?

Guto – A gente passa em media 10 dias em cada país, gravando sem parar. Por ser um programa com um componente de reality, qualquer vez que saímos pra almoçar ou pra visitar algum lugar podemos encontrar um músico interessante com algo incrível a dizer. Por isso nossa equipe vai sempre ligada e eu vou sempre com algum tipo de instrumento dentro da mochila.

Blog – Você é um produtor musical de estúdio que está sempre antenado em tecnologias móveis. Qual é o melhor lugar do mundo para se criar uma faixa?

Guto – A inspiração pra compor vem muito das experiências que eu vivo. Logo, se tenho a oportunidade de estar sempre me movendo e me deparando com culturas e pessoas diferentes, isso me inspira muito. No próprio “Musica na Mochila”, durante as gravações, é muito comum eu me conectar de forma tão intensa com alguns artistas, que depois de alguns dias a gente se encontra de novo para entrar no estúdio, compor musica juntos e gravar.

imagem_3_Guto_EstocolmoFoto: Rita Albano

Gostou do bate-papo com o Guto Guerra?

Essa é uma história real inspiradora e, porque não, cheia de dicas para rechear o seu próximo mochilão.

Dica: A reprise da segunda temporada do programa “Musica na Mochila” está sendo transmitida toda quarta-feira, às 19h, no Canal Bis. Você ainda pode conferir os episódios antigos no site da emissora.

Fotos por Rita Albano

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