Gosto de ter raízes, mas não quero perder as asas!


Essa é outra das muitas frases de mochileiros. Perfeita para descrever porque os aventureiros estão sempre partindo para algum lugar, mesmo tendo um endereço fixo. Isso acontece comigo nos meus dias de folga.

No último final de semana decidi estudar o roteiro da viagem num lugar aberto e arborizado, em contato com a natureza, respirando um pouco de ar quase-puro para refrescar as idéias. Fui ao Parque da Juventude que fica bem perto daqui de casa. O meu primo Johny (2 anos) que estava fazendo uma visita, imediatamente decidiu ir comigo. Foi um passeio e tanto!

Tiramos fotos com o pessoal da cavalaria da polícia, assistimos a uma palestra sobre educação ambiental, tiramos fotos com os animais empalhados (ele tava se mijando de medo do tamanduá), fizemos um cooper, deitamos à sombra na grama e batemos um papo curtindo um som no MP3, depois brincamos no play ground. Era muito divertido quando ele levantava as duas mãos ao descer pelo escorregador em altíssima velocidade (que aventura!). Resultado? Só deu pra ler duas páginas do guia.

À tarde liguei para a Verônica e combinamos de ir no shopping Morumbi para definitivamente estudarmos o roteiro. A Verônica é uma das pessoas mais doidas e divertidas que eu conheço. Nunca vi igual! No ano passado, mochilamos juntos pela Europa. Foi uma das maiores loucuras da minha vida.
Uma coisa muito importante numa viagem em dupla é que os dois precisam estar na mesma sintonia, senão dá uma guerra de proporções quase cósmicas. A Vê deu uma força enorme durante todo o concurso. Quando a minha fé tava em baixa ela sempre vinha com palavras de incentivo, por exemplo: “São só 1100 candidatos, pior seria se pior fosse!”

Lá no shopping, vimos o pessoal da CI tirando as dúvidas da galera sobre intercâmbio. Muito atenciosos e prestativos como sempre. Depois de bater um papo com eles, fomos a uma livraria que tem um espaço café (detalhe, não bebo café) e enquanto tomava um delicioso sorvete, discutimos sobre as cidades inglesas de maior destaque para esse mochilão. Se tudo ocorrer como o esperado, eu vou voltar com os dedos do pé atravessando os buracos da bota. Cheguei tarde em casa e percebi que havia esquecido a câmera fotográfica no carro da Vê. Mas ela, prestativa como sempre, já me enviou algumas para eu colocar por aqui.

Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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