Las Vegas Shows

Antes de decidir ir para Las Vegas, muitas pessoas me aconselharam a esperar meus 21 – a maioridade americana – para aproveitar melhor a cidade. No entanto, o principal motivo que me levou para lá foram os shows.
Chegando na sexta a noite – sabe lá que horas -, e indo embora no começo da tarde de domingo, qualquer pessoa normal ficaria conformada em assistir um show sábado a noite. Sendo assim, eu e minhas amigas optamos pelo “Le rêve”. Mas é claro que eu não me conformaria tão fácil, eu tinha que ser diferente. E já estava ficando tensa com a possibilidade de ir pra uma cidade com 7 espetáculos fixos do Cirque du Soleil e não assistir nenhum. Entrei no site e comecei a pesquisar. Fiz umas descobertas fundamentais para meu plano mirabolante. Todos os shows acontecem em teatros dentro dos principais hotéis, os quais estão localizados todos na mesma rua – Las Vegas Boulevard South Strip. Além disso, há geralmente duas sessões de cada show por dia – uma por volta das 7 e outra por volta das 9:30. Segundo meu raciocínio lógico, se o segundo show começava 9:30, e deveria haver uma reorganização do teatro, esse seria o tempo suficiente para eu chegar em outro hotel. Para beneficiar ainda mais a minha idéia, o site do Cirque du Soleil oferece diversas promoções. Algumas delas precisam ser compras antecipadas, mas há outras que são pacotes com 2 ou 3 espetáculos por um preço reduzido e nos melhores lugares disponíveis. Não pensei duas vezes. Na sexta, antes da viagem comprei um pacote com “Love – The Beatles”, para sexta-feira 9:30, e “KÀ”, para sábado às 9:30. E já deixei escolhido um terceiro show para caso eu chegasse até as 7:30 na cidade, “O”, o espetáculo de água.
Infelizmente o trânsito foi maior do que o imaginado, e ao invés de chegar às 7h, como o inicialmente previsto – o que me daria tempo suficiente se eu desse uma corrida -, chegamos às 9h, prestes a perder meu primeiro show do fim de semana. Tendo em vista o horário, deixei minha amiga no hotel com as malas para fazer check-in – sim, fui sozinha nessa missão -, peguei um taxi até do Monte Carlo até o Mirage. Cheguei bem a tempo do show, mas não com tempo suficiente para trocar de roupa. Enquanto eu estava de short e camiseta, todos os outros vestiam terno, vestido e salto.
No sábado a correria não foi muito diferente. Chegando do Grand Canyon, tivemos que nos arrumar rápido para chegar a tempo para o “Le Rêve”. O show terminou 8:30. Ao ver o tamanho da fila do taxi, mudei de idéia e resolvi ir a pé mesmo. Tinha tempo de sobra e os hotéis nem eram tão longe. Errado! O que parece perto pelo mapa, é uma eternidade andando, já que cada hotel é muito maior do que você pode imaginar. O Wynn é um dos primeiros da rua, enquanto o MGM é um dos últimos. Nessa uma hora, atravessei Las Vegas correndo para chegar a tempo. Sem fôlego nenhum, entrei no teatro com o show já prestes a começar.

LOVE – THE BEATLES, The Mirage
O show é um pouco diferente do que estamos acostumados com Cirque du Soleil – acrobacias dos mais diversos tipos com diferentes instrumentos e contextos. Com muita dança e música, “Love” se aproxima de um musical, e não precisa ser um fã, com conhecimento das músicas e da história da banda para apreciá-lo.
Outro ponto positivo do show é o teatro especialmente planejado para ele. Os lugares ocupam 360 graus, os mais distantes não chegam a 100 metros do palco, cada cadeira tem seus próprios auto-falantes (3), e vários telões.

LE RÊVE, Wynn
Tudo aqui é perfeito. Trata-se de um espetáculo predominantemente aquático, em que o centro do teatro é uma piscina, e os assentos são 360 graus. O palco está em constante mudança para acompanhar a história. Sobe, desce, surgem plataformas, criam-se passarelas, e formam-se diferentes chafarizes. Da cúpula no centro do teatro descem acrobatas em diferentes números.
Ninguém poupa água. O objetivo dos artistas é molhar todo mundo que está na “splash zone” e se possível mas alguém ali por perto.
Simplesmente um dos espetáculos mais incríveis que já assisti.

KÀ, MGM Grand
Mais um vez, o teatro é um espetáculo a parte. Antes do show começar, guerreiros tribais ficam empoleirados na estrutura e outros despencam do teto presos a cordas elásticas para o público começar a entrar no clima. O “palco”, que aparentemente é um vazio com fumaça, assume diferentes formatos e paisagens , e você não consegue entender como ele mudou.
Nesse caso, acredito que os melhores lugares são as últimas fileiras, da onde se pode ter um ampla visão de tudo que está se passando.

Depois dessa maratona de shows, é impossível não bater uma nostalgia e aquela velha pergunta voltar a martelar na minha cabeça: por qual razão mesmo eu abandonei a Ginástica Olímpica e os Saltos Ornamentais??

Bianca Salgueiro (@BiancaSaLgueiro)

Bianca Salgueiro

Bianca Salgueiro

Carioca, atriz e futura estudante de engenharia. Já atuou na dublagem de filmes como Lilo & Stitch, Procurando Nemo e Crônicas de Nárnia. Adora ler e estudar. Fala inglês, francês e cursa mandarim. Embarcou para San Diego, cidade ao sul da California, com clima praiano para viver o encanto e conhecer mais a cultura local.

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