Marraquexe, a Cidade Vermelha: exótica e surpreendente

O choque cultural é inevitável. Estarrecedor.

Ao chegar a Marraquexe, no centro sudoeste do Marrocos e no sopé da cadeia de montanhas do Alto Atlas, nós – ocidentais – somos tomados de uma surpresa que assusta e encanta.

A Cidade Vermelha, assim chamada pela cor característica de suas construções, é uma das quatro cidades imperiais do país (as outras são Fez, Meknes e a atual capital, Rabat) e aquela que atrai o maior número de viajantes.

Perder-se nas ruelas é encontrar-se num mundo que surpreende e encanta

Cosmopolita, Marraquexe surpreende por sua energia criativa – e seus contrastes; enquanto a “cidade nova” é aquilo que chamamos de “moderna”, a medina (cidade antiga) traz uma perdição de sensações que remetem ao passado. As muralhas, os jardins e os palácios finos da idade de ouro são o pano de fundo do fervor cultural, esportivo, artístico e econômico.

Estar em Marraquexe significa escolher entre dezenas de atividades oferecidas. O visitante tem a opção de se misturar (e se perder) na multidão animada em Jemaa el Fna (a praça central da Medina) e terminar a noite em um clube noturno elegante ouvindo badalados DJs.

Para quem gosta, há a opção de contemplar a natureza junto às montanhas nevadas do Alto Altas, ou, ainda, descer a incrível cadeia rochosa esquiando. Sim, com neve!

Turismo impulsiona economia
Marraquexe é um componente vital da economia e cultura de Marrocos. Os melhoramentos das ligações rodoviárias entre a cidade, Casablanca e o aeroporto local levaram a um crescimento notável do turismo, que no início da década de 2010 atraía 2 milhões de visitantes por ano. Todavia, o habilidoso rei Maomé VI (que tem seu rosto estampado em cada canto do país), atento às portas abertas pelo turismo, traçou como objetivo atrair 20 milhões turistas por ano a Marrocos em 2020, o dobro do número registado em 2012 – sendo, pois, Marraquexe o “carro-chefe” dos olhares e euros/dólares/reais externos.

A cidade é especialmente popular entre os franceses – sendo que muitas celebridades compraram casa aqui, como é o caso dos magnatas da moda Yves Saint Laurent e Jean Paul Gaultier.

Na década de 1990, viviam poucos estrangeiros na cidade, mas os empreendimentos imobiliários cresceram acentuadamente no início do século XXI; em 2005, mais de 3 mil estrangeiros compraram casas na cidade, atraídos pela vida cultural e pelos preços relativamente baixos da habitação. A cidade tem sido chamada de “nova Costa do Sol” devido a ter-se tornado um destino de moda. Não obstante, a maior parte da população é pobre e em 2010 havia 20 mil habitações sem água nem eletricidade.

Apesar da crise econômica global que teve início em 2007, o investimento imobiliário progrediu substancialmente em 2011, tanto na área de alojamentos turísticos como na de habitação social. Os principais empreendimentos foram equipamentos turísticos, como hotéis e centros de lazer. O comércio e o artesanato são de extrema importância para a economia local, baseada sobretudo no turismo. Há 18 socos em Marraquexe, onde além de se vender também se produz artesanato, que empregam mais de 40 mil pessoas, em atividades como latoaria, couro e outras. Nos souks encontra-se à venda uma variedade impressionante de produtos, que vão desde sandálias de plástico até lenços de estilo palestiniano importados da Índia e da China. É usual as boutiques locais venderem roupa de estilo ocidental usando materiais marroquinos.

Salus Loch

Salus Loch

Salus Loch é jornalista, advogado, escritor e fotógrafo amador, mas, acima de tudo, é um apaixonado por contar histórias e conhecer o mundo. Cada canto dele, se possível. Depois de passar uma temporada na Ásia, agora volta ao ar direto do Marrocos. Aqui, você irá conhecer os mistérios, encantos e curiosidades deste incrível país do Norte da África. Venha conosco - e satisfaça sua alma!

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