“Meu Deus, o que foi que nós fizemos?” parte 1/2


Eram 8h 16min 8s. do dia 6 de agosto de 1945. A interrogação foi a primeira reação de um dos tripulantes do Elona Gay, após presenciar a devastação produzida pela primeira bomba atômica jogada sobre uma cidade povoada.

Estudando a história do Reino Unido, me deparei com dois dos momentos mais terríveis da história da humanidade. As duas guerras mundiais. A humanidade no seu mais baixo nível. Quando analisamos que entre todas aquelas vítimas haviam intelectuais, cientistas, professores, artistas e tantos outros talentos em desenvolvimento que tiveram as suas vidas interrompidas, percebemos quão terrível foi este período para a raça humana.

Logo determinamos: “Lutaremos para que isso não aconteça novamente”.

Quão afortunada é a nossa geração por não passar momento semelhante. Mas espere! Grande engano! Se olharmos ao nosso redor, veremos que estamos no meio de uma guerra silenciosa.

Meses atrás eu estava no trabalho quando soube da notícia que havia soado o toque de recolher na cidade de São Paulo. Não podia ser! Logo aqui na terceira maior cidade do mundo? Era o crime organizado em confronto com a polícia. E nós civis corremos para as nossas casas preocupados com os nossos familiares e amigos. Logo as escolas haviam sido evacuadas e o comércio baixado as portas. Os poucos carros que estavam circulando, não obedeciam o semáforo por questão de segurança. A orientação da mídia era para ninguém sair de casa. Como a situação chegou nesse ponto?

Pois é, algumas semanas atrás eu li em uma revista semanal, uma matéria falando sobre um novo site na internet. O nome do site era “bodycount”. Isso mesmo, esse site estava fazendo uma contagem do número de corpos produzidos pelo crime na capital do Rio de Janeiro. Desde a sua iniciação (1 mês antes da publicação da matéria) o site já estava marcando 297 corpos.

É sabido que o Brasil ainda tem um número expressivo de pessoas vivendo na mais completa miséria. Essa situação só tende a se agravar, tendo em vista que a grande maioria dos filhos dessas pessoas nascem sem a expectativa de um futuro digno. Logo eles engrossarão as linhas de frente do crime organizado. Sem contar com a exposição às drogas ilícitas.

A nossa geração está tendo a sorte de não saber o que é uma guerra mundial propriamente declarada, mas será que é esse o mundo que queremos deixar para a posteridade? Medo, sofrimento e incerteza?

Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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