Nem sempre é fácil dar o pontapé inicial


Já escutei muita gente dizendo que para dar início a um projeto basta apenas começar. Opa, opa…vamos com calma, né, minha gente? É bem verdade que tudo tem começo, mas o buraco é beeeeem mais embaixo. Muitas vezes esse tal pontapé inicial não sai assim tão fácil, ele vai sendo construído. Principalmente quando a idéia em mente tem o objetivo de guinar a vida para caminhos novos – e aí acabam surgindo uma série de dúvidas, incertezas, receios…

Em meados do ano passado decidi que iria viver um tempo fora Brasil. Não sabia muito bem por onde COMEÇAR o projeto… Passagens? estadia? cursos? gastos? Depois vieram mais dúvidas: vale a pena deixar minha razoável estabilidade profissional dos 30 anos, minha família, meus amigos, meu país? A necessidade de mudança foi maior e, enfim, sem perceber direito como, COMECEI meu plano de vôo…

Fui fazendo contatos com amigos que viviam no exterior ou que estavam se programando para viajar, visitei sites de viagem (como este da CI), de cursos no exterior e de cidades que me agradavam. Naveguei ainda por bate-papos e blogs de brasileiros que estavam morando fora – com estes últimos entendi um pouco sobre as sensações, descobertas e roubadas de quem encara a vida longe do seu país.

Mas o passo fundamental foi mesmo decidir o destino. Escolhi Londres, porque era uma cidade que eu já conhecia e gostava, onde eu tinha amigos e poderia aperfeiçoar um idioma. Em seguida, gradualmente, fui viabilizando a viagem: fiz as penosas contas de quanto ia gastar com moradia, alimentação, cursos e passagens – confesso que e$$a fa$e doeu muito. Mas não tenho dúvidas de que comprar o bilhete de embarque foi a decisão mais importante do meu projeto teco-teco. A partir daí, tudo havia se tornado real, restando apenas fazer novos contatos… e muitas festas de despedida.

E finalmente desembarquei na Europa, mais precisamente em Barcelona, onde revi amigos e comecei a me ambientalizar com o clima do velho continente – em todos os sentidos. Sai de escaldantes 40 graus do Rio de Janeiro para os 10 graus da cidade espanhola. Depois dei um rápido giro pela bella Itália dos meus antepassados, até chegar ao meu destino: Londres.

Para um ser urbano como eu, a cidade é uma boa pedida. Tem me agradado muito a organização urbanística de Londres, com vários espaços públicos de lazer, transporte 24 horas e o mais importante: a possibilidade de andar de bicicleta em grandes avenidas e me sentir respeitado por carros, ônibus e motos… Fora isso, a oferta de vida cultural é muito diversificada. Pra quem gosta de música, por exemplo, os guias culturais contam com um cardápio cheio de músicos e bandas que não baixam com tanta freqüência em solos brasileiros.

É um pouco dessas minhas experiências cotidianas que vou passar a contar aqui neste blog, ilustrando sempre que possível com imagens do meu dia-a-dia. E para quem esta pensando em viajar, espero que mesmo despretensiosamente estes posts dêem um empurrãozinho na montagem do plano de vôo e….BOA VIAGEM!

Alexandre Casatti

Alexandre Casatti

O viajante Alexandre desembarcou na Europa primeiro em Barcelona para rever uns amigos, visitou os antepassados na bella Itália até chegar ao destino do Intercâmbio: Londres. Por aqui ele vai compartilhar experiências como um verdadeiro londrino na terra da Rainha.

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