No Dia do Selo, curiosidades postais

A mais antiga carta conhecida é uma peça de argila, conhecida como “tábula”, onde uma mulher nobre chamada Navirtum escreveu para outra, de nome Husutiya, avisando que só a visitaria na ausência do marido. A carta, do século XVIII a.C., está no Museu do Louvre.

O primeiro selo como o conhecemos hoje foi o selo negro de um penny (one penny black), que surgiu na Inglaterra em maio de 1840. A ideia foi de Sir Rowland Hill, membro do Parlamento do Reino Unido, com o intuito de garantir que o remetente pagasse a tarifa. O que acontecia antes disso era o envio gratuito, ficando a cargo de quem recebia a carta pagar pelo serviço. Resultado do sistema antigo: milhares de devoluções porque nem todo mundo tinha dinheiro para receber cartas.

Os primeiros selos só traziam a imagem do chefe de Estado, chamada de “efígie”, ou o brasão do local, ou apenas um número indicando a tarifa. Antes, o que existia eram as chancelas ou sinetes, normalmente peças de madeira parecidas com carimbos usadas apenas por reis, imperadores e a nobreza para imprimir sua marca única num pedaço de cera quente.

 

O Brasil foi o segundo país do mundo a emitir o selo postal, seguindo o exemplo da Inglaterra. Isso aconteceu em virtude da vinda da Família Imperial em 1808 ao Brasil, com D. João VI. O Conde da Barca incluiu na bagagem da travessia um equipamento de impressão considerado bastante moderno para  a época.

A célebre emissão brasileira, os famosos Olhos de Boi, resultou em selos valiosíssimos, cobiçados no mundo inteiro até hoje. Foram emitidos pelos Correios do Brasil em 1 de agosto de 1843 (o que explica o fato de hoje ser o Dia do Selo Postal! :)), correspondendo à primeira emissão no Brasil e à segunda no mundo de selos adesivos com finalidade de pagamento de porte.

São selos gravados em matrizes de aço, com posterior transferência para chapas de cobre. Foram cortados à tesoura e impressos em três valores: 30, 60 e 90 réis, todos na cor preta.

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Os selos têm exercido fascínio em gerações de interessados na história e cultura de cada país emissor. Fatos curiosos têm se acumulado. Por exemplo, no final do século XIX e início do XX, apareceu na Inglaterra – e espalhou-se pelo resto do mundo – uma espécie de “língua dos selos”, que usava a posição do selo no envelope como forma de codificar significados que um “analfabeto” nessa linguagem não identificaria, mas os conhecedores dela sim.

Variações dessa linguagem surgiram, como nos exemplos abaixo, de selos americanos, com os quais bastava girar cada peça no ângulo certo para obter um significado diferente:


Lado direito para cima = negócios

De cabeça pra baixo = com saudades de casa, solitário ou Eu te amo

Deitado de lado, o topo para a direita = amor e beijos

Deitado de lado, o topo para a esquerda = prometo não deixar você 🙂

Diagonal, para a direita = Casa comigo?

Diagonal, para a esquerda = Sim, eu aceito

E você, curte selos, tem uma coleção ou algum amigo ou parente que seja fascinado pelo assunto?

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