No topo da Tailândia

11ºC por volta das 10h. O sol da manhã de inverno (2 de dezembro) dá as caras timidamente. Ao meu redor, tailandeses congelam enrolados em seus cachecóis, luvas e casacos espessos. A maioria dos turistas europeus, por sua vez, se sente em casa pela primeira vez desde o desembarque neste encantador canto do mundo, o Sudeste Asiático.

Eu, gaúcho de Ijuí morando em Erechim, também não me assusto com o frio que empresta ao ponto mais alto da Tailândia, no Norte do país, um ar todo especial.

A 2.565 metros acima do nível do mar, as montanhas do parque Doi Inthanon (que integram a cadeia de montanhas do Himalaia), oferecem aos visitantes uma visão simplesmente fantástica. O complexo, na verdade, é um bálsamo não apenas para os olhos, corações e lentes dos turistas, mas também para a fauna e a flora. Mais de 380 espécies de pássaros habitam, ou habitaram em algum momento, o ecossistema local. Ao longo do Parque, aliás, você encontrará diversas espécies de plantas, mais de uma dezenas de cachoeiras, flores, árvores e animais silvestres. Um verdadeiro paraíso para quem ama a natureza e não tem medo do frio.

 

Chedis construídas em homenagem aos 60 anos do rei e da rainha da Tailândia dividem a beleza do lugar com uma borboleta atrevida

 

Como chegar

Há excursões que partem diariamente de Chiang Mai pelo preço médio de 1.100 a 1.200 Bath Tailendeses (entre R$ 110,00 e R$ 120,00). Neste valor, está incluso a entrada no Parque (300 Bath/R$ 30,00 – para estrangeiros, pois os tailandeses pagam só 30 Bath), almoço, visitas a duas cachoeiras, a uma tribo local e ao Projeto Real, que é bem interessante. Quem quiser se virar por conta própria pode se hospedar nas vilas próximas ao parque (diárias entre R$ 50 e R$ 200, na média) ou locar uma moto (R$ 20,00 a diária), a partir de Chiang Mai. Eu contratei uma tour e não me arrependo, pois o guia, além de dicas legais, prestou informações pontuais que me ajudaram a entender melhor o complexo, sua história e relevância.

 

Chedis construídas em homenagem aos 60 anos do rei e da rainha da Tailândia dividem a beleza do lugar com uma borboleta atrevida

 

Curiosidades

  • As duas estupas (chedis) que ornamentam o Parque (na foto em destaque com a borboleta) foram construídas em homenagem aos 60 anos do rei Bhumibol Adulyadej e da rainha Sirikit da Tailândia, respectivamente em 1987 e 1992. O rei morreu no mês de outubro de 2016, a rainha continua viva.
  • O nome original do lugar era “Doi Luang”, que significa “Grande Montanha”. A falta de criatividade foi compensada anos mais tarde, quando o complexo recebeu o nome de um ex-rei (Inthanon) que, ao seu tempo, defendeu com unhas e dentes a preservação do ecossistema local.
  • Doi Inthanon, com seus 2.565 m, é o “primo” mais baixo da cadeia de montanhas do Himalaia (que acaba ali mesmo, tendo seu “início” no Tibet). O Everest é o destaque da turma, sendo a maior montanha do mundo – com incríveis 8.848 metros de altitude.
  • O Doi Inthanon Park tem área total de 482,4 km e é o mais bem conservado de todos os parques da Tailândia.
  • Em certas manhãs de inverno, a temperatura lá no topo chega próxima de 0°C. Em Chiang Mai, a 90 km, mesmo no inverno, é difícil encontrar temperaturas abaixo de 20ºC.

 

Chedis construídas em homenagem aos 60 anos do rei e da rainha da Tailândia dividem a beleza do lugar com uma borboleta atrevida
Salus Loch

Salus Loch

Salus Loch é jornalista, advogado, escritor e fotógrafo amador, mas, acima de tudo, é um apaixonado por contar histórias e conhecer o mundo. Cada canto dele, se possível. Neste blog ele vai narrar, através de reportagens e fotos, um pouco de suas andanças – que cortam, no momento, o Sudeste Asiático. Detalhe: assim como você, ele evita gastos desnecessários em viagens. Os mochileiros irão gostar!

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