O comboio mochileiro


Como de costume em viagens, acordei mais cedo do que os outros e já fui me organizando. Definitivamente o meu relógio biológico funciona perfeitamente em viagens, sempre acordo cedo e bem disposto.Talvez isso aconteça por causa da adrenalina que não pára de correr pelo meu corpo do primeiro até o últimodia da viagem. =D

Acordei o Pedro no outro quarto como havíamos combinado na noite anterior, pois iríamos em “comboio mochileiro” para o estádio do Boca Juniors. Depois tomei o meu café da manhã.

O café da manhã do albergue tinha pães, geléia de morango, o delicioso creme de leite argentino, leite quente, café quente e manteiga. O suficiente para forrar o estômago. Além disso, podíamos repetir várias vezes.

Quando a Clau, o Pedro e o Lucas levantaram, eu já estava pronto para a aventura e fiquei conversando com um mexicano muito sorridente chamado Adam, enquanto esperava-os tomarem café. Adam me contava da insatisfação que tinha pelo que estava acontecendo comos locais turísticos no México. “Não são mais como antigamente. Agora estão todos saturados de turistas. Mudaram muito. Prefiro os lugares menos agitados”.

Já a caminho do estádio fomos sabendo mais coisas sobre as aventuras do Pedro pela América do Sul. Tudo muito interessante, já que normalmente os aventureiros brasileiros começam a mochilar pelos nossos vizinhos. Talvez por isso eu estivesse tão mais à vontade nesse mochilão. Não estávamos tão longe de casa, estávamos no nosso continente! Sem falar que há uma vibe mais familiar entre os países da América doSul.

A troca de experiências com outros irmãos mochileiros é muito boa, sempre pegamos dicas valiosas uns com os outros e dessa vez não foi diferente! O Pedro nos contou sobre um show de Tango com um super jantar por $50 pesos que ele tinha conseguido com a dona do albergue no dia anterior. O valor estava ótimo, mas só os indicados por essa mulher tinham esse desconto, já que ela era amiga do dono do restaurante Candilejas. Segundo o Pedro, se fôssemos comprar os ingressos direto no local, sairiam por $120 pesos! Grande barbada!

Bem, pelas recomendações de segurança que todos recebemosantes de partir para o estádio, ficamos todos apreensivos até chegarmos ao local, mas como estávamos em 4 pessoas altamente treinadas para situações de perigo, não entramos em pânico! =D

Quando chegamos no estádio, decidimos comprar um tour guiado pelo estádio que custava $14 pesos. O Tour foi bem instrutivo, com destaque para a informação que na Argentina existe a igreja do Maradona. Deu para perceber que os argentinos também são fanáticos por futebol. As informações se assemelharam bastante às que eu recebi no tour que fiz na“Casa do Rúgbi no mundo” o Millenium Stadium no país de Gales. As áreas vip’s, as cadeiras cativas, os vestiários… Foi a disposição vertical das arquibancadas, onde cabem cerca de 50 mil pessoas, que fez com que o estádio começasse a ser chamado de La Bombonera, numa curiosa comparação com uma caixa de bombons. A única diferença é que você percebe nitidamente que o estádio do Boca Juniors além de pequeno (segue as medidas mínimas permitidas pela FIFA), está bem deteriorado. Nada muito gritante, mas a conservação do local deixou a desejar.

Isso não depreciou o tour, já que estávamos entre irmãos mochileiros super animados, tudo era uma festa só! Fizemos caras e bocas para fotos hilárias, com destaque para a foto que imitávamos a mesma postura dos jogadores num cartaz.

Saímos do estádio felizes da vida por estarmos super entrosados uns com os outros, parecia até que já nos conhecíamos há anos. Mas uma situação inusitada estava para acontecer…

Veja o desfeche dessa aventura no meu diário pessoal

Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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