Pequeno Manual do Mochileiro – Escolha do Roteiro


Creio que projetar o roteiro é a parte mais prazerosa dos preparativos. Quando você imagina que dias depois você estará no lugar que está vendo no papel, te dá uma sensação de desafio e aventura sem igual. Nas minhas viagens eu não via a hora de estar nos lugares. Toda essa expectativa te enche de coragem para romper as fronteiras.

Mas a escolha de um roteiro é algo muito individual, vai muito dos valores da pessoa. Por exemplo, durante a minha primeira viagem à Europa conheci alguns brasileiros que só falavam de balada. Eles ficavam tão empolgados falando disso que quando a Verônica e eu falávamos do nosso roteiro, eles ficavam perplexos. “Nossa! Quanta coisa vocês já fizeram!”

Vejam bem, eu aprendi que certas coisas você pode fazer aqui no Brasil mesmo. Balada é o que não falta principalmente aqui em São Paulo. Ir ao cinema, encher a cara a noite toda e não agüentar levantar no outro dia te consome um tempo muito precioso. Se você for em umas duas baladas no período de 30 dias, já está ótimo. Se você estiver viajando sozinho tem que ter cuidado redobrado. A administração do tempo é uma das coisas que você mais aprende a lidar durante um mochilão. Por isso, logo perceberá que certas coisas são sinônimos de tempo perdido e dinheiro no lixo.

Muita pesquisa na Internet é imprescindível. Nesse campo você pode pesquisar sobre a melhor época para fazer a viagem, que tipo de roupa vestir, custo de vida e muitas coisas mais. Não se esqueça de que com certeza tem uma comunidade no Orkut relacionada ao lugar por onde você quer passar. Essas comunidades são cheias de tópicos importantes. Na net você também encontra dicas de quem já foi, o que é muito legal, mas tenha em vista que a pessoa está expressando uma opinião pessoal.

Tente encontrar um bom guia, não é difícil de achar se o país for muito visitado. De qualquer forma, vá a alguma biblioteca ou livraria e estude sobre a história do lugar. Isso é super importante na seleção dos lugares, porque normalmente é desse estudo que saem aquelas fotos que ninguém mais tem. Isso mesmo, sempre tente conhecer uma cidadezinha fora do roteiro turístico. Nessa escolha, o valor histórico é decisivo e a experiência com certeza vale a pena.

Outro ponto decisivo na seleção é o fator da entrada no país. Tem carta branca para brasileiros ou precisa de visto para entrar como turista? Mesmo que você já tenha ido para o país em anos anteriores, vale pesquisar novamente, pois essas leis podem mudar. Essa informação você pode encontrar rapidamente pela Internet no site da embaixada. Mas vale lembrar que a maioria dos países da União Européia não pedem visto de turista para aqueles que vão passar menos de 90 dias, sendo necessário apenas o passaporte com validade dentro do prazo de permanência no país.

Bem eu acho que com essas informações, já dá pra você começar a preparar o seu roteiro de viagem internacional. Você vai perceber que pode fazer em um curto espaço de tempo, mais coisas do que muitas pessoas não fazem em toda a vida.

Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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