Pequeno Manual do Mochileiro – Locomoção


Bem, de uma forma geral a melhor maneira de conhecer qualquer lugar, é estando de corpo presente. Isso mesmo, você pode até estar dentro de um micro ônibus que te leva pra cima e pra baixo junto com o grupo, mas te digo: “Ande muito a pé, pois mochilão é sinônimo de contato”. É econômico, saudável, e o meio mais acessível para lidar com os nativos e se embrenhar pelas ruazinhas graciosas que a maioria dos turistas nem conhecem.

Se você mora em uma metrópole como São Paulo, vai perceber que a maioria das cidades do exterior (principalmente na Europa) são bem menores. Imagine você conhecer uma cidade inteira em apenas um dia, pois é, algumas cidades européias são assim. Mas em alguns lugares não há como fazer tudo a pé. Por isso vamos dividir essa questão de locomoção em algumas partes:

Se locomover dentro da cidade:

Dentro das cidades, o transporte público varia muito de qualidade, quase sempre bom ou melhor do que isso.

Uma primeira coisa que se nota é que em praticamente todas as cidades o transporte público não tem cobrador e nem catraca. Você pode entrar e sair à vontade, do metrô, do bonde, dos ônibus. Porém, não se iluda!!! É necessário pagar sim!

Se algum inspetor te pegar irregular, ingenuamente ou não, você será obrigado a pagar uma terrível multa. As multas são levadas a sério, e cobradas na hora. Se você não tiver o dinheiro pra pagar, eles vão com você até um caixa eletrônico para que o retire. Cuidado com a tentação de economizar alguns poucos euros para arriscar uma cabulosa multa e um vexame daqueles! O brasileiro (infelizmente) tem a má fama de sempre querer dar uma de espertinho.

Caso você tenha comprado um ticket simples, de uma viagem, ao entrar no ônibus haverá um lugar para você carimbar o ticket com a hora em que embarcou. Normalmente ele fica válido por um período após o marcado no ticket (de 1-3 horas, dependendo da cidade). Andar com o ticket sem carimbar é o mesmo que não ter o ticket, e a multa será aplicada de igual modo.

Caso você tenha um ticket diário, de 2 dias, 3, ou enfim, de um período, basta carimbar no primeiro transporte. Ele ficará válido durante o período, a partir do horário carimbado, sem necessidade de carimbar novamente.

No metrô e nos bondes o procedimento é o mesmo.

Muitas vezes os inspetores dão uma colher de chá para estrangeiros, pois muitos não entendem o que é para fazer (outros se fazem de desentendidos), e nesses casos eles orientam sem dar multa. Mas é melhor não dar sopa para o azar, de repente você pega um que tá nervoso porque o time dele perdeu , aí a casa caiu!

Viajar de uma cidade para outra:

Na Europa o transporte público é excelente! Eles possuem uma malha ferroviária incrível, sem falar nas rodovias que varrem praticamente todo o continente. Então, a melhor maneira de viajar entre as cidades é de trem ou ônibus, melhor até que de avião, a não ser em alguns casos especiais de super promoções. Além disso, o tempo perdido de trem ou ônibus é muito menor que avião, mesmo sendo o trecho mais demorado (por exemplo, pode-se gastar uma noite inteira viajando, mas de qualquer forma você estaria dormindo). Hoje em dia existem as empresas que oferecem vôos bem baratos, mas ouvi dizer que geralmente são em horários e lugares pouco acessíveis. Nem sempre você vai pegar um vôo Paris-Barcelona. Pode ser que você consiga, mas os aeroportos ficam em cidadezinhas próximas das principais, o que acaba sendo ruim por perda de tempo e dinheiro já que você vai ter que fazer um translado daquela cidadezinha para o destino final. Mas há exceções, você deve analisar direitinho todas as possibilidades.

A maioria dos mochileiros possuem o Eurailpass, mas o seu roteiro precisa estar bem definido para que o passe seja bem aplicado.

Se for viajar à noite para economizar tempo útil e a grana do alberg, dê preferência aos trens e ônibus noturnos do tipo leito, pois aí você economiza dinheiro da estadia e não perde tempo útil na sua viagem (a não ser que a viagem de trem seja daquelas panorâmicas). A vantagem de ser do tipo leito é que você não vai estar todo quebrado no outro dia. Isso seria péssimo, pois dificilmente você conseguiria curtir o novo lugar.

Perca sempre um tempinho estudando os horários dos trens, vale a pena. Tudo na Europa é MUITO pontual, você verá horários tão precisos como 11:42, 2:14… perdeu o trem já era!

Táxi:

Só use um táxi em caso de emergência médica gravíssima! Não caia na tentação de trocar o transporte público ou uma boa caminhada pelos caríssimos táxis. Não se esqueça de que quando fez o roteiro, você estimou os seus gastos diários, não se deixe fugir muito daquilo. No retorno dessa viagem, provavelmante terei que pegar um táxi do centro de Londres até o aeroporto, já que terei de fazer o check in às 4 horas da manhã. Até pesquisei sobre o transporte público, mas só vai dar pra ter certeza estando por lá mesmo. Nesse caso já estou separando uma grana para essa finalidade, caso seja realmente necessário tomar o táxi.

Carro:

Alugar um carro pode ser uma boa opção em países que não dispõem de um transporte público eficiente. A Verônica e eu precisamos fazer isso no Marrocos. Não tinhamos como nos locomover de uma cidade para outra com a mesma facilidade européia e o pior é que também não tínhamos tempo sobrando para conhecer tudo o que havíamos planejado. Nesse caso a melhor opção foi alugar um carro. Mas é como ouvi dizerem uma certa vez: “De dentro de um carro, não se conhece ninguém”. Uma das coisas mais legais de se viajar para o exterior é a oportunidade que você tem de conhecer pessoas de diferentes partes do mundo. Por isso andar a pé ainda vale muito mais a pena.

Frase de mochileiro: “O bom mesmo é andar até a sola da bota aguentar!”

Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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