Pequeno manual do mochileiro – Parte burocrática


Se fazer o roteiro é a parte dos preparativos que dá mais prazer então a burocrática é que a que mais te dá sensação de conquista. Isso mesmo, quando finalmente o assistente da Policia Federal coloca nas suas mãos o seu passaporte, você já se sente um vencedor. Nessas pequenas conquistas você percebe que está se tornando mais responsável. Responsável pelas suas escolhas e pela realização dos seus objetivos.

Para tirar o passaporte, primeiramente você precisa verificar no site da policia federal quais são os documentos exigidos, e quais destes precisam ser xerocados. Também é necessário comprar uma guia (DARF) nas bancas de jornais ou livrarias e com ela efetuar o pagamento do valor exigido em uma das agências do Banco do Brasil. Também é necessário levar 3 fotos 5X7 datadas. É só falar para o fotógrafo que é foto para passaporte. Pronto, munido destes itens, vá a um posto da polícia federal e faça o pedido do passaporte. Ah, não se esqueça de levar os documentos originais além das xerox. O atendente te dará um canhoto com a data da retirada do passaporte.

Como já disse no post anterior, você precisa pesquisar no site da embaixada do país, a necessidade de visto de turista para brasileiros. A maioria dos países mantém boas relações diplomáticas com o Brasil, sendo apenas, na maioria dos casos, necessária a apresentação do passaporte com validade dentro do período que se pretende passar no país. Ah, caso a sua viagem como turista for exceder o período de 90 dias, será necessário retirar o visto na embaixada do país ainda aqui no Brasil. Ultimamente a Europa tem sido um dos continentes mais procurados por mochileiros, devido a “facilidade” de acesso.

O tempo é um dos fatores mais importantes na compra da passagem aérea. Quanto mais próxima a data do embarque, mais cara se torna a passagem. Por isso, se programe direitinho para não pagar caro na última hora. Se a ordem é economizar, então compre com o máximo de antecedência possível. Se o seu roteiro começa por uma cidade e termina em outra muito distante do ponto inicial, então é melhor comprar sua passagem na CI (Central de Intercâmbio). Rsrsrs. Pelo o que eu pesquisei na Internet as empresas aéreas só vendem passagens promocionais com ida e volta pelo mesmo ponto, o que dificulta num mochilão.

Para conseguir algum desconto em museus, cinemas, exposições, teatros e vários outros lugares, você não pode esquecer de levar as suas carteirinhas de descontos. Se você é estudante e ainda não tem a sua carteirinha do estudante internacional, corra e tire a sua! Consegui muitos descontos com a minha carteirinha. Além disso se você tem menos de 26 anos, pode se beneficiar do incentivo que alguns países dão à jovens viajantes. Por isso também faça a sua carteirinha do Jovem Internacional. Já a carteirinha do alberguista internacional não me foi muito útil na última viagem. Poucos descontos, mas se der pra socar na mochila, então vamos que vamos!

Uma vez definido o roteiro, você já pode pensar em comprar a moeda do país que vai mochilar. Pesquise qual é essa moeda e se informe sobre as tarifas de câmbio do dia. Se você tem tempo e dinheiro, pode ir comprando o dinheiro aos poucos, aproveitando as quedas da bolsa. Não se esqueça de pesquisar com amigos ou batendo perna mesmo, quais são as casas de câmbio com uma boa tarifa. Peça desconto se for comprar bastante.

Devo levar traveler checks?
Bem, eu não levei. Acho que o dinheiro vivo ainda é a melhor forma de negociação. Fui com todo o dinheiro e fiquei esperto com algumas regrinhas de segurança básicas. Mas hoje em dia temos o cartão Visa Travel Money, que parece ser bacana, já que o pessoal daqui do Brasil pode ir depositando dinheiro nele e você ainda saca na moeda local. Vou usá-lo pela primeira vez agora no Reino Unido.

Uma das perguntas mais freqüentes em qualquer viagem é: “Quanto vai custar tudo isso?” Faça os cálculos tendo por base os gastos diários. Por exemplo, para a Europa, contabilize 20 euros de alimentação, 20 euros de albergue, 20 euros de transporte e pagamento de atrações. Total diário 60 euros depois multiplique isso pelo número de dias que você vai passar mochilando. Exemplo de 30 dias dá um total de 1800 euros, mas ainda leve uma graninha reserva, tipo uns 200 euros. Recomendo pagar algumas coisas mais caras (trem, passeio de camelo, aluguel de carro) no cartão de crédito internacional. Ah não deixe de levar o cartão de crédito internacional, ele vai te socorrer em caso de emergência.

O Seguro Saúde pode ser comprado na CI (Central de Intercâmbio), normalmente fica em torno de uns 200 dólares. Mas tudo vai depender do seu roteiro de viagem, pois, as exigências são diferentes de um país para o outro. Alguns países, por exemplo, pedem que o valor do seguro cubra uma repatriação em caso de morte. Por isso é bom você falar com uma das consultoras da CI e se informar qual é o plano que cobre as suas necessidades.

Como disse no começo, essas conquistas te farão sentir o que é a pegada do mochilão, pois, você já estará começando a pensar por você mesmo.

Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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