Primavera Sound – Parte 1


Primeiro dia de festival, finalmente chegou a hora.
Era meu primeiro dia no apartamento novo e fui convidado para comer a paella da Dona Dolores, dona do apê, perfeito para carregar as baterias. Saí de casa umas 21h e fui de metro até o Forum, local do evento. Como é uma região que eu não conheço direito fui seguindo os jovens na saída do metro.

Me deparei com um espaço enorme, cenário perfeito, com o mar ao fundo, muita gente, luzes piscando e então me perguntei: Para onde eu vou agora? Liguei para uma amiga que me recomendou o show do Slint. Mesmo sem conhecer fui dar uma olhada. Não poderia ter começado melhor. Várias músicas instrumentais e um vocal que pouco aparecia, mas quando resolvia dar o ar da graça vinha completar o clima quase sombrio do show. Acabei ficando até o fim do show meio que hipnotizado. Só quando acabou que eu percebi que já estava na hora de procurar o palco principal para ver o Smashing Pumpkins.
Bom, acho que tudo que eu falar ainda seria pouco para decrever o show de Billy Corgan e sua trupe, nova trupe diga-se de passagem. Eu já esperava pelo peso das guitarras, pela voz marcante e inconfundível e por todos os hits, mas o que eu não esperava e me surpeendeu foi a alegria dos integrantes da banda, acho que pela imagem que eles passam em seus clipes sempre sinistros e teatrais. Quem poderia dizer que Corgan teria ataque de riso no meio de uma música? Mas assim foi o tempo todo, rindo e conversando entre si, os novos integrantes do The Smashing Pumpkins fizeram a noite pegar fogo.
Tirei minha air guitar do armário ao som de Cherub Rock. Tonight Tonight, fez todos cantarem juntos. Cortei os pulsos com Disarm. Perfeito do começo ao fim.
Billy ainda ficou uns 5 minutos sozinho no palco depois do show agradecendo quase que um a um que estava presente.

Depois disso eu poderia pegar o avião de volta para casa, mas como já estava ali resolvi dar uma passadinha no show do White Stripes. Jack White e Meg White são o melhor exemplo de irmãos que se completam, se é que realmente são irmãos. Jack é um ser de outro do mundo, um verdadeiro bluesman. Tocou guitarra, violão, piano, orgão, segurou o prato quando Meg bateu com mais força do que devia, e usou 5 microfones que estavam espalhados pelo palco. Um junto ao piano, um no meio do palco, 2 especiais que ficavam juntos para quando ele tinha que fazer primeira e segunda voz, e mais um do lado da bateria de Meg, que por sua vez atura todas as excentricidades do irmão sem perder a pose e o tempo de suas batidas secas. Tocaram seus hits com muita vontade e peso. I just don´t know what to do whit myself continua sendo a minha preferida (veja a versão original). Seven Nation Army é o grande hit que fecha o show. Se você não olhasse para o palco poderia dizer que tinha umas 4 pessoas tocando, mas eram só os 2 irmão White fazendo o bom e velho rock and roll.

Antes de ir embora mais uma surpresa sensacional, Justice. Fazendo um set incrível de tecnho, tudo no melhor estilo live. Os 2 figuras quase sumiam atrás de tanta parafernalha. Duo frânces que já está no meu favoritos depois deste show.
Fui para casa feliz da vida cantando a pop e grudenta: we are your friend, you´ll never be alone again
Galeria de fotos:

Fábio “Lino” Baroni

Fábio “Lino” Baroni

Hola ¿Qué tal? O Fábio embarcou para conhecer o velho mundo e viverá na bela cidade litorânea da espanha - Barcelona.

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