Schwarzwald… Cuco! Cuco!


Aaaaaah… a floresta. Nada melhor que uma boa mata, um bom lago e um bela paisagem – pra se pensar plenamente na vida, certo?! E que tal se essa floresta for a famosa Floresta Negra – a “Amazônia” alemã?! Perfeito!

Fiz duas viagens para a Floresta Negra, e hoje conto sobre a primeira – na borda norte do maior reduto nativo de floresta alemã! Como engenheiro florestal, o interesse pela floresta que deu início ao meu curso de graduação me tornou um verdadeiro aficcionado pela Floresta Negra. Então embarquei para Forbach |fór-bár|, 1 hora de Karlsruhe ( a cidade que estou morando). Duas semanas depois fui para Freiburg – a capital da Floresta Negra (na segunda viagem para lá, a qual falarei no próximo post!!!).

Pegamos (eu e alguns membros do IAESTE) o trem de Karlsruhe para Forbach |fór-bár| por volta das 9 da manhã. A viagem demorou pouco, e logo já estávamos em uma das primeiras cidades da região da Floresta Negra, logo no limite norte! O dia começava chuvoso, com névoa na montanha… bastante convidativo. hehehe


Ach so! [Ah, sim!] A Floresta Negra (em alemão, Schwarzwald |Xivárs-váld| [floresta negra] ) é considerada uma das regiões mais quentes da Alemanha, com médias no verão que ultrapassam todas do restante do país. A floresta, por mais que seja explorada pelo comércio (tanto florestal quanto mineral), encontra-se com ótima paisagem nos conjuntos de montanhas da região. Foi na Schwarzwald que o relógio Cuco foi inventado… e, na sua borda com a Suíça – ao extremo sul da Alemanha, a relojoaria teve extremo impulso tecnológico ao longo das épocas. A Schwarzwald também é conhecida pelos seus grandes lagos e grande beleza natural, o que faz dela uma dos maiores destinos turísticos de todo o país durante o verão.

Descemos na primeira parada antes de Forbach, no meio da auto-estrada. O Florian (alemão, membro do IAESTE Karlsruhe – a empresa que me trouxe para cá) foi na frente, e logo entrou numa picada inclinada, no meio da floresta de pinheiros, na beirada da estrada. Uma escada de pedras perdia-se na escuridão da floresta… E fomos seguindo…

A floresta das redondezas de Forbach é magnífica! Paisagens lindas, lagos quase encantados, musgos, caramujos e cogumelos que transformam a simples mata em um lugar mágico. Não é difícil se sentir “abençoado” ali dentro, vendo uma casinha abandonada no meio da floresta ou um mirante acima do nível das árvores, observando soberano a vegetação.

Lá pelas tantas, atrás das árvores, surge um enorme monumento de pedras – gigantesco. “O que é isso? Parece um muro de castelo…”, “Não, isso é uma barragem!” – respondia o alemão Florian para o grego Vasilis. Era uma belíssima barragem, no melhor estilo “medieval” possível.

Dali, montanha acima! Fizemos um pic-nic na margem do lago da represa, muito maneiro. No caminho de volta, mais paisagens maravilhosas – coisa de tirar o fôlego! Sabe aqueles momentos mágicos em que você quer ficar congelado para sempre? A Schwarzwald tem vários deles, concentrados em algumas horas de caminhada pela floresta fresca, apesar da temperatura quente do verão europeu. E, para alívio geral, uma pontezinha para encurtar o caminho: apenas excelente!

A saída da floresta se deu para a pequena vila de Forbach, muito bonita. Como toda pequena vila por aqui, flores eram cultivadas por todos os cantos da cidade – desde janelas à fontes das praças. Um cenário calmo, bucólico e bastante romântico. E, claro, uma enorme igreja, antiga e muito bonita também. “Ah se o mundo inteiro soubesse disso daqui…” – pensei comigo mesmo…

Nas fotos de hoje, uma passagem rápida pela floresta ao norte. O editor de vídeo resolveu dar problemas… tentarei resolver isso o mais rápido possível!!! heheheh

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DICA VALIOSA #7: PASSEIOS PELA SCHWARZWALD
A região da Floresta Negra tem inúmeras trilhas naturais, todas gratuitas. Não existe um “portão” principal para entrar nela, apesar das trilhas serem muito bem sinalizadas lá dentro! As paisagens são magníficas e ciclistas são mais que bem vindos. Se você tiver uma bicicleta, coloque-a dentro de um S-Bahn (trem que viaja entre cidades) e salte em uma das dezenas de cidades ao longo da floresta que se estende pelo estado de Baden-Würtemberg. Um passeio barato e inesquecível, digno de contos infantis.
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No próximo post, a segunda parte da viagem para a Floresta Negra – dessa vez para Freiburg, no extremo sul da floresta! Além da floresta em si, uma nightlife de fazer inveja às cidades grandes! Muita música eletrônica, muita curtição com os IAESTES do sul do país (das cidades de Ulm, Stuttgart, Freiburg e Karlsruhe), e o ápice da magnífica Floresta Negra: o grande Lago Schluchsee… aguardee!

Até a próxima, galera!
Galeria de fotos:

Rafael Guimarães

Rafael Guimarães

Rafael é estudante de Engenharia Florestal e vai estagiar em uma das melhores empresas do setor, na Alemanha. Além, claro, aproveitar para se divertir na Europa. Acompanhe aqui

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