Segundo dia na Milford Track: os espelhos naturais

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Por mais que tivesse dormido com o saco de dormir meio molhado, consegui ter uma noite completa de sono. Na verdade, quando a noite cai no abrigo não há muito o que fazer, pois não há energia elétrica e além disso, o cansaço da caminhada do dia é forte.

Acordei por volta das 7 da manhã e fui escovar os dentes para o café da manhã. Faz um frio danado no começo do dia, por isso, sempre me encapoto todo de roupas.

Curiosamente eu acabei não me conectando com nenhum dos demais aventureiros nessa trilha. Não éramos muitos, mas estranhamente havia um clima silencioso no ar. Como se as pessoas estivessem num retiro de silêncio e introspecção.

Creio que foi melhor assim, pois eu estava tendo o meu momento com a natureza tão impressionante desse lugar. Parava para tirar fotos a todo momento, cantava, dançava, nadava, explorava algum canto que estivesse chamando atenção. Por isso normalmente prefiro fazer trilhas sozinho.

E este segundo dia foi espetacular. Primeiro com uma subida de uns 600 metros que me levou aos lagos espelhados. E para minha maior felicidade, não havia uma multidão de gente no lugar, apenas eu. Como isso é impagável! Não consigo descrever de outra forma. Simplesmente amo estar sozinho num lugar de tirar o fôlego.

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Passei 1 hora admirando os lagos e montanhas ao redor. O dia estava lindo e dava pra ver o gigantesco vale por onde eu tinha caminhado no dia anterior. Coloquei umas músicas pra tocar no tablet e fui feliz. Deixei minha mente voar e me abraçar a natureza selvagem do lugar. Quanta energia!

Segui a trilha numa descida meio complicada, pois havia um certo risco de avalanche e deslizamento de pedras a todo momento. Inclusive a trilha havia sido destruida em alguns pontos dificultando consideravelmente a orientação e me deixando com adrenalina mais elevada, mas no final deu tudo certo e acabei chegando são e salvo no segundo abrigo.

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Antes disso, acabei tomando uma trilha alternativa que levava para a maior cachoeira da Nova Zelândia (580 metros de altura). Impossível tirar fotos próximas, pois era muita água pra todo lado. Parecia um temporal.

Conversei com os outros viajantes no abrigo, mas foi apenas uma conversa bem rápida e informal. Não posso dizer que toda aquela antisociabilidade deles estava me agradando, mas entendo que culturas são diferentes. Cada vez mais a natureza de Milford chamava a atenção toda para si.

E ao cair da noite, começou uma chuva boa e pesada. Nada melhor do que um barulhinho de chuva para dormir a noite toda. =)

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Eber Guny

Mochileiro nato e aventureiro, o Viajante CI fará uma uma parada estratégica pra estudar inglês intensivo por 6 meses na Nova Zelândia. Esse intercâmbio com mochilão vai render muitas histórias hilárias, informações importantes e ótimas surpresas.

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