Stonehenge & Bath


ATRASADO! DE NOVO! Sorry folks!

Semana bem preguiçosa… só rotina básica… casa escola, escola casa… Eis que no sábado fui com os amigos para Wales (a primeira viagem frustrada… tema do próximo tópico!)

Vamos falar da melhor de todas (por enquanto): STOHENGE & BATH.

A viagem começou como todas as outras… cedo. Sábado, 7h da manhã, de pé, banho tomado, mochila equipada, parti em direção a Kings Cross. Me encontrei com o Matheus no Costa Cafe (versão britânica do Starbucks, que segundo os britânicos, é melhor q o Starbucks!), esperamos o ônibus da companhia de turismo (Anderson Tour). 7h55, embarcamos, rumamos sul para o resto dos pick-up points e enfim, pé na estrada! E como as estradas são bizarras. De dentro do ônibus, observar o trânsito ao contrario é mais amedrontador do que atravessar as ruas! Um caminho curto, nem me lembro direito, mas foi bem rápido, e às 10h da manhã, avistamos Stonehenge (só saímos de Londres efetivamente às 9h, após o último pick up point).

Stonehenge, já me haviam alertado, não é tão grande quanto parece. Quem for esperando ver pedras colossais e imensas, do tamanho de casas de dois andares, pode tirar o horse da rain. As pedras são grandes sim, grandes até para qualquer jogador de basquete. Ainda não achei palavras pra descrever a emoção de encarar o circulo misterioso de pedras, erguido ha mais de 3500 anos por uma tribo que acreditam ser celta, um lugar de culto e curandeirismo, que foi erguido sabe lá Deus como, com que ferramentas, e o mais sinistro, com um tipo de pedra que não é encontrada nesta região da Inglaterra. Como ela foi levada para lá? Medo.

Passamos 40 minutos em Stonehenge (muito pouco, admito), voltamos, passada rápida pela loja, zarpamos de novo, rumo a Bath. Algumas horinhas depois de estrada, por um caminho muito bonito, verde, cheio de pássaros, uma cidade fantasma (sim, cidade fantasma, tomada pelo exercito Britânico dos habitantes originais no século XVII e nunca devolvida! E palco de exercícios de treinamento, manobras, e coisas militares sinistras!), colinas, florestas, mais colinas, muito pasto, e enfim… BATH!

A arquitetura de Bath é um show a parte. De tirar o fôlego. Toneladas de casas seguindo a mesma linha de construção, usando os mesmos materiais, formando fileiras de casas executadas com precisão e maestria. Dois lugares imperdíveis: Crescent e Circus, conjuntos de casas que são cartões postais da cidade (um apartamentinho em Circus chega a custar 4 milhões de libras, com 2 quartos).

Bath foi construída pelos romanos, no século 2. A tubulação das famosas Roman Baths e tão velha, tão velha, que a água sai esverdeada, contaminada, cheirando mal e perigosa. Primeira instrução dos guias: não toquem na água. Os motivos vão alem dos citados: as águas termais chegam aos 47 graus. Pude avistar na borda das Roman Baths algas bizarras crescendo e soltando bolhas escuras. Não quero nem imaginar o porque.

O governo e a prefeitura de Bath investiram um dinheiro violento em pesquisa e preservação, então alem de poder ver as antiquíssimas Roman Baths, os turistas ainda podem contemplar os restos dos antigos templos, peças de bronze, mármore, e as clássicas estatuas e bustos romanos.

Todas as construções de Bath são feitas usando uma pedra chamada Bath Stone (criativo não?). Tombada pelo Unesco como Patrimônio da Humanidade, Bath continua crescendo, com o volume de turismo exagerado, e mantendo o mesmo estilo arquitetônico vitoriano, e os mesmos materiais.

Bath foi o reduto de Jane Austen, celebridade britânica, autora de inúmeros livros, incluindo “Pride and Prejudice”, que virou filme. Outro show a parte foi ver o rio Avon (o mesmo que corta Stratford, a cidade de Shakespeare) e a Pulteney Bridge, que segue o estilo da Ponte Vecchio em Florença e a Ponte di Rialto em Veneza.

Apesar da correria da viagem bate e volta, valeu a pena. 490 fotos e muitas memórias de volta na bagagem…

E a maratona continua… Próximo fim de semana: NOTTINGHAM! Floresta de Sherwood!

Grande abraço,

André

Galeria de fotos:

André Andrade Santos

André Andrade Santos

André foi o primeiro colocado da Olimpíada de Atualidades da FACAMP e ganhou bolsa para estudar inglês durante três meses em Londres, na St. Giles. Do interior de São Paulo (Ourinhos) para o topo da London Eye.

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