SXSW: Cinema, música e tecnologia no sul do Texas

Texto de Gaía Passarelli

O festival norte-americano South by Southwest, também conhecido pela sigla SXSW, está na 26ª edição e é um dos mais interessantes dos Estados Unidos. Com duas semanas de duração, entre os dias 09 e 18 de março de 2012, ele é mais uma conferência do que um festival tradicional, reunindo gente da indústria, estudantes, fãs e entusiastas de três áreas distintas: música, tecnologia e cinema. O SXSW ocupa todo o centro de Austin, cidade liberal do sul do Texas, que em alguns dias fica fechado para passagem de carros.

Tudo acontece em torno, principalmente, do Austin Convention Center, gigantesco auditório onde acontecem shows, palestras e, imperdível, a Flatstock: uma feira dedicada à fina arte dos posters de shows em (principalmente) serigrafia, que é um dos destaques de toda a programação. Se é seu plano passar por lá em 2012, tenha certeza de guardar uma parte generosa do seu dinheiro. As paredes do seu quarto certamente agradecerão.

O SXSW Film Festival acontece em cinemas e auditórios da cidade que recebem uma extensa programação de filmes, em sua maioria independentes. Em 2011, por exemplo, um dos grandes destaques foi estréia do filme Scenes from The Suburbs, parceria entre o cineasta Spike Jonze e a banda canadense Arcade Fire. Parte do especial do acontecimento foi o fato da projeção ser no Ritz Alamo, antigo cinema restaurado de Austin transformado em uma choperia que exibe filmes (ou cinema que vende chope, como preferir). Já o segmento chamado Interactive realiza um sem-fim de painéis, workshops e entrevistas com criadores de start-ups, criadores de novas tecnologias e nomes importantes do mundo tech.

Mas é parte musical do SXSW, sempre na última semana da conferência, que realmente brilha no evento. São centenas de shows em todos os espaços possíveis do centro de Austin: bares, clubes, restaurantes, igrejas, praças, boates. A programação tradicionalmente revela novos nomes da música – foi em um SXSW que uma certa Amy Winehouse chamou a atenção da indústria musical norte-americana, por exemplo. Em 2011, Strokes e Foo Fighters mostaram músicas de seus novos álbuns em shows gratuitos. Jack White, do White Stripes, comandou uma van onde vendia discos de vinil e CDs de sua gravadora, a Third Man Records, diretamente para o público.

Gravadoras e sites importantes de todo o mundo armam “showcases” para apresentar suas escolhas do ano. Uma lista crescente e sempre atualizada das bandas (sempre novidades desconhecidas e banda relativamente estabelecidas como o eletrônico Com Truise ou o indie Howler) e seus locais de apresentações estão aqui. Entre os brasileiros estão Rosie & Me, Some Community e Copacabana Club.

A não ser que a lista mostre algum artista que você ame, o lance é ficar de olho para shows anunciados durante o festival. Nessa hora, dois canais vão te ajudar. O primeiro é o esperto app que o festival tem disponível para iPhone/iPad/Android, com toda a programação, endereços, telefones, preços, mapas e tudo que você pode vir a precisar. O segundo, bem low tech, é a distribuição de convites e posters colados nos postes nas ruas – é circulando em volta do Austin Convention Center que você fica sabendo quem vai fazer um show surpresa numa choperia na rua de cima… é esse o clima!

Você pode ir a uma ou todas as “partes” do SXSW – o festival vende pacotes de ingressos que dão acesso ao que você precisar. Saiba tudo aqui.

Cinco dicas pro SXSW

1. Saber o que você quer do SXSW. É ver os shows? É participar dos debates sobre novas mídias no Technology? É ver os próximos lançamentos do cinema independente mundial? O SXSW tem uma programação de, literalmente, milhares de eventos em suas duas semanas. Ter foco é fundamental.

2. Estar bem informado. O aplicativo mobile é ótimo, mas pode ser complementado pela rede social do evento, que você encontra em http://sxsw.com/social. Dá pra encontrar seus amigos, salvar seu roteiro e pegar uma infinidade de dicas.

3. Planejar o que é imperdível. As filas, especialmente para shows de artistas mais conhecidos, são enormes e os locais dos eventos normalmente são pequenos. Então se você quer mesmo ver uma banda que é especial pra você, não chegue em cima da hora.

4. Saber se movimentar na cidade. Se você decidir agora pela viagem a chance é que não vai mais encontrar hotel/hostel no centro de Austin. Boa parte da região fica fechada para o tráfego de carros durante o festival e as distâncias entre o centro e os hotéis fora dele dificilmente são caminháveis. Como pegar um táxi em alguns momentos é muito difícil, existe um serviço de shuttle, muito eficiente, que faz o roteiro de hoteis da cidade até a área do festival várias vezes por dias. Você pode comprar o passe do shuttle assim que chegar em Austin (no Austin Convention Center).

5. Saber que tudo pode mudar e tudo bem. Aquela fila enorme impediu que você visse o show que queria tanto? Paciência – respire e entre na próxima porta que encontrar aberta, você pode se surpreender positivamente.

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