Trilha e aventuras em Paranapiacaba


No feriado do dia 1º de maio, Verônica e a Fernanda me convidaram para conhecer Paranapiacaba. Uma cidadezinha pequena que foi construída no percurso da estrada de ferro entre Santos e Jundiaí. Essa estrada de ferro foi construída para transportar o café entre Jundiaí e o porto de Santos. Nessa época, o café estava em alta.

Acordei super cedo para encontrá-las na estação da luz. Eu cheguei às 8 horas da madrugada, como combinado, mas elas atrasaram um pouco. Fomos de trem até a estação Rio Grande da Serra, de lá tomamos um ônibus para Paranapiacaba.

Cidade pequena, mas muito bonita. A maior parte das construções foram feitas de madeira irlandesa e o teto das casas era francês. Como a subida de Santos para Jundiaí era muito inclinada, foi necessária tecnologia inglesa de tração para fazer com que os trens conseguissem subir até Jundiaí. Tem até um relógio na antiga estação de trem que parece o Big Ben.

Bem essas informações foram passadas pelo nosso guia, o Marcos. Um cara super estiloso e viajado que conhecemos logo que chegamos na cidade à procura de um guia que conhecesse a mística Trilha da Comunidade. “A Comunidade” era formada por um grupo de pessoas de diversos credos (hippies, budistas, espíritas e por aí vai), uma sociedade alternativa. Haviam se isolado na década de 60 no topo de uma colina em busca de paz e contato com a natureza. Foram reprimidos alguns anos depois pela igreja católica que não tolerava esse tipo de movimento ecumênico.

Demos sorte de ter encontrado o Marcos, já que, segundo ele, poucos guias na região conhecem essa trilha tão inóspita.

Literalmente nos embrenhamos no meio do mato das 10 da manhã até por volta das 3 da tarde. Foi muito divertido. Durante a trilha, cantamos, aprendemos sobre botânica, vimos animais e plantas silvestres, escorregamos, caímos, corremos, pulamos, vimos uma cachoeira e muito verde. O dia estava lindo e o clima estava muito agradável.

Finalmente chegamos ao topo da colina onde estavam as ruínas da construção das tendas da comunidade. Um aglomerado de rochas que serviam para sustentação das tendas. Fizemos caras e bocas para as fotos no local. Desde o estilo zen, até fotos do tipo Vogue brasileira (kkk). Fizemos um vídeo hilário, que remetia a um sacrifício humano. Também aproveitamos o momento e fizemos um lanchinho para recuperar as energias para o retorno. Aliás, o retorno não seria pelo mesmo caminho da subida. Vez por outra, o Marcos fingia que estava perdido, para o nosso desespero!

No caminho de volta, vimos um grupo de motocross e uma galera de jipe, muito animados e quando chegamos na cidade, estávamos famintos. Almoçamos uma deliciosa peixada e comemos um delicioso bolo feito com uma fruta local, na sobremesa. Depois andamos pela cidade e ao cair da noite entramos numa roda de mpb muito agitada. Foi muito divertido. Afinal, o cansaço é passageiro, mas a conquista é para sempre!

Galeria de fotos:

Eber Guni do Nascimento Santos

Eber Guni do Nascimento Santos

São muitas aventuras do Mochileiro e Viajante Eber pelo mundo. Desbravando a América do Sul e a Europa com vivências inspiradoras registradas aqui.

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