Turbulência e atrasos!


Salve Brasil!

Atrasos, por mais comuns e banais que sejam, não são bem recebidos. Mas tenho que me desculpar em público pela demora para postar aqui no blog e dar notícias. Essa primeira semana foi de adaptação, de reconhecer território, aprender caminhos, me instalar. Agora sim, plenamente instalado e equipado (câmera e computador em mãos), posso colocá-los a par de minha viagem.

Vamos começar do começo: AEROPORTO. Embarquei no dia 06/02, em Guarulhos, rumo a Porto. Mala despachada, check-in feito com 4 horas de antecedência, ansioso, nervoso, com medo. Feitas as despedidas, rumei para o temível embarque. SURPRESA NÚMERO UM: meu celular quebrou durante o raio X. Não conseguia falar com a família para dizer se tinha embarcado, se estava tudo certo. Fui ao orelhão, liguei a cobrar para minha namorada em Ourinhos, ela avisou meus pais, e qual a surpresa quando sou chamado pelo auto falante do AEROPORTO para me dirigir ao guichê da TAP. Fui super preocupado, esperando o pior… mas era para receber outro celular, porque “é urgente sua família precisa falar com você”. Dei varias risadas, liguei o celular, avisei meus pais que estava tudo bem e embarquei.

SURPRESA NÚMERO DOIS: O vôo atrasou. UMA HORA de atraso. Teria que fazer conexão em Porto, então fiquei nervoso. Enfim… decolagem perfeita, leves turbulências no vôo, boa noite de sono, aterrissagem belíssima, desembarquei tranqüilo, com um pouco de frio, e rumei para a conexão… SURPRESA NÚMERO TRÊS: o vôo da conexão sairia em pouco tempo (20 min) mas… onde estava o avião? Outro atraso… Enfim, preferi assim (se eu perdesse o vôo não consigo nem imaginar como teria sido). Mais algumas horas no avião, mais turbulência no vôo (nada demais, não há o que temer… aviões não são terríveis), enfim… Gatwick Airport, Londres, Reino Unido. Um frio tremendo.

Minha primeira vez fora do pais, sozinho. Era hora de encarar a
realidade e começar a me virar.

Segui para a fila da imigração e… SURPRESA NÚMERO QUATRO! MUITA gente, MUITA GENTE MESMO. De todos os países, falando todos os idiomas… o aeroporto parecia tão tranqüilo do corredor de desembarque! Demorei alguns bons minutos na fila, mas enfim, após conhecer os primeiros brasileiros no exterior, fui entrevistado pela temível UK Boarder Agency (a Imigração Britânica). Fizeram as perguntas de costume, me embananei na hora de responder quem tinha pago minha viagem (a mulher não acreditava que eu tinha ganho um prêmio e queria mais comprovantes). Enfim, ela acreditou em mim, deu a carimbada que eu tanto sonhava no meu passaporte e, ENTRADA LIBERADA.

Sai, minha mala havia sido retirada da esteira e estava em pé a minha espera (não sei quem fez isso). Me despedi das minhas novas amigas brasileiras, que tinham um rapaz da escola esperando por elas, e comecei a pensar… Como vou achar minha casa?

Peguei um trem da First Capital Connect, direto de Gatwick, para
London Bridge. Tomei uma coca, comi o primeiro dos vários Kit-Kats em Londres, e apos algumas horas, estava dentro de Londres. Que vista maravilhosa e diferente. O céu cinza não parecia ser convidativo, nem o frio, mas o desafio aumentou a vontade de estar aqui.

Segui pelo famoso UNDERGROUND (Metrô de Londres) através da Northern line (Linha do Norte) até a estação de Finchley Central. Não sabia como era, não sabia os arredores, só sabia o nome da rua e a casa. Andei carregando a mala quebrada (ah sim, SURPRESA NÚMERO CINCO! Uma das rodas da minha mala quebrou no aeroporto… só percebi quando tinha chego em Finchley), com frio, com medo, nervoso, mas ai, eis que surge na minha frente… CASA BRASIL, um pequeno café aqui em Finchley que eu tinha visto no Google maps, em uma avenida paralela a rua da minha casa… enfim, tinha me localizado (puro acaso), e ai fiquei aliviado. Achei a rua, mas agora faltava a casa… sabia o nÚmero, mas não conseguia achar a casa! HAHAHA!

Eis que Rafi, o mais novo, me ouviu perguntando a um vizinho onde era a casa dos pais dele e abriu a porta e me convidou para entrar. Me acomodei, conheci a casa, e logo Andrew e Esther, minha família hospedeira, chegaram em casa e se apresentaram a mim. Me convidaram para um jantar (delicioso por sinal), conversamos bastante e nos despedimos. Fiquei muito surpreso pela recepção, pois eles foram muito simpáticos e amigáveis comigo. Se preocupam comigo o tempo todo, sempre perguntando se preciso de algo. SURPRESA NÚMERO SEIS: minha família excedeu todas as minhas melhores expectativas.

Enfim, já me aventurei um pouco por Londres. Oxford Street, Piccadily Circus, Leicester Square, Big Ben, Waterloo, e outros tantos nomes e lugares… mas ai, e assunto para outro post!

Um grande abraço

André Santos

André Andrade Santos

André Andrade Santos

André foi o primeiro colocado da Olimpíada de Atualidades da FACAMP e ganhou bolsa para estudar inglês durante três meses em Londres, na St. Giles. Do interior de São Paulo (Ourinhos) para o topo da London Eye.

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