Último dia na Kepler Track e o retorno a Te Anau

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Bom, acordamos bastante cedo novamente, pois haviamos combinado com o Oren (irmão do Itay) que o encontraríamos no final da trilha às 15:30. Lembrando que o Oren tinha desistido da trilha após o primeiro dia e voltou para Te Anau.

Bom, o Itay não dormiu direito a noite, pois um outro mochileiro estava roncando bastante alto no dormitório que é compartilhado. Sim, era um baita barulho e o Itay estava bastante incomodado. Ele batia palmas para tentar fazer o cara parar de roncar, mas isso funcionava apenas por alguns segundos. Creio que todos estávamos acordados nessa hora. Eu queria rir, mas resolvi ficar bem quieto, pois consigo dormir normalmente mesmo com o mais alto ronco.

Em certo momento o Itay gritou: Die! Que traduzindo do inglês seria o mesmo que dizer “Morra!”. Pensei, poxa vida, ele está irritado mesmo. Mas no café da manhã comentei isso com ele e ele se espantou dizendo: “Não, foi sem querer, pois ‘Die’ em hebraico significa ‘Chega!'” Demos boas risadas com essa história e iniciamos a trilha.

O tempo estava ótimo, contrariando a previsão que dizia que ia chover pesado.

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Floresta adento, tiramos menos fotos do que nos outros dois dias anteriores, pois a conversa estava boa e a paisagem era bem similar ao primeiro dia.

E por falar em conversa, tivemos algumas boas horas para conversar. Falamos sobre nossas vidas, planos, passado, presente, o que está por vir. Um cara de 18 anos, mas tão cheio de vida e positividade. Daquele tipo de pessoa extremamente agradável de lidar. Rimos muito, paramos quando queríamos, estávamos sempre de acordo um com o outro.

Conversamos até sobre a questão palestina, pois eu fiquei bastante impressionado com o que vi quando estive em Israel. Mas o Itay me trouxe uma grande luz de esperança. Um cara comum e com um pensamento altamente sensato sobre este delicado tema. Sim, também deseja a paz o quanto antes. Entende que o eterno clima de retaliação entre os dois povos é inconcebível. Riu alto quando eu mencionei que alguns judeus passam uma má impressão ao propagarem que são a nação escolhida de Deus. ‘Não me considero ser mais especial do que ninguém por ser israelita’, ele disse.

Foi uma conversa boa que se alongou mesmo após o encontro com o Oren e a Orit (mãe deles). Ela prontamente me convidou para jantar e agradeceu por eu ter deixado o Itay seguir a trilha em minha companhia (o bebê de 18 anos e sem experiencia com trilhas – segundo ela). =D

O jantar foi num restaurante que eles adoraram eu Te Anau. Nada melhor do que comer apropriadamente após 3 dias se alimentando de miojo.

Durante o jantar converdamos mais sobre nossas histórias de vida, gostei tanto que até deu vontade de fazer outra viagem a Israel, mas desta vez com estes novos amigos queridos que me fizeram entender que há muitos israelenses maravilhosos naquele país de rica história. =)

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Eber Guny

Mochileiro nato e aventureiro, o Viajante CI fará uma uma parada estratégica pra estudar inglês intensivo por 6 meses na Nova Zelândia. Esse intercâmbio com mochilão vai render muitas histórias hilárias, informações importantes e ótimas surpresas.

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