Uma liçāo para o Brasil

Hoje vou relatar para vocês a minha experiência  em sala de aula americana.

A Kaplan, a escola onde estou estudando, fica localizado dentro do campus do Illinois Institute of Technology (IIT).  Esse universidade é dedicado a cursos voltadas para a área de tecnologia, como Engenharias, Computação, Mecânicas, etc. É uma típica universidade americana, com refeitório, academia, quadras, laboratórios, biblioteca, dormitório e, claro, salas de aulas. Dentro da universidade também tem bar, cafeteira, restaurantes e loja de conveniência. Em todos os locais os alunos tem livre a acesso a muitos computadores e wi fi.

A Kaplan ocupa um andar do prédio da administração da universidade. E aqui começa a grande diferença das nossas universidade publicas com as universidades americanas. No Brasil há todo um preconceito ideológico de que as instituições publicas não podem se misturar com negócios particulares. O que se vê aqui nos Estados Unidos é que essa parceira é proveitosa para todos os lados. Essa parceira proporciona ao IIT passa a contar com  o intercâmbio de culturas e línguas de diversas partes do mundo que acabam por contribuir com o crescimento profissional de todos os seus estudantes. Além de ajudar a financiar a educação de alunos com baixo poder aquisitivo.

Falando em intercambio cultural, esta universidade é um exemplo de multiculturalismo. Eles dão grande valor à participação de estudantes dos mais diversos países nas salas de aula. o refeitório parece uma verdadeira torre de babel. Há exemplares da culinária de diversas culturas e um dia semana é dedicada à cozinha de um país diferente. Nestes dias que eu estive aqui já houve o dia da cozinha francesa, alemã e mexicana. E nessa semana os estudantes que estão se formando fizeram uma feira com a comida típica de seus países de origem. Houve “barracas” de comida de Angola, Jamaica, Argentina, México, Israel, Estados Unidos (não podia faltar), Palestina, Korea, Japão, África do Sul, França e outros que não estou recordando. Como gosto de comida árabe experimentei a comida servida pelos palestinos e de Angola, pois se parece um pouquinho com a comida baiana.

Mas o povo que se faz presente com muita força são os orientais, especialmente, chineses e coreanos. Os orientais são muito disciplinados e inteligentes e geralmente recebem auxilio do governo para fazerem cursos nos Estados Unidos. Eles querem aprender tudo o que os americanos fazem, mas especialmente pela tecnologia e economia. A presença deles nas salas de aula enriquecem  o aprendizado e reforçam a tolerância cultural. O intercambio acadêmico torna-se também o intercambio cultural. A presença oriental tão maciça, reforça a minha impressão de que em breve eles estarão dominando a economia mundial.

Esse é enfim a grande lição que eu acredito que as universidades brasileiras deveriam aprender: abrir as portas para o mundo. A troca de conhecimento é valioso para todos, não é se fechando entre os muros que as escolas brasileiras vão formar os melhores profissionais. A convivência com culturas, métodos e conhecimentos diversos podem formar profissionais muito mais preparado para os desafios econômicos e sociais que devemos enfrentar. Não adianta ficar tentando reinventar a roda ou perdendo tempo com discussões ideológicas e teóricas sem fim, sobre temas do século XIX.

Quanto ao método de ensino de idioma não observei grandes diferenças em relação ao Brasil. Cada semana é discutido um tema especifico e todas as lições são voltados para essa temática. Por exemplo na primeira semana foi sobre “riscos e sonhos”, a segunda sobre a “cidades verdes e modernas” e nesta semana sobre “sucesso e dinheiro”.  As aulas de inglês ocorrem pela manhã, começando com uma breve discussão sobre algum tema propostos pela professora (speacking), seguido por uma leitura (reading); em seguida ocorrem games ou atividades em grupo sobre aquele tema; depois há lição de gramatica, seguido de exercícios (writing) e outras atividades em grupo; e, por fim, lição de casa. O aprendizado, como em qualquer lugar, depende muito da vontade e disposição de cada um, ou seja, a professora não pega na mão de ninguém para ensinar.

No próximos tópico vou contar mais sobre a noite de Chicago, compras e passeios pelos pontos turísticos da cidade.

Antoniel Pinto

Antoniel Pinto

Antoniel ou Tony para os íntimos, gosta de trabalhar, viajar e conhecer lugares e pessoas diferentes. Aproveitou as merecidas férias para aprimorar o Inglês em Chicago, nos Estados Unidos - país que melhor representa tudo o que esse idioma significa para a cultura, a economia, a ciência, o entretenimento...

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