Velhinhas, pequenas e muito charmosas…


Sim, elas tem o seu valor… As bárbaras vilas alemãs guardam uma parte da cultura que as grandes cidades ou já exauriram turisticamente ou se confundiram com a globalização. Longes dos grandes centros, as “velhinhas, pequenas e chamosas” são um convite ao lazer, à cultura e às belas paisagens escondidas.

Vou apresentar para vocês 4 das diversas cidadezinhas pelas quais eu já pude dar umas voltas por aqui. Em geral elas são um tanto parecidas entre si, mas cada uma tem um ponto “clímax” diferente da outra.


Ach so! [Ah, sim!!!] Procure ler sobre a história das pequenas cidades antes de partir para elas, bem como se informar sobre meios de transporte e locais de interesse por lá. O número de “falantes de inglês” reduz drasticamente nas cidades menores – e se tentar virar sem a língua alemã pode se transformar numa grande farra de mímicas (hehehe). De qualquer maneira, sempre procure o bom e velho Centro de Informações – e seus ótimos atendentes poliglotas!

Durlach é a primeira. Fica bem perto de Karlsruhe, podendo chegar lá em apenas 15 minutos de trem. A cidade é bem antiga – o castelo da cidade (Schloß Karlsburg) foi, em 1565, a residência oficial dos oficiais do antigo estado de Baden (o qual, ao sofrer fusão com o antigo estado de Württemberg, se tornou o hoje Baden-Württemberg), passando o título para a ainda jovem Karlsruhe no início do século 18. Durlach, portanto, guarda uma história bem interessante de quando essa região do país começou a ser desenvolvida. O castelo citado (Schloß Karlsburg) fica exatamente no centro da cidade, e vale a visita. Do centro da cidade também é possível pegar o trem para a base do mirante de Turmberg (ver post da semana 2, sexta-feira), que fica no topo de uma montanha cercada de campos de uva e floresta. A vista lá de cima é excelente.

Cerveja?! Nem tanto por aqui. Estamos falando de Ihringen!!! Situada a 1 hora de Freiburg (no sul do país e no meio da Floresta Negra), a vila é “literamente” cercada pela atmosfera da vinicultura – fica em um vale cujas montanhas estão completamente cobertas por videiras. Seus quase 6000 moradores cultivam a arte do vinho a várias gerações (a primeira menção registrada da cidade data do século 10!). Conheci essa vila através de um tour de degustação de vinhos que fiz durante o “Freiburg Weekend” (ver post da semana 4, segunda-feira), com o pessoal do IAESTE. A Weingut |váin-gut| [vinícola] que fui se chama Konstanzer (o sobrenome da família que é dona), e o serviço é ótimo. Visitamos os campos de produção das uvas e as peculiaridades de cada espécie, além de também entrar nas instalações de produção e armazenamento dos vinhos Weißwein e Rotwein |váiz-váin e rrót-vain|[vinho branco e vinho tinto]. Os preços dos vinhos podem ir de 4.20 euros até 50.00 euros, dependendo da safra e tipo de vinho – e o tour de degustação passa por 6 vinhos de diferentes valores, sabores e odores.

A terceira vila é Ettlingen (Ettlingen Stadt), também nas redondezas de Karlsruhe (a viagem de tram dura cerca de 50 minutos). Essa cidadezinha tem impressionantes 1220 anos de existência (!!!), e foi uma importante rota durante os tempos da Roma antiga – história devidamente documentada pelos artefatos encontrados nas fundações da cidade. O emperador “Otto, o grande” (aquele que foi Duque da Saxônia, Rei da Alemanha, Rei da Itália e, também, Sagrado Imperador Romano!!!) esteve por aqui, deliberando sobre os direitos de comércio pela região. A cultura medieval por aqui é estrondosamente forte, e várias casas comuns têm fachadas elaboradas e cinematográficas.

A quarta e última cidade deste pequeno tour é Bretten, fundada em 767 (citada no post da semana 3, segunda-feira). Esta cidadezinha de quase 30 mil habitantes abriga o já tão falado Peter-und-Paul Fest – um festival de cultura medieval surrealmente perfeito (com 200 anos de idade!!!), em que praticamente todos os habitantes da cidade vão vestidos como a 500 anos atrás. Como se não fosse bastante, o festival atrai 80.000 visitantes todos os anos – quase três vezes o número total da população local! Além do festival em si, um tour geral pela cidade pode revelar a arquitetura fabulosa da antiga, antiga, antiga Alemanha.

É isso ai, pessoal. No álbum desse post seguem algumas fotos tiradas pelas cidades citadas. Espero que vocês sintam pelo menos um pouquinho da energia desses lugares.

E no post que vem… Berlin! E, claro, toda a história de como eu quase me perdi as 4 da madrugada em uma vilazinha no meio da Alemanha Oriental! KKkkKkkKk. Até lá!
Galeria de fotos:

Rafael Guimarães

Rafael Guimarães

Rafael é estudante de Engenharia Florestal e vai estagiar em uma das melhores empresas do setor, na Alemanha. Além, claro, aproveitar para se divertir na Europa. Acompanhe aqui

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