Voando para Vancouver


Era madrugada quando cheguei ao aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa. O nome do aeroporto é um tanto assustador, mas enfim, não tem ninguém esperando para castrar, deixa pra lá. Bom, cheguei com 3 horas de antecedência como me foi orientado, fiz o meu check in fiquei aguardando a hora do embarque junto com meus pais e meu sobrinho, lindo, Leonardo.

Minha mãe estava ao mesmo tempo feliz, por eu ter conseguido realizar este sonho, como também aflita por ver a filhinha dela indo para um país estranho, com uma língua estranha e como pessoas desconhecidas dela. Meu pai, do mesmo jeito. Já meu sobrinho, parecia ansioso de me ver embarcando no avião, um negócio enorme, pesado e que consegue voar.

Quando chegou a hora, embarquei. O avião subiu e foi tudo tranqüilo, dormi muito até chegar em São Paulo, por volta das 6h da manhã. Meu tio/primo de terceiro ou quarto grau, Chico, estava me esperando no saguão do aeroporto de Guarulhos. Daí, perguntei se eu tinha que pegar minhas malas, já que ia embarcar em outra empresa, agora em uma internacional, mas o funcionário me disse que a bagagem era encaminhada para o próximo vôo. Não fiquei tão aliviada, mas deixei toda minha bagagem, rezando para quando eu chegasse em Toronto elas estivessem lá.

Sabe aquele casaco que eu falei que peguei emprestado e tal? Pois é ele me foi muito útil, por que, quando eu desembarquei em São Paulo o frio estava pra matar quem não está acostumado. Estava uns 11° e meus dedos e nariz gelados implorando por um sol, que até tinha, mas não esquentava.
Fiquei na casa do Chico até perto da hora de viajar, então aproveitei para matar a saudades das pessoas que eu ainda consegui ver: Maria, esposa dele, minha prima Mariana e seu barrigão de quase 9 meses, a filha dela Ana Luiza, também, vi Milena e Marinalva que foi minha babá e há uns 15 anos que não encontrava com ela.

Cheguei no aeroporto, também, 3 horas antes do embarque. Passei na alfândega para declarar o notebook que estava levando, mas a moça disse que não precisava por que o produto era fabricado no Brasil. Passei na casa de câmbio, troquei alguns reais em dólares e fui para o check in. Só deu tempo de tomar um café e comer um pão de queijo e fui para a sala de embarque.

Assim que me acomodo na minha poltrona, uma aeromoça pergunta se eu falo inglês ou francês. Meu primeiro desafio. A mulher danou a falar, pedindo que eu saísse dali e fosse para outra poltrona, para desafiar perguntei why? Daí ela falou, falou e eu consegui compreender a mensagem – ela queria que eu trocasse de lugar com duas amigas, que estão viajando juntas por que onde elas estão uma das poltronas está quebrada – então eu troquei e isso foi muito bom, já que eu ia encarar 10h de vôo até Toronto e podia esticar minhas pernas na outra poltrona. Consegui até dormir de lado, muito melhor. Só que melhor mesmo são as poltronas da primeira classe, que deitam e ainda tem espaço para você esticar totalmente as pernas. É menino, primeira classe é primeira classe.

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Vanessa Braz

Vanessa Braz

Apresentadora e repórter de TV, em João Pessoa, viverá em Vancouver por dois meses. A necessidade de aprender inglês e o desejo de viajar, resultou no Intercâmbio. Confira aqui.

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