Weekend Trip 2 – Las Vegas

Não tem como estar na Califórnia e sossegar em uma cidade apenas. Sendo assim, o destino escolhido para o fim de semana foi Las Vegas. Com duas amigas e a viagem toda fechada, não tivemos trabalho nenhum para procurar hotel. Era só decidir como chegaríamos lá – avião ou carro.
Como resolvemos ver a passagem aérea em cima da hora, já estava cara, e não tinha o vôo que queríamos. A opção que restou foi carro, o que levaria em média 5:30 – esquecemos completamente a possibilidade de irmos de trem.

Saímos da escola 11:30, comemos um sanduíche rápido, fizemos umas comprinhas no supermercado – nosso kit sobrevivência: pacote gigante de skitles, 24 garrafas d’água (era mais barato se comprasse a caixa), cookies e cereal bars -, pegamos o carro – dessa vez um compacto – e pé na estrada.

Minha host family já tinha me alertado quanto alguns aspectos: 1 – Vá preparada para pegar trânsito, afinal é sexta. Dito e feito. O tráfego estava lento na saída de San Diego e na entrada de Las Vegas, atrasando 1:30 nossa viagem. 2 – Desligar o ar condicionado na subida do deserto para não super aquecer o carro. Resultado: conseguimos chegar sem problemas no carro, mas em compensação, quase morremos com o calor de mais de 40 graus Celsius.

A estrada para Las Vegas é de ótima qualidade e com paisagens incríveis. Mas, por ser uma reta que corta o deserto de Mojave, pode ser um pouco cansativa para quem está dirigindo, e se tornar perigosa se o motorista resolver pegar a estrada cansado.

Chegamos em Las Vegas às 21h, bem a tempo do meu show – os shows merecem um post exclusivo, então depois falo melhor deles. A noite foi tranquila. Preferimos ir para o hotel mais cedo e descansar para o dia seguinte, já que nossos planos eram sair as 6 da manhã – o “mais cedo”, no caso, foi 1:00am. O ritmo da cidade, com todos os hotéis extremamente iluminados e movimentados, independente da hora, fazem com que você perca a noção da hora.

Devíamos imaginar que não acordaríamos em hipótese alguma às 5h, mas botamos o relógio para despertar de qualquer forma. Com a soneca tocando de 15 em 15 minutos, só tivemos força para levantar às 8h.

Depois de pegar café da manhã para comer no carro mesmo, pedimos informação na recepção do hotel sobre como chegar no Grand Canyon, no mais próximo. A indicação foi o West Rim, embora todos guias turísticos fizessem referência apenas ao South e o North. Mas com GPS, chegaríamos a qualquer lugar sem problema. Errado. O GPS exige um endereço, o qual não achávamos em lugar nenhum. Decidimos pegar a estrada na direção do Arizona, usando um endereço qualquer, para não perder tempo paradas. Quando estivéssemos mais próximo, seria provável ter placas. A sorte foi que, mexendo no GPS no tédio, descobri que ao invés do endereço, poderia usar o nome da atração, em outro ícone. Com isso, achamos nosso destino.

Como disse antes, fui ao West Rim. Jantando com minha host family na Segunda-feira, descobri que na verdade não fui ao Parque National do Grand Canyon, e sim a uma reserva indígena, onde a entrada é bem mais cara – e põe cara nisso -, grande parte da estrada para chegar é de terra, e não se dá para ver o Colorado River. Entretanto, a paisagem, apesar de tudo, é “breathtaking” e imperdível. São oferecidos passeios de balão, barco, helicóptero, rafting, mas acabamos ficando simplesmente com o de ônibus.

De volta a Las Vegas, tomar banho e se arrumar rápido para começar os planos da noite. Para mim, 2 shows. Para elas, 1 show e 1 nightclub. Como aqui ainda sou underage, optei por voltar para hotel depois de caminhar do show até o hotel, e descansar para não dormir na viagem de carro de volta e garantir que a motorista também ficasse acordada.

No domingo, enquanto deixei as meninas descansando no hotel, acordei cedo para conhecer a cidade – ou melhor, os hotéis, porque o que faz a cidade são os diversos hotéis luxuosíssimos e em grande parte temáticos. Há o “The Venetian”, que imita Veneza inclusive com canais com gôndolas. New York-New York, com diversos pontos turísticos da cidade, entre eles a Estátua da Liberdade. Paris, com a Tour Eiffel, Arc de Trimphe, Hôtel de Ville, etc. O Caesars Palace, com tema romano, entre outros. A caminhada no sol durou 3 horas e foi necessário muito líquido para não desidratar.

O retorno para San Diego foi extremamente cansativo. Com um trânsito completamente parado na saída da cidade e vários trechos de retenção, começamos a procurar na internet um hotel para passar a noite no meio da estrada. Mas até que nossas expectativas foram superadas e conseguimos chegar em casa com quase 9 horas de viagem.

Bianca Salgueiro

Bianca Salgueiro

Carioca, atriz e futura estudante de engenharia. Já atuou na dublagem de filmes como Lilo & Stitch, Procurando Nemo e Crônicas de Nárnia. Adora ler e estudar. Fala inglês, francês e cursa mandarim. Embarcou para San Diego, cidade ao sul da California, com clima praiano para viver o encanto e conhecer mais a cultura local.

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